Transperformance chega à terceira edição ampliando o programa de Arte Pública do Oi Futuro

·         Terceira edição do evento vai ocupar o Oi Futuro no Flamengo e levar performances a ruas e praças do Rio de Janeiro
·         Mostra acontece de 6 a 10 de agosto, com artistas nacionais e estrangeiros como Francis Alÿs, Tunga, Cao Guimarães, AVAF e Maurício Ianês
·         Lia Rodrigues, Coco Fusco e Peter Pál Pelbart darão palestras

Rodrigo Cass_still do vídeo Copo Americano, 2011.
Rio de Janeiro, 23 de julho de 2014 – O festival TRANSPERFORMANCE III – Corpo Estranho traz ao Rio de Janeiro um conjunto de trabalhos que questiona a cultura da eficiência e do resultado na economia contemporânea. A terceira edição do festival reunirá 16 participantes, entre artistas e coletivos de arte brasileiros e internacionais, apresentando performances ao vivo e em vídeo que criticam o estilo de vida voltado para o sucesso e o cumprimento de metas.

As ações serão realizadas de 6 a 10 de agosto, a partir do Oi Futuro no Flamengo, em praças e ruas da cidade, contribuindo para a atuação do instituto de responsabilidade social da Oi em seu programa de Arte Pública. Com curadoria de Luisa Duarte e Gabriel Bogossian, a mostra tem patrocínio da Oi, da Secretaria de Estado de Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, e produção da Fase 10 Ação Contemporânea.

O TRANSPERFORMANCE III reunirá nomes da arte contemporânea do Brasil e do exterior, como Ana Mendieta (Cuba-EUA), AVAF (Brasil-França), Cabelo/MC Fininho, Cao Guimarães, Coco Fusco (Cuba-EUA), Daniel Santiago, Francis Alÿs (Bélgica), Gui Mohallem, Guilherme Peters, Juan Betancurth (Colômbia), Lia Rodrigues, Lourival Cuquinha, Maurício Ianês, Nadia Granados (Colômbia), Rodolpho Parigi, Rodrigo Cass, Peter Pál Pelbart (Hungria), Pina Bausch (Alemanha), Tunga e Virgínia de Medeiros.

Serão apresentadas cinco performances ao vivo e 14 performances em vídeo. Os trabalhos estão divididos em três eixos: questões de gênero (homem-mulher); o trabalho que não produz resultados mas que permite pensar sobre os sentidos da produção de riquezas e do consumo; e as relações da linguagem com a poesia e com o gesto poético. O projeto prevê também um ciclo de palestras e a publicação de um livro.

A mostra é a terceira edição do TRANSPERFORMANCE. A primeira aconteceu em dezembro 2011, com curadoria de Lilian Amaral, ocupando o Oi Futuro em Ipanema, e as ruas do bairro, com dezenas de apresentações. A segunda foi realizada em dezembro de 2012, no Oi Futuro no Flamengo, com mais de 20 artistas nacionais e estrangeiros, mais de 40 obras, além de performances nas ruas, praças e praias do Rio, com curadoria de Marisa Flórido.


