ARTIGO RIO 2012

O Sete Artes esteve presente na ARTIGO RIO 2012 na semana passada. Na ocasião, entrevistamos a responsável pela ONG Move Institute, a designer Adriana Pierin. Ela explicou como é o trabalho de conscientização realizado pela organização, além de explicar o conceito do Artvismo. 

ARTIGO RIO 2012

Sete Artes: De onde vem o conceito de "artvismo"?
Adriana Pierin: "Como eu sou designer acho que através da arte podemos chamar atenção para a causa da proteção animal. A obra de arte é um elemento fundamental porque ela prende o olhar. Quando você vê um manifestante da causa animal, você pensa "lá vem mais um" e se afasta daquela realidade. Já a arte tem poder de envolver as pessoas. Nós criamos obras, campanhas publicitárias, anúncios, flyers. Isso tem surtido efeito. Muitas pessoas se tornaram vegetarianas depois que conheceram o nosso trabalho. A gente chama esse movimento de usar a arte em prol dos animais de artvismo"

ARTIGO RIO 2012
SA: Vocês usam as redes sociais?
AP: "Sim. Temos uma página no Facebook com 3650 fãs. Esse número cresce diariamente. Lá nós divulgamos as obras criadas pelos artistas que apoiam a nossa causa, bem como nossos eventos e textos, vídeos e fotos denunciando a forma como são feitos os alimentos a base de carne, marcas que fazem testes em animais, entre outros. No momento nossa campanha no face está centrada no Natal. Enquanto eu estou aqui dando essa entrevista tem milhares de porcos, chesters e perus sendo abatidos de forma cruel para virar comida  especial para a festa religiosa. Engraçado é que os meios de comunicação de massa veiculam matérias sobre as delícias do Natal incentivando as pessoas a comerem até explodir. E no dia seguinte a mensagem muda. Passa a ser a dieta da desintoxicação. Por quê incentivar uma coisa que faz mal?"

ARTIGO RIO 2012
SA: De que forma você se aproximam da mídia?
AP: "A causa animal é carente, abandonada pelo poder público. Nós protetores temos que chamar a atenção da mídia para que a mensagem seja passada para a massa. Os artistas que aderem a causa em geral são respeitados no meio. São símbolos. As pessoas que são sensíveis a causa são chamadas para falar sobre a proteção aos animais em suas obras ou para falar sobre suas experiências. O público acaba se sensibilizando e prestando mais atenção na mensagem quando ela é transmitida por alguma celebridade."

ARTIGO RIO 2012
SA: Quem aderiu a causa?
AP: "Vik Lacaste, Debora Nascimento, Fernanda Yong, Ronaldo Fraga, Mônica Nador, James Kudo, entre outros."

SA: Recentemente tivemos mais uma edição da COW PARADE aqui no Rio. Como você vê essa mostra?
AP: "Não tem nada a ver com a causa animal. Eu fui pesquisar sobre a pessoa que realizou a mostra e tanto ela quanto o projeto eram vazios, sem conteúdo nenhum. Provavelmente ela deve ter copiado esse projeto de alguém, o que ocorre direto no mundo da arte. Infelizmente não tinha nenhum cunho de proteção animal. Ela perdeu uma oportunidade."

ARTIGO RIO 2012
SA: Sobre a causa animal. Por quê as pessoas não aderem?
AP: "O problema está na comunicação. A pessoa é sensível ao sofrimento dos animais e existe a proteção animal. No entanto, a pessoa não liga as duas coisas. Se ela se comove ao ver um animal sofrendo porque ela não muda sua relação com os animais? Aqui no Brasil, como em outros locais do mundo, é um faroeste. Você faz o que quiser com um animal. Não há uma lei que impeça que você maltrate, queime, estupre, trucide um animal. Para se ter uma ideia na mesma época que o ministério da cultura liberou R$ 7 milhões para realizar um rodeio patrocinado por uma marca de cerveja, nosso projeto de realizar exposições de arte nos litorais foi recusado. Eles alegaram que falamos de animais demais no projeto."
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