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Programação/ Artes Visuais

“UM PRINCÍPIO DE DELICADEZA” na Caza

No próximo dia 20, a Caza Arte Contemporânea, no Centro, recebe a exposição  "Um princípio de delicadeza", com obras das artistas Daniela Seixas, Isis Quaresma, Marcia Rosa, Maria Helena Bastos e Mirela Luz. De acordo com informações da galeria, a mostra tem como tema "um traço em comum nos trabalhos das artistas: a questão da delicadeza. Seja através da maneira como abordam o tempo, o espaço, a paisagem, o aspecto performático, a transitoriedade ou  mesmo o cotidiano."

Conheça:
Texto e imagens: Caza Arte Contemporânea

Daniela Seixas: desenvolve seu trabalho a partir de questionamentos sobre o lugar do fazer e apresentar o desenho e a força escritural cotidiana. Como desdobramento dessa questão, a artista desenvolve trabalhos que exploram o desenho latente no mundo e a presença da palavra de diversos modos, em desenho, vídeo-instalações, e da apropriação de objetos. O aspecto performático do desenho e da escrita se apresentam através da criação de sistemas de falha: a tentativa e o fracasso, a exaustão do traço são sentidos fortemente em suas ações nos vídeos-desenhos, desenhos performados. A relação entre desenho, palavra e paisagem também surge como tópico em sua poética.



Isis Quaresma: suas linhas orgânicas percorrem o papel como uma planta que vai crescendo. Cada desenho possui seu princípio no outro, crescendo do interior para o exterior, para os seus quatro lados como uma cruz em expansão. Desenhos contínuos é um projeto que possui um tempo indeterminado para conclusão. Sem resultado pré-definido, cada folha de papel é um fragmento de uma obra maior cuja dimensão total é dependente das ações inconstantes do tempo que pode a qualquer momento anular a vontade de continuar o processo.


Marcia Rosa: tem como objeto de estudo a experiência perceptiva da observação da flor e sua conseqüente dimensão reflexiva de vida e morte, questões existenciais e espiritualidade. Esta série de trabalhos foi desenvolvida entre 2008 e 2011 e inclui um conjunto de fotografias, vídeos e impressões que, embora realizados em mídias diferentes, dialogam  entre si buscando responder à mesma questão: o que é a flor para mim?


Maria Helena Bastos: suas telas trabalham com formas que surgem do próprio processo da pintura demonstrando um grande interesse pela plástica, pela forma e pela imagem ambígua. O uso da tinta óleo diluída em seus trabalhos produz por vezes um efeito semelhante ao de aquarelas.


Mirela Luz: seus desenhos são crônicas que remetem a um estado cotidiano de vivência, ou seja, o espaço de vivência do lar impregnado com todos os ruídos e interferências externas da rotina doméstica e a relação que se estabelece com o tempo. Se por um lado esse tempo é cíclico, por outro, há o afeto entre os entes que participam diretamente dessa rotina e, portanto, mobilizam situações que se refletem em intimidades e lembranças desestabilizando esse eterno retorno através de um tempo subjetivo, ligado à memória. O trabalho lida com essa tensão através de referências visuais e textuais de revistas de decoração lançando mão de traços caricatos onde  o artifício das palavras e a alegoria dos desenhos funcionam como metáforas de uma relação de vivência no mundo.

A mostra fica em cartaz até dia 06 de Agosto, sempre de segunda a sexta, das 14h às 19h. E no 1º sábado do mes, das 11h às 16h.

A Caza Arte Contemporânea fica na Lapa: Rua do Resende - 52
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