PERFORMANCES AO VIVO
  1. Cabelo/MC Fininho – Cabelo incorpora MCs: O artista realizará uma apresentação de MC Fininho, seu personagem MC, com suas letras provocativas e fortemente políticas. Ele fará uma apresentação no Oi Futuro no Flamengo que será estendida para o Largo do Machado, rico em sua variada paisagem humana. Fazendo o uso de um praticável, que levará máscaras e outros materiais, assim como uma caixa de som, amplificador e um microfone.
  2. Coco Fusco – Eu Sou um Consumidor: Inspirada nas manifestações pelos Direitos Civis nos EUA, Coco Fusco fará uma caminhada por Leblon e Ipanema. Na caminhada, os participantes estarão vestindo camisetas com as frases NÃO ME PRENDA e EU SOU UM CONSUMIDOR, seguindo em fila indiana em silêncio pelas ruas. A pedido da artista, os participantes deverão ser ativos em movimentos sociais na cidade. Caso haja alguma interferência em termos de segurança, todos se retirarão cantando uma música, tal como faziam os manifestantes pelos Direitos Civis nos EUA.
  3. Lourival Cuquinha – Filtro: Na performance, 15 atores vestidos como policiais ficarão lado a lado, a aproximadamente 60 cm de distância, na entrada do centro cultural. A posição dos atores deverá formar um triângulo: cinco deles ficarão na primeira linha, à frente; quatro na linha posterior; três na linha seguinte, dois na próxima fila e um ator ocupará sozinho o vértice final da figura geométrica.
  4. Maurício Ianês – Comum: Em uma ação no Largo do Machado, o público será convidado a se sentar para um piquenique vegetariano, durante o qual o artista iniciará um diálogo com os participantes, incentivando também a interação entre eles. O artista lerá em voz alta trechos de livros relacionados à poesia, política, sociedade, romances e impressos que contem a história do Largo do Machado e do Rio Carioca. O público será convidado a escrever com pincel e tinta nanquim palavras sobre o tecido branco e as almofadas que irão compor o cenário do piquenique.
  5. Rodolpho Parigi – Fancy em Pyetá: Rodolpho Parigi realizará uma apresentação de Fancy Violence, seu alter ego feminino. Nela, simulando a escultura Pietá, de Michelangelo, Fancy Violence deitará nos braços de um modelo negro nu. O espaço será ambientado com incenso e música, evocando uma igreja.

DOCUMENTAÇÕES E VÍDEO PERFORMANCES
  1. Ana Mendieta (1948-1985, Cuba-EUA) – Blood Sign # 2: Virada de costas para a câmera, com as mãos erguidas contra uma parede branca, a artista, num movimento lento, desce as mãos, deixando um lastro de cor vermelha que evoca sangue. As marcas da presença do seu corpo ficam ali registradas depois que a artista sai de cena.

  1. AVAF (Brasil-França) – Just Like a Movie Star: No vídeo, um dos integrantes do coletivo AVAF, o artista Eli Sudbrack, aparece em primeiro plano com um fundo colorido, brilhante. Ao longo do vídeo, uma espécie de clipe, o artista dubla o refrão da música “Just Like a Movie Star”, da banda 6 Th.

  1. Cao Guimarães – Limbo: Aqui vemos imagens de parques com brinquedos em movimento, porém vazios. Ruas desertas. Um outro tempo, mais lento, se instaura.

