Pular para o conteúdo principal

#Exposição Os céus como fronteira: a verticalização no Brasil



A partir do próximo dia 10 de junho, os cariocas poderão conhecer um pouco mais sobre alguns dos arranha-céus mais conhecidos da cidade, e de outras cinco capitais brasileiras, através da exposição “Os céus como fronteira: a verticalização no Brasi”, organizada por Paulo César Garcez Marins e Zuleika Alvim, e instalada na Estação Carioca, do Metrô Rio, para livre visitação. A partir de 72 fotos distribuídas em 11 grandes painéis e ocupando uma área de cerca de 200 m², a exposição, organizada por estados, resgata fatos e curiosidades que marcaram a história do crescimento vertical brasileiro, influenciado, em primeiro momento, por referências arquitetônicas europeias, e, apartir de 1920, da verticalização que fascinava os Estados Unidos, tendo em ambos os casos o papel fundamental do elevador, uma invenção do século 19.

Esta simbiose transformou os relatos apresentados na mostra e no livro em histórias inéditas, ao fugir de textos esparsos e pontuais até hoje existentes, que sempre priorizaram aspectos meramente tecnológicos.

Abordagens sobre a história do elevador no mundo e no Brasil, aliadas às influências arquitetônicas recebidas em nosso país da Europa e Estados Unidos, emolduram a verticalização de seis capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Brasília, escolhidas por suas peculiaridades e por abrigarem os maiores arranha-céus do país.

O projeto patrocinado pela Elevadores Atlas Schindler e realizado pela Grifo Editora, contou com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura e, no Rio de Janeiro, com a parceria do Metrô Rio.

Os autores: Paulo César Garcez Marins, Zuleika Alvim, Isabel Raposo, Nadia Somekh, Lilian Fessler Vaz, Roberto Segre, Leonardo Barci Castriota, Carlos Eduardo Comas, Guilah Naslavsky, Sylvia Ficher e Ricardo Trevisan agradecem.


SERVIÇO: Exposição “Os céus como fronteira: a verticalização no Brasil”

Data de abertura: 10 de junho 
Local: Estação Carioca do Metrô Rio - Centro

Período Expositivo: 10 de junho a 10 de julho de 2013




Histórias curiosas:

1. Em São Paulo um dos edifícios ícones da cidade, o Martinelli, teve uma história sui generis. Seu proprietário, o Comendador Giuseppe Martinelli resolveu construir o maior prédio, não só do país, mas da América do Sul. O projeto teve início em 1924 e foi feito para ter 14 andares, mas a megalomania do Comendador não podia suportar a ideia, de não construir o maior arranha-céu da América do Sul. Em 1928, um novo projeto o elevou para 20 andares , mas Martinelli, acrescentou por conta própria mais quatro, além de uma verdadeira mansão na cobertura que o elevou para 30 andares.

Tudo isso, evidentemente foi acompanhado de uma verdadeira batalha entre engenheiros, construtores, denúncias nos jornais, falências, críticas e, mais do que tudo, medo da população que o prédio desabasse.

Nada adiantou, em 1929, o sonho do Comendador se realizou e ultrapassou suas expectativas, pois além de mais alto da América do Sul, ele foi o mais alto do mundo feito em concreto armado, técnica que diferenciou muito a verticalização do país dos Estados Unidos, onde a estrutura dos prédios eram construídas com ferro. O gigante, que se espelhou em grande parte no Hotel Hilton de Chicago, chegou ao fim com 30 andares, 960 salas, 247 apartamentos e 2.133 janelas.



2. O medo das alturas esteve presente nos Estados unidos também. Em 1889, Nova York ganha seu primeiro arranha-céu, o Tower Building com 12 andares, mas o medo das pessoas com altura era tal que o arquiteto projetista morava no 11º andar para provar que o prédio era seguro. O Epire State Building, por sua vez, construído em 1931, também em Nova York, foi na época o mais alto do mundo, com 381 metros de altura, mas o mais vazio, Ninguém queria alugar escritórios nas alturas. O que o salvou da falência foram os observatórios nos andares 86 e 102, em que visitantes do mundo inteiro pagavam ingressos para observar Nova York.



3. Ainda em São Paulo, cuja exteriorização de status até os anos 1940 era morar em casas confortáveis , a construção do Edifício Esther, na Praça da República, em 1939, cuja proposta apresentava um novo conceito de moradia, foi vista como um absurdo. A classe média o via como um ”cortiço vertical” e o acusavam de exaltar a promiscuidade. Até a insalubridade para as crianças que morariam em prédios veio à baila.

Só foram morar no prédio personalidades, cujo convício com a Europa e Estados Unidos era intensa como: Di Cavalcanti, Noêmia Mourão, Antonio Marcelino de Carvalho Filho, jornalista e colunista social, entre outros o que se diria disto nos dias atuais?



RIO DE JANEIRO

1 - A verticalização do Rio de Janeiro ocorreu ao mesmo tempo no centro e no bairro de Copacabana, sobretudo com prédios residenciais: no início da década de 1920 os primeiros edifícios altos, como o Edifício OK, já despontavam junto à avenida Atlântica. Esse processo se intensificou ao longo do século 20, culminando na grande muralha de arranha-céus que quase ofusca o sol das areias de Copacabana, uma das praias mais incensadas do mundo.

