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Programação/ Artes Visuais


Show de cores na Funarte

Individual “Pneumática” apresenta esculturas infláveis de Paulo Paes

Chandra Santos, para o Jornal O ESTADO RJ

Chandra Santos
Imagem por Chandra Santos


Contemplada em 2010 com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, a exposição “Pneumática”, do artista visual Paulo Paes está em cartaz, até sexta-feira que vem (4 de maio), no Mezanino do Palácio Gustavo Capanema, Centro do Rio de Janeiro. Composta por diversos infláveis, a mostra apresenta balões coloridos feitos em seda. O trabalho é fruto da experiência do artista, como expectador e pesquisador, junto aos baloeiros das zonas oeste e norte da cidade.

Em entrevista ao jornal O ESTADO RJ, Paulo Paes, conta de onde vem seu interesse pelo tema: “Quando cheguei ao Rio, em 1978, para estudar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), já trazia comigo o domínio do papel de seda. Chegando aqui a afinidade com o universo do balão foi imediata. A EAV me forneceu os argumentos teóricos para legitimar a atividade no universo das artes contemporâneas”, relembrou.

Seu encanto pelos balões começou depois que ele conheceu o trabalho do alfaiate Ivo Patrocínio, um dos mestres dessa arte bonita e perigosa. De acordo com a Lei Federal nº 9.605 de 1998, soltar balões constitui crime ambiental já que pode provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação. A Lei proíbe a fabricação, a venda e o transporte de balões. Quem descumpre pode pegar até 3 anos de prisão.

Mas, não se preocupe, os balões produzidos por Paulo Paes não voam. Fixados no teto e no chão do espaço, eles são esculturas insufladas por ventoinhas. Ao se encherem de ar ganham volume e exibem diversas cores vivas, que promovem um belíssimo espetáculo para os olhos do expectador, principalmente à noite.

Saiba mais sobre o artista
Nascido no Pará, norte do país, o artista mudou-se para o Rio de Janeiro aos 18 anos. Começou os estudos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) – onde posteriormente foi professor.  Com um currículo com diversas mostras individuais e coletivas, Paulo Paes foi um dos coordenadores, em 1992, da exposição coletiva ”Eco-Sensorial”, no Rio de Janeiro.  Participou da 21ª Bienal Internacional de São Paulo.

Entre os artistas que Paulo admira estão o pintor Raimundo Collares (que produzia obras tridimensionais na década de 1970), o escultor Joaquim Tenreiro (que desenhou o mobiliário em madeira para o Itamarati e o SENAI, entre 1960 e 1970) e Artur Bispo do Rosário (que produzia obras vanguardistas, dentro da Colônia Juliano Moreira, com materiais oriundos do lixo e da sucata).

Serviço: “Pneumática”, de Paulo Paes
Até 4 de maio, de segunda a sexta, das 9h às 18h
Local: Mezanino do Palácio Gustavo Capanema (Funarte): Rua da Imprensa, 16, Centro, Rio de Janeiro – RJ
www.funarte.gov.br 
www.paulopaes.blogspot.com 
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