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Vila Cultural Cora Coralina recebe exposição "Tempos Líquidos", dos cariocas Wladimyr Jung e Elmo Martins

Obra de Wladimyr Jung / Foto: Reprodução Facebook
Os artistas cariocas Wladimyr Jung e Elmo Martins desembarcaram no centro-oeste do país para expor na Vila Cultural Cora Coralina (ao lado do teatro Goiânia). A coletiva "Tempos Líquidos" tem entrada franca e classificação indicativa livre. A visitação acontece até 30 de novembro, de terça a domingo, de 12h às 17h. A curadoria é de Paulo Branquinho.

De acordo com a mestre em artes, curadora, diretora e produtora cinematográfica Sônia Garcez, as obras de “Tempos Líquidos” entrelaçam os diferentes aspectos da vida que se esvai. 

"O exercício padronizado das relações de consumo se traduzem em poéticas que salientam as relações enquanto mercadoria. Consumimos mercadorias-signos. A volatilidade e a temporalidade ultrapassam o tempo necessário e o que realmente importa é a satisfação pelo novo. Estamos imersos em movimentos cíclicos de rasuras temporais que nos desprendem de nós mesmos. Esse itinerário sinuoso da sociedade e os frágeis laços que a sustentam são algumas das elaborações apresentadas nessa exposição", explica.
Elmo Martins

Elmo Martins busca conceitualmente, em sua forma de expressão, abordar questões intrinsecamente relacionadas ao imaginário popular e à vida cotidiana. Em suas obras, política e questionadora, trabalha a dualidade das relações. Retalha a vida – gestos, pessoas, espaço e tempo – carregando-a de validades simbólicas e buscando uma narrativa de comunhão de elementos sociais distintos. Ao incidir o olhar nessa direção descreve e interpreta, à luz de diferentes proposições simbólicas, narrativas e estéticas, a união de múltiplos interesses às contraposições da sociedade.

Tecnicamente interessa-lhe a estética do palimpsesto, do desgastado, bem como, o uso de materiais não convencionais e a combinação de materiais distintos, dissonantes, restos de descartes da vida ordinária, cobertos de possibilidades construtivas.
São como os trabalhos das rendeiras, nó a nó vai sendo, delicadamente, criado a cena, é um bordado de pérolas, miçangas e todos os adornos que pudermos imaginar, tudo numa só hora, tudo num só tempo, tudo num só lugar...Elmo Martins com materiais simples, cuidadosamente, arquitetado, planejado e executado, nos leva para um mundo de imagens ludicamente barrocas, tão sublimes, tão divinais, que até os anjos resolvem ali morar!\"

Wladimyr Jung

Wladimyr Jung é um artista inquieto que se reinventa e pensa o mundo para além do real. Uma imersão na vida, na arte e as mudanças não lhe passam despercebidas. A solidez de valores consagrados, se diluem, e não nos reconhecemos. Nada se sustenta. Novas identidades emergem em frequentes movimentos e evoluções como um líquido que escorre continuamente e muda de forma conforme o recipiente, conduz as pessoas à superficialidade e à falta de compromisso. Vivemos numa sociedade líquida-moderna, tão bem caracterizada e criticada por Zygmunt Bauman.

Jung explora temas sobre o abandono, o consumismo, as relações descartáveis, a banalização afetiva, o descaso humano, as identidades, o belo, o efêmero. A hipermodernidade impulsiona a busca desenfreada pelo novo que parece estar acima do valor permanente. Sua matéria prima são bonecas e bonecos descartados pela sociedade do consumo, transformando-o numa espécie de arqueólogo que exuma a “condição humana”, por meio de um insólito e riquíssimo acervo. O contundente caráter material e simbólico desses objetos pode ter um lado assustador, porém têm um potencial estético e metafórico, muito forte. É com esse sentido que o artista, atualmente, transita por um conceito mais surrealista. Uma estética que encarna o espírito do nosso tempo, em que as pessoas são transformadas em mercadorias expostas nas prateleiras do mundo virtual.

