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Atravessamentos #exposição

Em individual na Mul.ti.plo Espaço Arte, a partir de 15 de maio, Tatiana Grinberg apresenta desenhos e objetos
que ativam sentidos visual e proprioceptivo


A obra de Tatiana Grinberg, que expõe na Mul.ti.plo Espaço Arte a partir de 15 de maio, trata de uma escala precisa, 1:1, que envolve corpos, objetos e espaço. Os objetos são dispositivos que requisitam nossa atenção, no sentido da observação – por não serem plenamente reconhecíveis e por simultaneamente acionarem em nós um pré-entendimento, dado seu desenho ergonômico e escala, que indicam possíveis acoplamentos.

Brechas, opacidades, impressões e reflexos nas superfícies dos objetos nos colocam em movimento, tanto através de um olhar que não pára. Seja buscando um fluxo, focos em diferentes profundidades, marcas, quanto por nos convidar a uma maior aproximação, a uma experimentação envolvendo o nosso corpo – os sentidos visual e proprioceptivo são ativados. As dimensões, formas e o posicionamento dos objetos no ambiente pautam diferentes percursos e coreografias, não há uma prescrição – refletem nosso ritmo, a possibilidade de experimentação, a troca de lugar entre observador/observado, a partilha do espaço com outros.

Na Sala 1 da Mul.ti.plo Espaço Arte, os silenciosos e afiados objetos da família dos cortes, um conjunto de planos e um cubo camuflam-se refletindo o ambiente que também englobam.

O grupo Cortes [pict], 2004-14, composto por planos de diferentes dimensões que vão de 31 x 31 cm 1.70 m x 40 cm, recostados sobre a parede, são superfícies sobre as quais nosso olhar mal pousa, há o encontro com a nossa imagem, a localização no espaço, um bloqueio retrovisor, e recortes que podem ser atravessados. Diminuída a distância, dada nossa aproximação, apenas extremidades do corpo podem cruzar sua superfície pelas perfurações; o corpo fragmenta-se então, e uma vez preenchidas pelas extremidades essas partes duplicam-se, como que soltas no espaço, refletidas em ambos os lados espelhados.

Detalhe da obra Corte
Corte [cubo], 2004-14, 60 x 60 x 60 cm, apresenta as mesmas características e oferece ainda um interior a ser explorado.

Ainda Pele [corpo], 2005, uma superfície de tapete que encobre um certo volume, e tem perfurações de onde eclodem cálculos, índices de gestos ossificados – impressões da superfície de todo um corpo em porções de porcelana que cabem na palma da mão. Moldes do espaço entre as mãos e o corpo. Um mapeamento dos próprios limites e do tempo.

E também há uma intervenção sobre uma porta – Passagem em branco, 2002-14, que busca a interface entre arquitetura/corpos, relações espaço e percepção – o roçar da superfície rígida e geométrica com o orgânico, o que pode ser visto e o que fica por trás, atravessamento e opacidade. Um múltiplo exclusivo, feito sob medida, por encomenda, após a exposição.

Na segunda sala, desenhos. De grandes proporções, dois embates da série Sobre a distância entre as mãos e os olhos. A peça Sobre a distância entre as mãos e os olhos_embate sobre mdf [teso], 2011, em giz pastel sobre mdf, de 2,50 x 92 cm, e Sobre a distância entre as mãos e os olhos [embate sobre faixa_corte_04], 2013, de 3m x 75 cm, bastão a óleo sobre lonita; ambos partem de um processo de construção por partitura, “mas invertida, já que os pontos vêm antes das linhas” – são marcados os pontos/perímetros, formas que se repetem em vários trabalhos da artista, que se referem a partes do corpo, são os desenhos iniciais que indicam possíveis percursos de uma coreografia, locais por onde passará repetidamente uma linha contínua. O nome da série considera muitas distâncias, desde aquela relativa à imaginação, ao desejo de mapear movimentos ou fluxos de um corpo, passando pelo vão entre a visão do desenho em sua totalidade e a restrição dessa mesma, dada a aproximação do corpo da artista em relação à superfícies onde desenha. Uma situação que ativa a propriocepção e a memória de um desenho introjetado; passando ao fino intervalo entre um lado e outro do [embate sobre faixa] até aquele entre a obra e quem a observa.

Ainda as Partituras, (em formato pequeno, de 21 cm x 29,7cm), que permitem a visão do desenho como um todo, e são ensaios para introjeção das coreografias, em caneta gel branca sobre papel preto.

Completam a mostra dois desenhos da série Distância recoberta, de verniz acrílico sobre espelho (45 cm x 30 cm).


No sábado, 17 de maio, como parte do projeto CIGA – Circuito Integrado de Galerias de Arte –, ação da ArtRio, a artista plástica Tatiana Grinberg estará presente na galeria, das 10h às 14h, promovendo uma visita guiada pelas obras, conversando com o público sobre a poética de seu trabalho e das peças em exposição.


Tatiana Grinberg

Mul.ti.plo Espaço Arte
Rua Dias Ferreira, 417/sala 206 – Leblon – Tel.: 2259-1952
De 15 de maio a 22 de junho.
Horário de funcionamento: de 2ª a 6ª, das 10h às 18h30; sáb., das 10h às 14h.



Sobre a artista:
Tatiana Grinberg é carioca, atualmente está com um trabalho de intervenção em jardim exposto no Museu do Açude.

Artista com pós-graduação em Artes Visuais pelo Goldsmiths College da University of London [British Council] e bacharelado em Comunicação Visual pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Participou do primeiro grupo de artistas pesquisadores do Projeto UNIARTE [Faperj/UFRJ], do Programa Internacional de Ateliers da Künstlerhaus Bethanien em Berlim [Bolsa de Cultura Virtuose/MinC] e foi artista residente convidada na Gasworks em Londres e no Watermill Center em Long Island.

Desde a década de 1990 realiza exposições no Brasil e exterior. Realizou em colaboração com a Cia de Dança Dani Lima o espetáculo “Falam as partes do todo?”.

Possui obras no Museu de Arte de Brasília e na Coleção Gilberto Chateaubriand MAM/RJ.  Deu aulas na EAV Parque Lage e no Instituto de Artes da UERJ. 

Tatiana Grinberg vive e trabalha no Rio de Janeiro.

A questão central dos trabalhos de Tatiana Grinberg está na relação entre corpos e espaços. Os trabalhos acontecem como fluxos, processos e experimentações. Constroem-se numa rede de contatos entre corpos, objetos e ambiente, através de situações de reconhecimento/estranhamento, quando numa sucessão de potencializações/anestesias do sensível, intrincações de tempos e multiplicações das tensões espacializantes, buscamos uma nova corporeidade. Interessam as interações, migrações, transformações ocorridas, as trocas, as marcas.

Texto: Divulgação/Assessoria de Imprensa

Saiba mais sobre Chandra Santos: http://bit.ly/1bifsNS 

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