O sobrado de número 4

Bem em frente ao Largo de São Francisco da Prainha, o casarão de número 4 abriu as portas no dia 30 de outubro como Casa Porto. Projeto cultural do Instituto Fim, o sobrado ganhou programação de cursos, exibição de filmes, exposição de arte e eventos musicais. De segunda a sexta-feira, das 16h às 22h, e sábado, das 10h às 17h, visitantes também podem aproveitar a visita e provar quitutes de cozinheiras da Região Portuária, que se revezam no Café do Vizinho.



Essa história começou com o Fim de Semana do Livro no Porto (FIM), evento que reuniu bate-papo, mesas redondas, programação musical e cultural, atividades infantis e oficinas gratuitas em outubro de 2012, no Morro da Conceição. Os organizadores criaram o Instituto Fim para promover outras iniciativas na área. "Depois do FIM, começamos a conversar e percebemos o potencial da Região Portuária, e o vácuo que ainda existia nas atividades culturais e eventos. Queremos preencher essa lacuna e atuar em cursos e formação de profissionais para trabalhar em projetos culturais", explicou Raphael Vidal, gestor do espaço.
Um dos diferenciais da Casa Porto é que 60% das vagas dos cursos oferecidos são preferencialmente para moradores da Região Portuária, graças ao patrocínio da Concessionária Porto Novo e do programa Porto Maravilha Cultural. As inscrições são online (www.casaporto.org) ou presenciais. "Nossos cursos são voltados à área cultural para a produção de eventos. Nas aulas de cavaquinho, por exemplo, os alunos aprendem a tocar um instrumento musical e depois podem se apresentar na própria Casa Porto", aponta Bel Fernandes, produtor do espaço.
Na programação fixa, o Cineclube Atlântico Negro oferece sessões mensais gratuitas seguidas de debates. Outra atividade em andamento é o Vitrolas Abertas: toda segunda-feira, a partir das 19h, um convidado apresenta um tema para bate-papo ao som de discos de vinil. A ideia é cada pessoa levar o seu próprio disco e diversificar o repertório.
O Café do Vizinho tenta ganhar o coração dos frequentadores em clima descontraído. Ao invés das máquinas de expresso, o café é preparado com coador de pano e servido em canecas ágata. Toda quinta-feira tem acarajé do Circuito de Herança Africana de Sônia Baiana na varanda da casa, reforçando o time das cozinheiras da região. "A gente privilegia a mão de obra local, não só na área da culinária. Queremos formar moradores. O aluno pode se profissionalizar e depois virar professor aqui. Esse é o sonho", confessou Zé Gustavo, um dos cinco produtores da Casa Porto.
Texto e fotos: Yara Lopes


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