O conjunto de obras que compõem a exposição “Tempos Líquidos” trazem impacto, densidade e desestabilizam o equilíbrio perfeito entre o desejo e repulsa. A justaposição de diferentes elementos - pés de abajur antigos para sustentar cabeças de bonecas - resulta em novas peças, únicas e curiosas. A matéria que se transforma, para se converter em esculturas instigantes. Corpos disformes em potes de conserva suspensos por suportes que formam uma parede/vitrine, integram sua narrativa poética. A mutação dos supostos seres. A passagem do tempo modela o material - vidros, espaços vazios, espaços cheios, luzes e transparências. A matéria trabalha a direção da percepção. Mais que questionar sobre as bonecas que já não desempenham seu papel, que são refutadas, substituídas, desprezadas, o artista nos induz à uma atitude auto reflexiva. Qual o nosso papel social e como lidamos com esse estado de impermanência?

Jung se revela na capacidade de perscrutar significados e reforçar a importância da vida, dos afetos, das relações sociais e com o meio ambiente. Para ele, o universo da infância roubada, as interdições imemoriais, o descaso dos adultos se fundem em contextos excludentes, desprovidos de sentidos. Resta-nos o peso da corresponsabilidade, pensar valores e atribuir sentido às coisas, na ausência deste. (GARCEZ, Sonia – Mestre em Artes, Curadora, Diretora e Produtora cinematográfica)


Exposição "Tempos Líquidos", de Elmo Martins e Wladimyr Jung.
Abertura: 25 de outubro, às 19h.
Visitação: de 26 de outubro a 30 de novembro, de terça a domingo, de 12h às 17h. 
Entrada franca. 
Classificação indicativa: livre
Local: Vila Cultural Cora Coralina - Sala Sebastião Augusto Barbosa Filho - Avenida Tocantins com Rua 03, Centro, Goiânia - GO. Ao lado do teatro Goiânia.

Fonte: Assessoria de Imprensa



Trupe Investigativa Arroto Cênico se prepara para estrear o espetáculo “ZERO.5 (zero ponto cinco), que tem em um suicídio o ponto principal para o reencontro de 5 amigos de infância

A Trupe Investigativa Arroto Cênico, de Nova Iguaçu, se prepara para estrear seu novo espetáculo, “ZERO.5 (zero ponto cinco)”, em um dia bastante sugestivo: o Dia de Finados. A data foi pensada por ser o suicídio o assunto que vem sendo pesquisado minuciosamente pela companhia ao longo dos últimos meses.
Com texto de Cesário Candhí em parceria com Marcos Covask, que também dirige o espetáculo, “ZERO.5 (zero ponto cinco)” se desenvolve a partir da história de um grupo de amigos de infância que se reencontra após o velório de outro amigo em comum, que se suicidou. Deste encontro surgem culpas, medos, novas frustrações, um segredo mal enterrado e um resgate da memória afetiva de tudo que viveram juntos. A partir do encontro, são obrigados a confrontar o passado, iniciando um complexo balanço de suas vidas, onde muitos segredos e mentiras se revelarão. O texto, criado de forma colaborativa com o elenco, é feito de palavras e silêncios ensurdecedores, estabelecendo um clima de introspecção. Com dez atores se revezando em cinco personagens, o espetáculo se utiliza do vínculo afetivo real que une os intérpretes para retratar o processo de amadurecimento dos personagens. 
            Com pouco mais de dois anos de existência, a Trupe Investigativa Arroto Cênico celebra uma bem-sucedida trajetória artística: já realizou temporada de seus dois primeiros espetáculos e participou de mais de 20 festivais nacionais de teatro nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, pelos quais recebeu 25 prêmios e mais de 30 indicações. Consolidando esta trajetória, a estreia do novo espetáculo acontece dentro do Projeto SESC Territórios, que levará a montagem para três teatros da rede: no dia 2 de novembro, às 16h, no SESC Madureira; no dia 3 às 19:30h, no SESC Engenho de Dentro; e no dia 4 às 19h no SESC São João de Meriti.


