As cores de Eduardo Sued

Cores. A vida e a obra de Eduardo Sued são pautadas pelas cores e a relação entre elas. É também “um construtivista”, segundo sua própria definição – mas que trabalha com o oposto: a construção que pressupõe uma desconstrução. Sued é um estudioso: sua incessante pesquisa de cor já dura mais de seis décadas. “Nessas idas e vindas, construo desconstruindo”, diz o artista.


A partir de 2 de julho, Eduardo Sued mostra, em individual na Mul.ti.plo Espaço Arte, oito objetos (em óleo sobre madeira, de 2013 e deste ano), 10 pinturas em óleo sobre tela (com tamanhos que vão de 70cm x 35cm a 70cm x 80cm) e dois totens em óleo sobre madeira, cada um com 2,30m.




Em toda a exposição, salta aos olhos a potência e densidade cromáticas de suas obras. Considerado um dos maiores coloristas brasileiros – ao lado de Volpi, Tarsila do Amaral, Jorginho Guinle, cada um em sua geração –, o artista é um inquieto, que busca permanentemente o desafio. “Adoro como as cores são independentes e a relação dessas ‘independências’ quando reunidas”, explica Eduardo Sued.

“Sued trabalha a identidade da cor, sua autonomia como valor de pensamento.  É impressionante como, ao sustentar lado a lado distintas  composições, ele consegue criar ao mesmo tempo a tensão e o equilíbrio, a emoção e o rigor", explica Maneco Muller, consultor da galeria de Maria Cristina Magalhães Pinto, Stella Silva Ramos e Luiz Carlos Nabuco .
Eduardo Sued
 Mul.ti.plo Espaço Arte
Rua Dias Ferreira, 417/sala 206 – Leblon - Tel.: 2259-1952.
De 2 de julho a 19 de julho de 2014.
Horário de funcionamento: de 2ª a 6ª, das 10h às 18h30; sáb., das 10h às 14h.
Preço mínimo: R$ 14 mil
Preço máximo: a definir


Site do artista:


Pequena biografia:
Fonte: site Itaú Cultural
Eduardo Sued (Rio de Janeiro RJ 1925). Pintor, gravador, ilustrador, desenhista, vitralista e professor. Gradua-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro, em 1948. No ano seguinte estuda desenho e pintura com Henrique Boese (1897 - 1982). Entre 1950 e 1951, trabalha como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1907).
Em 1951, viaja para Paris, onde freqüenta as academias La Grande Chaumière e Julian. Em sua estada na capital francesa entra em contato com as obras de Pablo Picasso (1881 - 1973), Joán Miró (1893 - 1983), Henri Matisse (1869 - 1954) e Georges Braque (1882 - 1963). Retorna ao Rio de Janeiro em 1953 e freqüenta o ateliê de Iberê Camargo (1914 - 1994) para estudar gravura em metal tornando-se mais tarde, seu assistente. Leciona desenho e pintura na Escolinha de Arte do Brasil, em 1956 e, no ano seguinte, transfere-se para São Paulo, onde ministra aulas de desenho, pintura e gravura, na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, de 1958 a 1963. Em 1964, volta a morar no Rio de Janeiro e publica o álbum de águas-fortes 25 Gravuras.
O artista não se vincula a nenhum movimento mantendo-se alheio aos debates da época. Sua carreira teve uma breve etapa pautada no figurativismo, mas logo se encaminha para abstração geométrica. Nos anos de 1970, aproxima-se das vertentes construtivas, desenvolvendo sua obra a partir da reflexão acerca de Piet Mondrian (1872 - 1944) e da Bauhaus. Entre 1974 e 1980, ministra aulas de gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ.

Texto: Ângela Falcão Escritório



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