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Um dos povos mais desenvolvidos da Antiguidade, por chandra santos

Crédito das imagens: Divulgação

Com tecnologia inexplicável, os Maias permanecem um mistério
Os Maias eram um povo muito ligado à religião e mais desenvolvido que os europeus da época. Suas cidades possuíam enormes prédios feitos com blocos de granito, pirâmides com templos, aquedutos e quadras de esporte. Os mercadores desenvolveram o comercio e inventarem o sistema monetário: eles usavam grãos de café e conchas como moeda.
Esse povo pré-colombiano possuía um vasto conhecimento: inventou o numero zero; previam eclipses; conheciam as órbitas da Lua, de Marte, de Vênus, do Sol e , através das observações feitas no templo de Kulkulkán, descobriu o formato do planeta e sua condição no sistema solar, o que só seria conhecido na Europa no século XVII. Os médicos Maias realizavam cirurgias e estudavam o poder curativo das plantas. Foram os Maias que inventaram o chocolate (usado em rituais religiosos). Depois de usarem o pergaminho de fícus passaram a esculpir seus hieróglifos, nas línguas Maia e Huasteca, em blocos de pedra que não podiam ser destruídos por traças, insetos ou roedores.

Vivendo em cidades-estado, com escolas para as crianças e bibliotecas, eles possuíam uma sociedade hierarquizada: havia um Halach Unic (presidente) e cada aldeia era chefiada por um Batab (governador). Os militares eram liderados pelo Nacom e os sacerdotes subdivididos em Ahau Kan (Sacerdote supremo); Ahkim (orador); Chilán (adivinho) e Ahmém (feiticeiro). O restante da população era distribuído entre os Ah Chembal Unicoob (artesãos e camponeses) e os Pentacoob (escravos de guerra ou prisioneiros que estavam cumprindo penas).
Por volta do ano 900 a.C., os Maias estabeleceram-se
na península do Yucatán, no sul do México, cultivando milho, cacau e algodão para subsistência.
Há numerosas teorias para o surgimento, a evolução e o desaparecimento desse povo. O historiador americano John Stephens, na primeira metade do século XIX, defendia a tese de que os Maias não conseguiram lutar contra os espanhóis por não conhecerem cavalos, armaduras, lanças e escudos, e também pensarem que o cavalo e o cavaleiro eram apenas um ser (como um sargitário, por exemplo).
Já o historiador brasileiro Gianpaolo Dorigo afirma, em um de seus livros, que a sociedade Maia entrou em colapso muito antes da chegada dos espanhóis a américa. "Pouco se sabe a respeito das causas da decadência Maia. Suas cidades foram abandonadas e, na época da chegada dos espanhóis, não mais existia uma civilização Maia organizada.", disse ele em "História para o ensino médio: História geral e do Brasil", da editora Scipione.
A Enciclopédia Novo Século relata que o esgotamento de terras, a propagação da malária, as revoltas internas e as influências externas foram os motivos para a fuga da população restante em direção a Guatemala, em 830 d.C., resultando na união entre esse povo e os Toltecas.
Os Deuses Maias
Kinich-Ahau - deus do Sol
Ixchel - deusa da Lua e da fertilidade
Os Quatro Chacs - deuses da chuva
Kukulkán - deus dos ventos
Hunab-Ku - deus supremo criador do mundo
As escrituras Maias
Os Maias possuíam registros sobre o passado de um vasto império e sobre catástrofes universais. Porém, o Bispo Diego de Landa ordenou a destruição de tudo.
Restaram quatro livros: o Código Popol Vuh, o Códice de Dresde, o Códice madri e o Códice Paris.
Do Códice de Dresde foi retirada a previsão do fim do mundo em 2012, quando o 6º ciclo do Sol tem início.
O Calendário Maia
A civilização Maia possuia avançados conhecimentos astronômicos e a base para as observações era o templo de Kukulkán.
A construção possui cada uma das faces voltada para um dos quatro pontos cardeais, representando as estações do ano, e nos dias 21 de março e 23 de setembro (dias que possuem a mesma duração da noite) o Sol incide às 17h30 sobre o Templo, projetando nos degraus uma sombra que forma a imagem do deus Kulkulkán.
Os Maias elaboraram dois calendários sendo o solar o mais importante: possui 365 dias divididos entre 18 meses de 20 dias, acrescidos de cinco dias (feriado) considerados ruins pela supertição do povo. E em cada quatro anos haviam 366 dias.
Esse sistema de divisão do tempo é semelhante ao nosso: o ano possui 365 dias e de quatro em quatro anos ocorre o chamado ano bissexto, no qual fevereiro ganha um dia.
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