SERVIÇO
ZERO.5 (zero ponto cinco)

- 2 de novembro, 16h.: SESC Madureira (Rua Ewbank da Câmara, 90, Madureira)
- 3 de novembro, 19:30h.: SESC Engenho de Dentro (Av. Amaro Cavalcante, 1661, Engenho de Dentro)

Gênero: Drama
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Ingressos: R$20,00 (inteira) / R$10,00 (meia) / R$5,00 (associados SESC)

Fonte: Assessoria de Imprensa

Diadorim, do romance de João Guimarães Rosa, inspira Memórias do Rio, do Rei e do Dia

O espetáculo Memórias do Rio, do Rei e do Dia estreia dia 27 de outubro de 2017, às 21h no Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo – Sala Experimental (Av. Paes de Barros, 955, Mooca, SP) inspirado no personagem Diadorim do romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. A encenação é assinada por Diego José Villar e tem atuação da atriz Carla Lopes, ambos do núcleo artístico UNA Teatro.
A peça Memórias do Rio, do Rei e do Dia aborda um tema profundo e invade uma das mais importantes obras de Guimarães Rosa, além de contar histórias reais da expedição vivida pela dramaturga e atriz Carla Lopes em 2016 - que seguiu pelo norte de Minas Gerais a pé por mais de 170km, refazendo trechos do bando do Jagunço Riobaldo - no Caminho do Sertão.
A encenação é dividida em três caminhos narrativos diferentes e independentes (do Rio, do Rei e do Dia), e a escolha de qual será narrado é definida somente no início de cada apresentação. Dessa maneira o público poderá conhecer outros caminhos e encontrar novas histórias cada vez que entrar neste Sertão construído pela narradora.

Diadorim é o jagunço Reinaldo, e com Riobaldo Tatarana integra o bando de Joca Ramiro no sertão de Minas Gerais. Ela esconde sua identidade real - Maria Deodorina - travestindo-se de homem, e seu segredo só é descoberto por Riobaldo com sua morte no fim.
SinopseEspetáculo livremente inspirado em Diadorim, de Grande Sertão: Veredas, que narra as histórias de sua primeira caminhada pelo Sertão ao mesmo tempo em que relembra e percorre momentos importantes de sua jornada, passando pela infância até chegar à jagunçagem e encontrar o amor e a morte como guias da travessia. A peça é dividida em três caminhos narrativos diferentes e independentes: do Rio, do Rei e do Dia, a escolha de qual será narrado é definida somente no início de cada apresentação. Desta maneira o público poderá conhecer outros caminhos e encontrar novas histórias cada vez que entrar neste Sertão construído pela narradora. 

Serviço
Memórias do Rio, do Rei e do Dia
De 27 de outubro a 26 de novembro de 2017
Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h
Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo - Sala Experimental
Tel: (11) 2605-8007
Duração: 60 min/ Classificação: 12 anos/ Capacidade: 50 lugares
Ingresso: R$20,00 e R$10,00 (estudantes, idosos e classe artística). A bilheteria abre 1h antes dos espetáculos e só aceita dinheiro

Fonte: Assessoria de Imprensa

Tendal da Lapa apresenta “Na Roda com Sanduba”

Neste sábado tem espetáculo? Tem sim, senhor! O Tendal da Lapa recebe às 12h o divertido espetáculo “Na Roda com Sanduba”, da Cia Suno. Fruto de uma intensa pesquisa em espetáculos de rua, “Na Roda com Sanduba” traz à cena o personagem Sanduba como um palhaço viajante, mambembe, cigano, que utiliza técnicas de faquirismo para atrair a atenção do público. Malabarismos com facas, cama de prego, rola-rola e monociclo girafa são os materiais utilizados nos números deste show. Todos os números têm a ótica do palhaço e sua relação com este universo misterioso.

Composta por uma atriz dramática e circense, formada pelo CPT e pela École National du Cirque Annie Fratellini (Helena Figueira) e um artista acrobata com domínio das técnicas de malabares (Duba Becker), a Cia Suno foi fundada em 1998 por um grupo de amigos que sonhavam criar um núcleo de pesquisa cênica na cidade de Santos.

Inicialmente, a Cia dedicou-se a pesquisas sobre o teatro do absurdo, realizando estudos sobre “Fando e Lis”, “Piquenique no Front” e “O Arquiteto e o Imperador da Síria”. Logo após, iniciou um trabalho sobre “Esperando Godot”, onde integravam as artes circenses e dramáticas. O espetáculo que recebeu três prêmios de melhor ator (Victor Nóvoa) e indicações de melhor direção e melhor ator coadjuvante. Iniciava aí a “identidade” da Cia Suno: mesclar a riqueza poética do circo com a linguagem teatral, sem perder a essência da máscara. Todas as peças realizadas pela companhia, desde então, têm uma temática, uma história.

