Perfil/ Gian Shimada

Gian Shimada: paixão pela arte

por chandra santos

Gian Shimada arrumando a exposição 'Pegueeleve", que reúne também obras de Eduardo Denne e está em exibição na Caza Arte Contemporânea, na Lapa 

O artista plástico Gian Shimada começou a nutrir uma simpatia pelo mundo artístico ainda na infância: “Desde pequeno gostei de lidar com criação plástica, firmando minha escolha quase a partir do final do ensino médio”, relembra Gian, que formou-se, em 1986, em Gravura em Metal, Xilogravura e litografia pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA-UFRJ). Lá teve aulas com Lygia Pape, Ísis Braga, Edson Motta e Celeida Tostes. No ciclo profissional do curso de Gravura esteve próximo de Adir Botelho, Kazuo Iha e Marcos varela.

“A principal coisa que aprendi é que o artista não é somente um ser provido de um dom, mas que − como qualquer trabalho/criação a que nos dedicamos, dependendo do caso − só mediante muito sacrifício, dedicação,p aciência e constância é que este talento/aptidão pode resultar em conseqüência”, destaca o artista, que guarda boas memórias da época.

ARTES VISUAIS II. Gian Shimada. 2010
Xilogravura sobre cartaz. 70x50 cm.

Absorvendo conhecimentos dos mestres, Gian encontrou seu caminho nas artes visuais. Suas obras mais importantes são as gravuras “Pêssego Preto” e “Beijo na tela”; o tríptico: “Da libertação de Greta”; e as instalações “Mapa das Artes”. “A partir destas realizações − tendo uma premiada no exterior − realmente iniciei um processo mais criativo e prazeroso de produção e veiculação de meu percurso artístico”, conta Gian.

Beijo na Tela. Gian Shimada. 2009
Impressão em Relevo, Fotogravura, Colagem. 30x40 cm.
BANHO NOTURNO/MAPA DAS ARTES. Gian Shimada. 2010
Xilogravura sobre impressão em Off-Set. 100x60 cm.


De acordo com o texto-crítico da Doutora em Artes Visuais (EBA-UFRJ) e Professora Adjunta do IART-UERJ e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Maria Luiza (Malu) Fatorelli, as obras do artista seguem uma linha: "Gian utiliza para suas impressões xilográficas, em grandes formatos, um duplo suporte. Não mais as imaculadas folhas de papel de algodão, específicas para impressões gráficas, mas folhas do Mapa das Artes do Rio de Janeiro e os muros   da cidade. Nesse trabalho, o suporte recusa um lugar de invisibilidade para assumir outros planos conceituais evocados pelo mapa e pela cidade. Bidimensionalmente, o mapa colorido que marca o lugar das galerias e instituições artísticas impõe à massa negra da imagem xilográfica um diálogo cromático, que também ironiza o desejo de pertencimento a um circuito ao permanecer colado do lado de “fora” nos muros urbanos."

PAPO-BOLA/MAPA DAS ARTES.  Gian Shimada. 2010
Xilogravura sobre impressão em Off-Set.100x60 cm.

Perguntado sobre a questão da arte contemporânea noBrasil e no exterior, ele responde de forma positiva: “está cada vez maisvisível e acessível, apresentando diversas e diferentes manifestações. Gostodisso!”, frisou o artista que está em cartaz até dia 21 na Caza Arte Contemporânea.

Para saber mais sobre Gian Shimada, clique aqui.


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