Por dentro do Museu Imperial

Berlinda de d. Pedro II será restaurada às vistas do público*



A partir do dia 08 de novembro, o público poderá acompanhar o restauro de uma das mais emblemáticas peças do Museu Imperial: a berlinda de aparato de d. Pedro II, conhecida como “Monte de Prata”ou “Carro Cor de Cana”. A iniciativa, que conta com patrocínio da empresa petropolitana GE Celma, a partir da Lei de Incentivo à Cultura, permitirá a conservação desse patrimônio histórico.

O projeto foi iniciado há cerca de um ano, com a captação de recursos,aquisição de material, planejamento estratégico, adaptação do espaço e, mais recentemente, o desmonte das peças da viatura. No dia 08, será iniciado o processo de restauro em si, realizado às vistas do público.O procedimento ocorrerá na Galeria de Restauro, sala recém-inaugurada pelo Museu Imperial, anexa ao Pavilhão das Viaturas.

Além de poderem seguir a restauração de perto, estudantes, profissionais da área e outros interessados também poderão acompanhá-la através do portal do Museu Imperial (www.museuimperial.gov.br). Periodicamente, uma página especial será atualizada com informações e fotos do projeto.

É a primeira vez que a peça, construída em 1837, passa por uma intervenção tão complexa, que deve durar cerca de 12 meses. A restauração será feita diretamente pela equipe do Laboratório de Conservação e Restauração do Museu, que realizou a capacitação de pessoas da comunidade petropolitana para auxiliar no processo.

A Berlinda

A berlinda de aparato foi construída em 1837 pela firma britânica Pearce & Countz, fornecedora da Casa Real Inglesa, especialmente para a cerimônia de sagração e coroação de d. Pedro II, ocorrida no dia 18 de julho de 1841. Era utilizada pelo imperador em ocasiões solenes, como os casamentos de suas duas filhas, a abertura e o fechamento da Assembleia Geral.

A carruagem foi confeccionada em madeira e ferro e tem em seus elementos decorativos prata, madeira entalhada com folha de ouro e pintura que remete a cana de açúcar, couro, janelas em cristal, bordados e galões em fios dourados, estofamentos e revestimentos em veludo de algodão, etc. Era puxada a oito cavalos.

*Texto: Assessoria de imprensa do Museu Imperial
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