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“O que pode acontecer se a Polícia Federal admitir alguém ligado ao crime organizado?”

SINPECPF reafirma posicionamento contra admissão de terceirizados e defende investigação social como quesito eliminatório em concursos.

Para o ingresso de agentes administrativos na Polícia Federal os candidatos devem se submeter a chamada ‘investigação social’. A PF apura e coleta informações pessoais sobre os futuros integrantes da instituição a partir da aprovação no concurso. Os pontos analisados incluem: se o candidato já descumpriu alguma obrigação legal, se ele mantém relacionamento ou já foi visto com pessoas com antecedentes criminais, se possui vícios como consumo de álcool, de drogas ilícitas ou jogo proibido. Porém, a investigação social não é um quesito eliminatório na Polícia Federal.

O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF) já se posicionou a favor de que a investigação social tenha caráter eliminatório já nos próximos concursos para a instituição. O sindicato justifica a importância da apuração dos dados do candidato para que pessoas sem o perfil adequado não possam ingressar na Polícia Federal.

“A instituição realiza ações fundamentais para garantir a segurança do país, como controle migratório e de entrada de certos produtos, como os químicos, em território nacional. Por conta disso precisa ter profissionais confiáveis e comprometidos com as principais funções desempenhadas pelos servidores. A categoria administrativa é diferenciada, lidamos com informações sigilosas e no controle de quem entra e quem sai do Brasil, é muita responsabilidade para nós, então não podemos deixar que pessoas mal intencionadas realizem essas funções”, declarou a presidente do SINPECPF, Leilane Ribeiro.

Leilane fez questão de destacar o posicionamento do sindicato em relação ao Projeto de Lei 4330, em tramitação no Senado, que autoriza a contratação de funcionários terceirizados para desempenhar atividades-fim de uma instituição. A servidora afirmou que destacar pessoas não concursadas para realizar funções na área administrativa da Polícia Federal pode ser prejudicial no combate ao crime, ação básica da PF.

“Somos totalmente contra terceirizados atuando nessas atividades exatamente em função do risco que isso representa. São atribuições que precisam estar nas mãos de servidores públicos preparados e confiáveis. Imagine o que pode acontecer se a Polícia Federal admitir em suas fileiras alguém ligado ao crime organizado ou a atividades terroristas?”, questionou a presidente do SINPECPF, defendendo mais rigor na seleção dos servidores que desempenham atividades de fiscalização e de controle na PF.




Foto: divulgação/SINPECPF - Servidores administrativos da Polícia Federal em protesto contra contratação de funcionários terceirizados para atividades-fim da instituição.





Patrícia Fahlbusch / Objetiva Assessoria e Comunicação




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