Carnaval, por chandra santos

História do Carnaval no Brasil

O Carnaval chegou ao Brasil no século XVII. A festa trouxe consigo a tradição francesa dos desfiles urbanos - nos quais os foliões usavam máscaras e fantasias nas ruas. O rei momo, o pierrô, o Arlequim e a colombina são personagens que foram incorporados a nossa cultura.


Pierrot, Colombina e Arlequim

Personagens da Commedia dell’Arte italiana do século XVI, o triângulo amoroso formado pelo Pierrot que amava a Colombina, que amava o Arlequim (que a correspondia), percorriam ruas e praças das cidades italianas encenando histórias improvisadas que ironizavam a vida e os costumes dos poderosos.

De acordo com a publicação Mundo Estranho esse era o perfil de cada personagem:

  • Pierrot = "Seu nome original era Pedrolino, mas foi batizado, na França do século XIX, como Pierrot e assim ganhou o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais, vestia roupas feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco e não usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina. Por isso, era a vítima preferida das piadas em cena. Não foi à toa que sua atitude, sua vestimenta e sua maquiagem influenciaram todos os palhaços de circo"
  • Colombina = "Criada de uma filha do patrão Pantaleão, mas tão bela e refinada quanto sua ama, Colombina era também o pivô de um triângulo amoroso que ficaria famoso no mundo todo - de um lado, o apaixonado Pierrô; do outro, o malandro Arlequim. Para despertar o amor desse último, a romântica serviçal cantava e dançava graciosamente nos espetáculos"
  • Arlequim = "Também servo de Pantaleão, Arlequim era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a todos da sua ingenuidade e estupidez. Depois de entrar em cena saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar peças nos outros personagens e depois usava sua agilidade para escapar das confusões criadas. Outra de suas marcas-registradas era a roupa de losangos"
Rei momo

O Rei Momo tem origem na mitologia grega. Segundo informações da Revista Mundo Estranho:
"Ele era o deus do sarcasmo e do delírio. Usando um gorro com guizos e segurando em uma mão uma máscara e na outra uma boneca, ele vivia rindo e tirando sarro dos outros deuses. Com esse jeitão esculachado, aprontou tantas que acabou expulso do Olimpo, a morada dos deuses. Ainda antes da era cristã, gregos e romanos incorporaram essa figura mitológica a algumas de suas comemorações, principalmente as que envolviam sexo e bebida. Na Grécia, registros históricos dão conta que os primeiros reis Momos de que se tem notícia desfilavam em festas de orgia por volta dos séculos 5 ou 4 a.C. Geralmente, o escolhido era alguém gordinho e extrovertido - provavelmente vem daí a inspiração para a folia brasileira. Já nas bacanais romanas, os participantes selecionavam um Rei Momo entre os soldados mais belos do exército."
Carnaval no Século XX

A partir do século XX houve a popularização dos blocos, cordões e cortejos de automóveis (corsos) percursores dos carros alegóricos. Na época também foram criadas as marchinhas - sucesso até hoje.

As marchinhas de carnaval estiveram presentes no carnaval brasileiro entre os anos 20 e os anos 60 do século XX. Segundo dados da Wikipedia, a primeira marchinha - Ó Abre Alas - foi composta por Chiquinha Gonzaga, em 1899. Ainda de acordo com a enciclopédia virtual:

"A origem foi, no entanto, de um estilo musical importado para o Brasil. Descende directamente das marchas populares portuguesas, partilhando com elas o compasso binário das marchas militares, embora mais acelerado, melodias simples e vivas, e letras picantes, cheias de duplo sentido. Marchas portuguesas faziam grande sucesso no Brasil até 1920, destacando-se Vassourinha, em 1912, e A Baratinha, em 1917. A verdadeira marchinha de carnaval brasileira começou a surgir no Rio de Janeiro com as composições de Eduardo Souto, Freire Júnior e Sinhô, e atingiu o apogeu com intérpretes como Carmen Miranda, Almirante, Mário Reis, Dalva de Oliveira, Silvio Caldas, Jorge Veiga e Blecaute, que interpretavam, ao longo dos meados do século XX, as composições de João de Barro, o Braguinha e Alberto Ribeiro, Noel Rosa, Ary Barroso e Lamartine Babo. O último grande compositor de marchinha foi João Roberto Kelly."

1ª Escola de Samba

Segundos dados do site Brasil Escola a Estácio de Sá foi a primeira escola de samba do país:
"A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”, anos depois seu nome foi modificado para Estácio de Sá. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foram surgindo novas escolas de samba. Organizaram-se em Ligas de Escolas de Samba e iniciaram os primeiros campeonatos para escolher qual escola era a mais bonita e a mais animada. A região nordeste permaneceu com as tradições originais do carnaval de rua, como Recife e Olinda. Já na Bahia, o carnaval fugiu da tradição, conta com trios elétricos, embalados por músicas dançantes, em especial o axé."
Imagens: Reprodução Internet
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