Conheça a história de "Pirlo - Um Vira-Lata de Muita Raça"


Entrevistamos a jornalista e escritora Danielle Xavier, da cidade de Bauru. Ela acaba de escrever o livro ‘Pirlo – Um Vira-Lata de Muita Raça’, narrando a história de seu cãozinho, que tinha uma doença terminal, e como ela fez para dar qualidade de vida a ele em seus últimos meses de vida.

Como era a relação entre você e seu cãozinho?
Danielle Xavier: O Pirlo foi um cãozinho que eu adotei ainda bebê. Ele era um cão sem raça definida, mais conhecido mesmo como o famoso “Vira-lata”, pois apesar de muitos não os chamarem mais com esse termo, infelizmente, é o que ainda acontece: Cães que não têm nenhum valor comercial, por não se enquadrarem dentro de nenhuma raça, acabam abandonados e desprezados nas ruas e a única forma de sobreviverem é virando as latas de lixo. Ele era um cão bem alegre e brincalhão, que conviveu comigo durante oito anos. Éramos muito apegados um ao outro e minha relação com ele era semelhante a de uma mãe para com seu filho.

Ele tinha um nome bem diferente. Qual foi a inspiração para chamá-lo assim?
Danielle Xavier: Eu o adotei na época da Copa do Mundo de 2006, ano em que a Itália foi campeã e tinha em seu time o jogador Pirlo, que foi destaque no Campeonato, além de ser o meu jogador de futebol preferido até hoje. Então eu resolvi dar o nome dele para meu cãozinho.

Como foi descobrir que seu animal de estimação tinha uma doença terminal? Como você atravessou essa fase?
Danielle Xavier: Meu cãozinho sempre foi saudável e até seus sete anos de idade nunca havia tido nenhuma doença grave. Só descobri que ele tinha essa doença terminal porque como ele era muito bagunceiro e vivia se machucando, acabou cortando a ponta do rabinho no motor do carro.  Eu o levei até o veterinário e, devido alguns sintomas que ele apresentava, resolvemos também fazer um exame de perfil renal, onde foi diagnosticada a doença nos rins. Foi um impacto muito grande. Posso dizer que a notícia causou em mim emoções na mesma proporção de quando recebemos a notícia que temos um familiar nesta situação. Não teve diferença nenhuma por se tratar de um animal, o sentimento de angústia foi o mesmo. No começo eu me desesperei, mas depois percebi que ele precisava de mim para ajudá-lo a passar por essa fase e eu só tinha duas opções: ou encontrava forças para vencer aquela situação ou me entregava e acabava por sacrificá-lo. Decidi o caminho da luta pela vida, que posso dizer que foi árduo, porém gratificante. Foi uma experiência incrível, que levarei por toda a minha vida.

Como foi o processo de produção da obra, já que você trata de um assunto que está intimamente relacionado às suas emoções?
Danielle Xavier: Não foi nada fácil escrever este livro; quase acabei desistindo. O que me impulsionou a continuar escrevendo, foi o fato do Pirlo realmente ter sido um guerreiro e eu querer homenageá-lo. Também me motivei por saber que muitas outras pessoas, que estão vivendo situações parecidas, poderão ter neste livro um apoio emocional para superarem um momento difícil.

Como você espera que seu livro contribua com a sociedade e a causa animal?
Danielle Xavier: Além de narrar toda a minha história com o Pirlo, discuto questões sociais neste livro, que mostram a nossa realidade em relação à saúde pública animal. Tive que gastar todas as minhas reservas financeiras e até fazer empréstimos para poder tratar da saúde do meu cãozinho. Se existisse no Brasil, tratamento de saúde público para os animais, muitas pessoas teriam condições de cuidar da saúde de seus bichinhos e muitos não acabariam morrendo, o que ocorre muitas vezes, até mesmo por doenças de fácil tratamento. Levanto também a questão da adoção animal e a mudança no conceito dos “vira-latas”, que devem ser tão valorizados quanto um animal com raça definida.  Além disso, procuro equiparar os direitos dos animais aos nossos, colocando o animal como seres que devam ser respeitados no mesmo grau do ser humano, sendo eles parte integrante da natureza e não propriedade exclusiva do ser humano. Não somos superiores a eles e devemos tratá-lo como nossos semelhantes; o que defendo, inclusive, que seja feito por meio da formulação de artigos em nossa Legislação Brasileira.

Fonte:
Carvalho Assessoria




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