  1. Daniel Santiago – O Duelo: Daniel Santiago e Paulo Bruscky simulam um duelo de faroeste com câmeras: um porta uma câmera super-8, outro uma de vídeo. O vídeo que registra a ação mostra o material das duas câmeras e de uma terceira, que filma tudo de fora.
  2. Francis Alÿs (Bélgica) – Paradox of Praxis # 1: Vemos um homem que se dedica à ação, aparentemente inútil, de empurrar um grande bloco de gelo pelas ruas de uma cidade.
  3. Gui Mohallem – Ensaio para a Loucura: O vídeo Ensaio para a Loucura é parte integrante da série de fotografias de mesmo nome. Nela, Gui Mohallem pesquisa novas possibilidades para o retrato enquanto forma fotográfica. O vídeo registra, de dentro, o momento em que a foto é obtida: o fotógrafo segura o retratado pela mão e ambos giram, em um misto de nervosismo e alegria.
  4. Guilherme Peters – O Inimigo Invisível: Uma câmera acompanha um soldado que caminha por uma sala escura, em busca de um inimigo que nunca surge. O vídeo simula, com um ator real, a experiência promovida por jogos de videogame que exploram a perspectiva em primeira pessoa.
  5. Juan Betancurth (Colômbia) – Study for a Dust Brush: Um homem nu engatinha no chão de uma sala. Suas mãos estão “calçadas” com duas botas, em cujas solas foram afixadas pequenas vassouras. Assim, ele varre incessantemente folhas secas espalhadas, levando-as de um lado para o outro, sem nunca concluir sua ação.
  6. Lourival Cuquinha – Corpo de Secretas: Nesse vídeo, o artista pernambucano Lourival Cuquinha realiza uma roda de capoeira na qual os participantes estão vestidos como policiais. A tela é dividida em duas: uma mostra a roda vista de cima, outra, a visão lateral do jogo.
  7. Nadia Granados (Colômbia) – Escucha pequeño hombrecito: No vídeo, o alter ego de Nadia Granados, La Fulminante, fala com a câmera, dirigindo imprecações contra a sociedade machista e a mediocridade do “Zé Ninguém”. O trabalho é baseado no livro “Escuta, Zé Ninguém”, de Wilhelm Reich.
  8. Pina Bausch (Alemanha, 1940-2009) – O Lamento da Imperatriz: No longa-metragem, a coreógrafa Pina Bausch elabora uma comparação poética entre os homens e os pássaros. Durante o outono, estes são capazes de migrar para lugares mais quentes. Os homens, contudo, por não terem asas, são obrigados a permanecer no mesmo lugar.
  9. Rodrigo Cass – Copo Americano: Em Copo Americano, vemos a imagem feita por uma câmera parada que mira uma mesa, com uma tolha de papel rosa, um fundo verde, e sobre ela, um copo americano. A todo o momento entra em cena somente um braço que segura uma garrafa verde e derrama o líquido transparente para fora do copo, numa ação que se revela inútil.
  10. Tunga – Teresa: O vídeo mostra a performance ‘Teresa’, realizada na abertura do CCBB São Paulo, 2001, em meio à exposição ‘Resgate’, de Tunga. Dezenas de homens fazem tranças com panos e feltros, ocupando vários andares da instituição. Mulheres, algumas nuas, interagem com esculturas do artista. A música, parte do trabalho, é de Arnaldo Antunes, que canta ao vivo no espaço expositivo e aparece ao longo do vídeo.
  11. Virgínia de Medeiros – O Jardim das Torturas. O vídeo é o registro da abertura da exposição de mesmo nome realizada em Campinas em 2014, em que ícones do universo sadomasoquista são explorados. O vídeo registra detalhes das obras, bem como a performance realizada durante a abertura. Nela, a artista encontra-se em um espaço exíguo, utilizando diversos acessórios da prática sadomasoquista.

