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Arte à flor da pele

Keka Mendes inaugura sua primeira individual como artista plástica com intervenções sobre telas feitas em couro



Keka Mendes é, literalmente, uma artista multimídia. E um pedacinho de seu talento em múltiplas plataformas estará na exposição Intervenções, a partir de 7 de abril na Galeria Candido Mendes, em Ipanema. É a primeira mostra de arte de Keka, com curadoria de Paulo Sérgio Duarte, e reúne dez telas em couro de grandes formatos e três peças artesanais em madeira.


Uma pesquisa pioneira desenvolvida pela artista fez do couro sua tela. É ele o suporte para intervenções com pigmentos diversos. Tinta, só raramente. O que importa é a experimentação de materiais, os diferentes tratamentos, banhos e queimas dados à matéria-prima, o que levou a artista a criar um trabalho singular. A arte de Keka é resultado da vida de Keka. E que diz muito sobre quem ela é.



Paralelamente ao trabalho artístico – iniciado com desenho e pintura desde a infância e desenvolvido em oficinas na EAV do Parque Lage –, Keka Mendes ‘fez arte’ desde sempre: primeiro, como uma das mais conceituadas chefs de cozinha cariocas; depois, como designer de móveis e até mesmo arquiteta autodidata. Ela planejou e construiu as várias casas onde morou ao longo da vida – inclusive a casa-ateliê em Rio Bonito de Cima, entre Muri e Lumiar, na verdade um curral de cabras que ela reformou e transformou em um lugar incrível.

Dividida entre a casa na serra e o ateliê na Bhering, na Região Portuária do Rio, Keka faz jus ao apelido dados pelos amigos: de seu nome, Henriqueta, ela virou “Henriquieta”. “Sou assim mesmo. Sempre gostei de trabalhar com as mãos, com carpintaria, entalhe, solda... Uma relação simbiótica entre arte e artista, manuseada, mexida”, conta ela.  E completa: “Gosto de criar, de transformar e de realizar, sempre experimentando e experenciando a interação com o que vai surgindo. Gosto das coisas simples, tortas e remendadas. Aceito e adoro a imperfeição e absorvo o acaso como parte do processo”.     

A princípio abstratas, as telas de Keka Mendes vão se revelando aos poucos ao olhar do observador atento: duas figuras que se transformam em três, corujas se escondem nas reentrâncias da tela... Imagens que vão surgindo entre as árvores de seu ateliê serrano, ao som de um trinca-ferro que serve de música. “O isolamento impulsiona o processo criativo e a interação com a natureza à minha volta movimenta a energia em direção à arte”, conta. Até mesmo o formato de algumas telas é fruto de experimentações: mesmo presas ao chassi (feitos por Keka, é claro) quatro são curvas, como escudos.


Completam a mostra três cadeiras feitas com madeira de jabuticabeira. Servem para sentar – mas, peças únicas, são quase esculturas. Que lembram as cadeirinhas do Quarto em Arles, de Van Gogh... A história da criação das peças é bem Keka Mendes: “Tivemos que replantar algumas jabuticabeiras do sítio, por conta da passagem de uma estrada. No transplante, duas ou três morreram. Me deu uma tristeza tão grande que quis preservá-las dessa forma. Como utilitário, como arte”, conta.

Durante a mostra, um slide-show mostrará fotos clicadas por Keka Mendes no lugar em que vive, cria e se inspira: que, segundo palavras da artista, “a impulsiona a ir adiante, produzir, não fazer escalas, abastecer para voar e decolar como com kit sobrevivência. O clima é bom.”

Intervenções
Individual de Keka Mendes
Galeria de Arte Maria de Lourdes Mendes de Almeida
Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema. (Universidade Candido Mendes de Ipanema)
Preço mínimo: R$ 2.800
Preço máximo: R$ 8.500

Vernissage: 7 de abril, às 18h
Abertura para o público: 8 de abril
Horário de visitação: 2ª a 6ª das 14h às 20h; sáb., das 16h às 20h

Texto: Assessoria de Imprensa

Saiba mais sobre Chandra Santos: http://bit.ly/1bifsNS 

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