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Por dentro do Museu Imperial

Museu Imperial recebe representantes de institutos históricos*

Plácido Rios, Sérgio Abrahão, Maurício Ferreira e Arno Wehling

No último sábado, dia 22 de outubro, o Museu Imperial recebeu representantes de institutos históricos de todo o país, incluindo o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Eles assistiram a uma palestra sobre o Projeto DAMI – Digitalização do Acervo do Museu Imperial e visitaram o palácio.

Os acadêmicos estavam no estado para participar do V Colóquio dos Institutos Históricos Brasileiros, no IHGB (Rio de Janeiro), que ocorreu nos dias 19, 20 e 21. O evento no Museu Imperial foi considerado um “pós-encontro”, pois permitiu que continuassem os debates e reflexões.

O diretor do Museu, Maurício Vicente Ferreira Jr., deu as boas-vindas aos representantes dos institutos e apresentou o Museu Imperial e seu acervo. Ele ressaltou ainda a profunda ligação entre o Museu e o IHGB. “D. Pedro II, que viveu parte de sua vida neste palácio, foi também fundador e patrono do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ponto de partida para os institutos regionais”.

O professor Arno Wehling, diretor do IHGB, lembrou que essa relação histórica se dá até os dias de hoje. “O Museu Imperial tem sido um grande parceiro e amigo do IHGB”, afirmou, referindo-se, entre outras parcerias, à realização de reuniões anuais da Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas (CEPHAS), do IHGB, no Museu Imperial, sempre próximas ao dia 2 de dezembro, em comemoração ao aniversário de d. Pedro II.

Em seguida, o coordenador administrativo do Museu Imperial e coordenador geral do DAMI, Sérgio Abrahão, apresentou o projeto. “A difusão e a valorização do acervo cultural são considerados indispensáveis para o cumprimento do papel social pertinente aos museus. Por isso, o Projeto DAMI tem o objetivo de digitalizar os cerca de 300 mil itens do acervo do Museu Imperial, visando à preservação, difusão e gestão desse acervo”.

Segundo Abrahão, no processo de digitalização, a preservação ocorre porque evita o manuseio do original; a difusão, porque permite a qualquer pessoa ter acesso a esse acervo; e a gestão, porque é feito um trabalho técnico com cada item de catalogação e elaboração de metadados a partir de um vocabulário controlado.

O coordenador técnico do Projeto DAMI, Plácido Rios Moreira Júnior, também falou ao público, apresentando o trabalho desenvolvido. “Um dos aspectos importantes do projeto, e também um desafio, foi a integração das bases de dados dos três setores: Museologia, Arquivo Histórico e Biblioteca. Cada tipo de acervo tem suas especificidades e nomenclaturas próprias, então, tivemos que encontrar campos em comum para facilitar ao usuário na hora de realizar uma busca”.

Ele ressaltou que o trabalho do DAMI não consiste apenas em digitalizar uma peça, livro ou documento. “Nós fornecemos todas as informações sobre aquele item, para dar subsídios à pesquisa do usuário”, disse. Plácido Rios apresentou ainda as oito coleções já digitalizadas e disponíveis no portal do Museu Imperial – contendo livros, documentos escritos, fotografias, joias, móveis, instrumentos musicais, peças de vestuário, entre outras – e falou sobre os projetos futuros.

Após as apresentações e um debate sobre a importância da digitalização e difusão dos acervos patrimoniais, os acadêmicos foram conduzidos pelo diretor do Museu Imperial em uma visita guiada pelo palácio.

SERVIÇOS

Museu Imperial
Endereço: Rua da Imperatriz, 220 – Centro – Petrópolis, RJ
Telefones: (24) 2245-5550 / (24) 2245-5560

Visitação: de terça a domingo, das 11h às 18h
Jardins: de terça a domingo, das 8h às 18h

Texto e foto: Assessoria de Imprensa do Museu Imperial
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