PALESTRANTES
  1. Peter Pál Pelbart - filósofo e ensaísta, nasceu em Budapeste, estudou em Paris e atualmente vive em São Paulo, onde é professor titular de filosofia na PUC-SP. Escreveu principalmente sobre loucura, tempo e subjetividade. Publicou, entre outros livros, O Tempo não-reconciliado e O avesso do niilismo: cartografias do esgotamento. Traduziu várias obras de Gilles Deleuze. É membro da Cia. Teatral Ueinzz e co-editor da N-1edições.
  2. Coco Fusco - artista, professora e escritora cubano-americana, residente em Nova York. Em suas obras, aborda a questão do poder militar norte-americano, a opressão contra os trabalhadores e a situação dos imigrantes nos EUA, entre outros temas políticos contemporâneos. Publicou os livros A Field Guide for Female Interrogators, English is Broken here: Notes on Cultural Fusion in the Americas e Bodies that were not Ours and Other Writings, entre outros. Algumas de suas performances mais importantes são BARE LIFE STUDY #1, apresentada na 15ª edição do festival VideoBrasil, TWO UNDISCOVERED AMERINDIANS VISIT THE WEST e DOLORES FROM 10 TO 10.
  3. Lia Rodrigues - nasceu em 1956, em São Paulo, onde se formou em balé clássico e estudou História na Universidade de São Paulo. Após ter participado do movimento de dança contemporânea, em São Paulo, nos anos 1970, integrou a Compagnie Maguy Marin, França, entre 1980 e 1982. De volta ao Brasil, fundou a Lia Rodrigues Companhia de Danças, em 1990, no Rio de Janeiro. Criadora e diretora artística por 14 anos do festival Panorama de Dança. Participa da idealização e curadoria das exposições CAIXA DE FOLIA (1998) e CORAÇÃO DOS OUTROS-MARIO DE ANDRADE (SESC, São Paulo, 1999). Em 1998, fez parte da criação da performance coreográfica na retrospectiva de Lygia Clark no Paço Imperial, Rio de Janeiro. Colaborou para a criação de performances para o artista Tunga: abertura do CCBB-SP, em 2001, performance para a obra TRou Rouge, no Museu de Inhotim, em 2003, performance para  “Laminadas Almas”, no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro, em  2005.  Desde  2004, a Companhia desenvolve ações artísticas e pedagógicas na favela da Maré, no Rio de Janeiro, em parceria com a Redes de Desenvolvimento da Maré. Dessa parceria nasceu, em 2009, o Centro de Artes da Maré e,  em 2012, a Escola Livre de Dança da Maré.
SOBRE O Oi FUTURO
O Oi Futuro é o instituto de responsabilidade social da Oi, que desenvolve e apoia programas e projetos nas áreas de educação, cultura e sustentabilidade. O Oi Futuro tem um compromisso com a transformação e com a inclusão social, tendo como missão promover o desenvolvimento humano por meio das tecnologias da informação e da comunicação. Desde 2001, suas ações visam democratizar o acesso ao conhecimento e reduzir distâncias geográficas e sociais, com especial atenção à população jovem.
Na educação, os programas NAVE e Oi Kabum! usam as tecnologias da informação e da comunicação, capacitando jovens para profissões na área digital e criativa, fornecendo conteúdo pedagógico para a formação de educadores da rede pública e fomentando o desenvolvimento de modelos inovadores. Já na área cultural, o Oi Futuro mantém dois espaços culturais no Rio de Janeiro (RJ) e um em Belo Horizonte (MG), com programação nacional e internacional de qualidade reconhecida e a preços acessíveis, e o Museu das Telecomunicações nas duas cidades, além de apoiar festivais e projetos em todas as regiões Brasil por meio do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados.
O programa Oi Novos Brasis reafirma o compromisso do Instituto no campo da sustentabilidade, com o apoio e o desenvolvimento de parcerias com organizações sem fins lucrativos para a viabilização de ideias inovadoras que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano. O esporte completa o seu escopo de atuação apoiando projetos aprovados pelas Leis de Incentivo ao Esporte, tendo sido a Oi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos socioeducativos inseridos na Lei Federal.

SERVIÇO

TRANSPERFORMANCE III - CORPO ESTRANHO
Ana Mendieta (Cuba-EUA), AVAF (Brasil-França), Cabelo/MC Fininho, Cao Guimarães, Coco Fusco (Cuba-EUA), Daniel Santiago, Francis Alÿs (Bélgica), Gui Mohallem, Guilherme Peters, Juan Betancurth (Colômbia), Lia Rodrigues, Lourival Cuquinha, Maurício Ianês, Nadia Granados (Colômbia), Rodolpho Parigi, Rodrigo Cass, Peter Pál Pelbart (Hungria), Pina Bausch (Alemanha), Tunga e Virgínia de Medeiros
Local: Oi Futuro – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
De terça a domingo, das 11h às 20h
Curadoria: Luisa Duarte e Gabriel Bogossian
Produção: Fase 10 Produções Artísticas
Realização: Oi Futuro
Patrocínio: Oi e Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro
Entrada franca

PROGRAMAÇÃO DAS PERFOMANCES

Cabelo: 6 de agosto, das 19h às 20h30 – Oi Futuro Flamengo
Maurício Ianês: 7 de agosto, das 13h às 19h – Largo do Machado
Coco Fusco: 8 de agosto, das 16h às 16h30 – ruas do Leblon
Rodolpho Parigi: 9 de agosto, das 19h às 19h30 – Oi Futuro Flamengo
Lourival Cuquinha: 10 de agosto, das 14h30 às 16h30 – Oi Futuro Flamengo

PROGRAMAÇÃO DAS PALESTRAS
9 de agosto (sábado): Coco Fusco e Peter Pál Pelbart – 16h-18h30
10 de agosto (domingo): Lia Rodrigues – 16h-18h

Texto: e-scrita comunicação



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