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Metamorfose no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico (RJ)


A artista plástica Patrícia Secco inaugura exposição inédita no dia 5 de maio, às 18h. A mostra, Metamorfose, no  Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico (RJ), retrata o ciclo de vida das borboletas e é composta por aquarelas e uma grande instalação (em que Patrícia usou cápsulas de Nespresso como principal matéria-prima).



Nascer, transformar, re-viver. O ciclo de vida das borboletas foi a inspiração da artista plástica Patrícia Secco para sua nova exposição,Metamorfose, que reflete não apenas sobre a evolução desta espécie – da rusticidade do casulo à beleza da borboleta – mas também sobre o próprio ciclo da vida das coisas. Não por acaso, a artista utilizou como principal matéria-prima cápsulas de alumínio de Nespresso: desconstruiu, recortou, deu nova forma, uso e beleza, transformando-as em obra de arte. Mais uma metamorfose.

A partir de 5 de maio, no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico, Patrícia Secco expõe duas séries de aquarelas, Casulos eRevoadas, e uma grande instalação que retrata, em quatro partes (OvoCasuloLagarta e Borboleta), o ciclo da metamorfose. Na primeira sala são 35 aquarelas, pintadas ou simulando tridimensionalidade (com recortes e superposições, fazendo com que as borboletas “voem”), em dimensões que vão de 23cm x 37cm até 1m x 0,48cm. Em algumas a artista usa, inclusive, a borra do café retirado das cápsulas. Já a instalação utiliza, além das borboletas recortadas de Nespresso, materiais como isopor e arame. O resultado leva o espectador a percorrer este ciclo, do início à liberdade.

"Eu quis reciclar as cápsulas, que tem cores vibrantes e são feitas de metal, pois se não reciclar elas duram milhares de anos para se desfazer. E como têm um visual lindíssimo, resolvi transformá-las em arte. Ao mesmo tempo não queria que fosse óbvio para quem vê. Então viraram esculturas de lagarta, borboletas e casulos”, explica a artista. O trabalho também tem um lado engajado: “Alguns trabalhos em aquarelas são uma critica às pessoas que empalham borboletas e vendem para turistas”, diz Patrícia, que sempre teve preocupação ambiental, tanto na vida pessoal como em sua obra.

Toda a exposição levou mais de dois anos para ficar pronta, incluindo o delicado trabalho de recortar milhares de borboletas, pintá-las e transformá-las em personagens das obras. Durante este tempo, e sabendo da intenção da artista, os amigos guardavam suas cápsulas de Nespresso para entregá-las à Patrícia. “São quase co-autores dos trabalhos”, brinca, que também procurou lojas que consomem o produto para ter matéria-prima.

Sobre a artista
Patrícia Secco começou a estudar pintura no Rio de Janeiro, onde nasceu. Em 1990 se mudou para Washington, onde cursou o Corcoran Institute of Art, na Universidade de Georgetown, e o Rockville Art Center, onde aprofundou a técnica em aquarela, acrílica e óleo com os artistas plásticos Bill Newman, Kathy Blosson e Ellen Burgoyne. Já realizou dezenas de exposições em diversas cidades do Brasil e do exterior (Nova York, Washington, Miami, Paris, Londres, Roma, entre outras), e em 2005 participou da conceituada Bienal de Florença.  Recebeu diversos prêmios, inclusive um do Jardim Botânico, em fevereiro de 1997, com duas obras (Reflexos eFascinação) selecionadas em primeiro e segundo lugares, respectivamente.

Sobre seu trabalho, Feliz Angel (curador e coordenador do Centro Cultural BID, em Washington, e editor de artes latinoamericanas da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos) escreveu: “As belas superfícies de Patrícia Secco me lembram tecidos sedosos e macios, nos quais a cor nunca é o que pensamos, e seus valores dependem da direção e da qualidade de luz que os atingem. Pinceladas coloridas, como assinaturas imprecisas, como palavras que sussurram, jazem por detrás das camadas de tinta. Os olhos do espectador vagueiam por elas tentando decifrar sua falta de familiaridade, como se perdido sem referência em uma floresta”.

Serviço:
Metamorfose
Individual de Patrícia Secco
Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico, Rua Jardim Botânico, 1.008, Rio de Janeiro. Tel.: 2294-6619.
Abertura: 5 de maio, a partir das 18h
Terça a domingo, das 9h às 17h. Até 5 de agosto.

Fonte:
Angela Falcão Comunicação





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