2 - Cinelândia foi o nome dado ao conjunto de edifícios construídos no trecho mais nobre e cobiçado da Avenida Central, cuja extremidade sul já ostentava o Teatro Municipal, inaugurado em 1909. Em meados da década de 1920 começaram a surgir ali, na Praça Floriano, os primeiros “arranha-céus”: Glória, Natal, Capitólio e Fontes, todos com cinema no térreo.

3 - Inaugurado em 1929, o edifício do jornal A Noite era um colosso de concreto armado dominando a homogênea paisagem carioca. Assim como ele, a Torre da Estação Pedro II da Estrada de Ferro Central do Brasil, construída em 1937, privilegia o estilo arquitetônico de inspiração déco.

4 - Dois ângulos e dois momentos do atual Palácio Capanema: fachada norte, quando de sua inauguração, em 1945, como sede do MES, e fachada sul, em 2012. Durante a gestão do Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, uma equipe de arquitetos, dentre eles Oscar Niemeyer, desenvolveu um projeto com novos elementos: pilotis, fachada de vidro, uso de brise-soleil, volume puro e alto, isolado no quarteirão. Por suas características arquitetônicas inovadoras e arrojadas, o edifício do MES tornou-se a referência inaugural da moderna arquitetura brasileira.

Texto e fotos: Assessoria de Imprensa
EncurtaNET
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postagens mais visitadas deste blog

A origem do Modernismo brasileiro, por chandra santos

"Abaporu": obra deu origem ao Movimento Antropofágico
Imagem: Tarsila do Amaral
As ideias surrealistas vieram para o Brasil na década de 1930 e foram absorvidas pelo movimento Modernista. A pintora Tarsila do Amaral e o escritor Ismael Nery foram os mais influenciados. Além deles, a escultora Maria Martins, o pintor pernambucano Cícero Dias, o poeta Murilo Mendes e os escritores Aníbal Machado e Mário Pedrosa também acrescentaram elementos surreais em suas obras.
A Semana de 22 foi o ápice do movimento Modernista no Brasil. Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos e Tarsila do Amaral são algumas das personalidades que estiveram presentes no evento ocorrido nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro no Teatro Municipal de São Paulo. Considerada um marco na arte brasileira, por propor a ruptura com o passado, a Semana de 22 revolucionou a Literatura, a música, a pin…

"A Aventura Surrealista", por chandra santos

Já está à venda o livro "A Aventura Surrealista" , do ensaísta e artista plástico Sergio Lima. A obra conta a história e a influência do surrealismo na arte moderna brasileira, entre 1901 e 1920.
Quem se interessou pelo tema, pode adquirir a publicação anterior, de 1995, que aborda as vertentes formadoras do movimento surrealista. O artista pretende lançar mais duas obras: uma sobre os anos 1921-30 e outra com antologia do surrealismo no Brasil.

Imagem: Reprodução de Internet




Feliz Dia do Amigo

O Sete Artes deseja a todos um Feliz Dia do Amigo!!!!






 (Clique para ampliar)
Saiba a origem da data aqui.

Siga @chandrasantos no Twitter e retuíte frases de amizade para os seus amigos!
Imagem: Autoria Desconhecida





Curiosidades

O que são Belas Artes?
por chandra santos
Definir arte é uma tarefa complexa, que varia de acordo com as transformações culturais e o contexto histórico. Segundo o filósofo Charles S. Peirce, fundador da Semiótica, a principal função das artes é expressar os estados de consciência humana. Partindo dessa definição, terapeutas e psicólogos passaram a usá-las como parte de tratamentos. A psiquiatra brasileira Nise da Silveira fundou o "Museu de Imagens do Inconsciente" com obras feitas por seus pacientes durante a terapia ocupacional.

São consideradas Belas Artes: Arquitetura; Pintura; Escultura; Música; Literatura; Teatro e Dança; e Cinema. A divisão e o termo foram criados pelas academias de arte europeias, no século XVII, com o objetivo de separar as artes em duas classificações. Segundo artigo publicado na Wikipédia, eram consideradas, até o século XIX, como artes "superiores" as Belas Artes e como artes "inferiores' as Artes Aplicadas.

"As belas arte…

Programação/ Artes Visuais (SP)

Exposição PARAISO na Galeria André

Entre os dias 16/08 e 11/09, a Galeria André recebe a mostra PARAISO, inciando um novo ciclo do centro cultural. Participam da mostra André Crespo, Clarice Gonçalves, Eduardo Kobra, João César de Melo, Luiza Ritter, Marco Stellato, Paulo Queiróz, Rafael Resaffi e Rodrigo Cunha. A mostra tem curadoria de Sônia Skroski.
De acordo com release recebido pelo Sete Artes: "Artistas novos foram procurados com empenho, indicações, visitas aos ateliers, análise de obras, um verdadeiro garimpo. E desta procura foram selecionados 9 artistas que farão parte da exposição PARAISO. O tema abrange além do que nossa imaginação pode chegar. Os artistas vão expor obras inéditas, criadas especialmente para a mostra. A escolha dos artistas demonstra jovialidade das obras e dos artistas. O tema foi escolhido para proporcionar aos artistas uma performance peculiar e densa dentro do universo de cada um."
Conheça: texto: Assessoria de Imprensa da Galeria André
André Cresp…
EncurtaNET