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Instalações digitais mostram ao público a prática musical no Rio de Janeiro desde os índios até o século 21 no Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola

A exposição interativa Rio Música – edição 2013 apresenta, através de instalações digitais um panorama das práticas musicais cariocas, desde os tempos dos tupinambás, no século 16, até o funk, rap e música eletrônica dos dias de hoje. Com curadoria de Rosana Lanzelotte, cravista, pesquisadora, e doutora em informática, a exposição é um projeto pioneiro na América Latina. “Trata-se do piloto do primeiro museu de música do Brasil”, conta a curadora. A realização da mostra e do portal é do Instituto Musica Brasilis, criado por Rosana Lanzelotte, e fonte da maior parte dos conteúdos para a exposição. A edição 2013 homenageia Ernesto Nazareth pelos 150 anos de nascimento.

Um raríssimo cravo português do século XVIII estará pela primeira vez exposto ao público. Trata-se do instrumento construído pelo português Joze Cambiazo em 1769, finamente decorado com “chinoiserie”, como mostra a fotografia.

Não se sabe quando o instrumento chegou ao Brasil. Excepcionalmente o proprietário permitirá que seja exibido ao público da exposição Rio Música.
A exposição Rio Música foi concebida para que o público percorra de maneira lúdica, a partir de instalações digitais interativas, concebidas pela Superuber, os cinco séculos de música na cidade, divididos em seis grandes temas: O canto dos tupinambás, Instrumentália, Tempo, O caminho das notas, Mesa musical, e Rio das Teclas.

A registro mais antigo relativo à música praticada no Rio é a anotação dos cantos dos índios tupinambás, feita pelo suíço Jean de Léry (1536 – 1613), integrante da comitiva que veio se juntar a Villegagnon  (1510 – 1571) no Rio.  Essas anotações foram publicadas na Europa em 1577 no livro “História de uma viagem ao Brasil”, de Léry.  No primeiro ambiente da exposição, “O canto dos tupinambás”, os visitantes ouvem a reconstituição realizada pela pesquisadora Anna Maria Kieffer dos cantos tupinambás anotados por Jean de Léry em 1557.

Na sala Instrumentália, estão expostos instrumentos de origem indígena, africana e europeia, além de instrumentos de banda – cuja origem deu-se no Rio de Janeiro, escolas de samba e instrumentos eletrônicos. Em um totem interativo, cerca de 40 vídeos mostram como funcionam instrumentos das diversas famílias: percussão, sopro, cordas e teclados. Os instrumentos são demonstrados por músicos consagrados e por integrantes da OSB Jovem, que falam sobre suas características e emprego na música. A instalação compreende desde os instrumentos mais antigos utilizados no Brasil, de origem indígena, africana e europeia, passando pelos instrumentos de orquestra, até os atuais.

A Linha do Tempo Interativa apresenta, em uma tela multitoque que simula um fichário infinito, informações, áudios e vídeos de obras de mais de 300 compositores cariocas ou que trabalharam no Rio desde o século XVI. Pode ser filtrada por período e gênero.

Caminho das Notas é uma instalação interativa em que o público poderá entender, através de animações, como funciona a notação musical. Os visitantes podem “ligar” e “desligar” partes da instrumentação, para entender como os instrumentos se somam para formar a música.

Desenvolvida em parceria com o compositor Tim Rescala, a Mesa Musical possibilita uma experiência lúdica e colaborativa. Os visitantes podem experimentar e "criar" a sua própria música, a partir de trechos pré-gravados acionados pela movimentação de objetos na mesa. As diferentes seções da mesa correspondem aos "ingredientes" da música:

·         ritmo
·         melodia
·         harmonia

Na sala “Rio das teclas”, o visitante percorre uma outra linha do tempo ajudado por piano cenografado. Ao tocar uma tecla, é acionado um vídeo sobre um personagem da música carioca. Nesta sala está localizado o raro cravo do século XVIII, pela primeira vez mostrado ao público.

O programa educativo da exposição foi desenvolvido por Suely Avellar. Visitas guiadas para escolas são acompanhadas por jovens monitores, formados especialmente, selecionados entre moradores nas comunidades vizinhas.

A exposição contou com os pesquisadores Carlos Palombini, Mayra Pereira, Pedro Aragão, Rodrigo De Santis, Egeu Laus e tem cenografia de Marcelo Pontes (MPDM Arquitetura). As instalações digitais interativas foram concebidas pela SuperUber e por Stephen Malinowski.

Serviço: Exposição Rio Música
Local: Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca
Contato e visitação guiadas: Tel: 3238. 3743 (agendamento de escolas por telefone)
Funcionamento: De terça-feira a domingo, das 10h às 18h – Entrada Gratuita

Fotos Cristina Granato

Texto Assessoria de Imprensa
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