Hoje a Cia Suno tem doze espetáculos em seu repertório. Há desde o lúdico "A Bailarina e o Palhaço", que conta uma linda história de amor entre esses tradicionais personagens do universo infantil; como o dinâmico "Estripulias no Circo", que apresenta a história da criação do circo em ordem cronológica, passando pelo circo de cavalaria inglês, circo chinês, russo, até a linhagem mais moderna e inusitada. Em “De Partida”, a Cia Suno busca levar à cena a nostalgia cantada na música típica da alma do artista.

Além de se dedicar à arte circense nestes quinze anos de existência, a Cia Suno assinou a coreografia da comissão de frente das Escolas de Samba X9 Santista (2008) e Gaviões da Fiel (2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e2017). Também foi convidada pelo Ministério do Turismo e Embratur para representar a arte circense brasileira em Lisboa, Madrid e Argentina.

SERVIÇO
O que: Na Roda com Sanduba - Cia Suno
Para quem: Toda a família
Quando: 28 de outubro, às 12h
Duração: 50 minutos
 Onde: Tendal da Lapa
Endereço: Rua Guaicurus, 1.100 – Água Branca
Telefone: 11 3862-1837
Estacionamento Grátis (Rua Constança, 72)
Quanto: Grátis (Retirar ingressos com 01h de antecedência)

Fonte: Assessoria de Imprensa

Partituras apresenta Quarteto Atlântico com o espetáculo Brasil em Cordas

O programa Partituras deste domingo, dia 29, apresenta o Quarteto Atlântico no espetáculo “Brasil em Cordas”. O repertório é bem brasileiro com composições de Carlos Gomes, Heitor Villa Lobos, Claudio Santoro e Camilo Bornstein. O show foi gravado no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro, e conta com a participação do bailarino de dança contemporânea Alexandre Bhering. Partituras vai ao ar ao meio-dia, na TV Brasil.

Formado pelos jovens músicos Ivan Scheinvar (violino), João Senna (viola), Lauro Lira (violoncelo) e Rafael Dias Belo (violino 2º), o Quarteto Atlântico detém um currículo que lhe confere destaque especial no cenário da música de câmara. Os integrantes possuem larga experiência na música de concerto, tanto em recitais individuais ou em pequenos grupos, quanto integrando as principais orquestras do estado.

No Partituras, o grupo de câmara executa Sonata para Cordas, de de Carlos Gomes; e Quarteto de Cordas nº 1, de Villa Lobos, entre outros. O Quarteto Atlântico pesquisa, estuda e apresenta obras fundamentais para a formação de quarteto de cordas, realçando a riqueza e nuances das composições brasileiras e seus diversos períodos.

Ficha técnica:

Ivan Scheinvar - 1º violino
Rafael Dias Belo - 2º violino
João Senna – viola
Lauro Lira – violoncelo
Alexandre Bhering – bailarino / participação especial

Serviço
Partituras - Quarteto Atlântico, domingo (dia 29), ao meio-dia, na TV Brasil
Fonte: Assessoria de Imprensa

“A Invenção do Nordeste”, nova peça do Grupo Carmin, estreia no Sesc Belenzinho

Motivada por uma série de reações xenófobas contra os nordestinos, durante as eleições presidenciais de 2014, Quitéria Kelly, atriz do Grupo Carmin, entrou em contato com a obra do Professor Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr, que escreveu o livro: “A Invenção do Nordeste e Outras Artes”. Quitéria então compartilhou com os demais integrantes da companhia o seu desejo de criar uma peça que contribuísse para a desconstrução da imagem estereotipada do Nordeste e do(a) nordestino(a).

Passados cerca de três anos dessa inquietação, estreia dia 2 de novembro de 2017 o espetáculo “A Invenção do Nordeste” no Sesc Belenzinho, em São Paulo. Em cena, os atores Mateus Cardoso, Robson Medeiros e Henrique Fontes, que assina a dramaturgia junto com Pablo Capistrano.  Fundadora da companhia - que já tem uma década de estrada completada em 2017 - a atriz Quitéria Kelly dirige pela primeira vez uma montagem do Carmin. Em temporada recente na capital paulistana com outro espetáculo (Jacy), o grupo arrebatou a plateia e os críticos, o que resultou em cinco indicações a prêmios na cidade (três no Prêmio Aplauso Brasil – espetáculo, direção e dramaturgia - e outros dois na APCA - espetáculo e autor).

Durante dois anos de pesquisa, o Grupo Carmin mergulhou nos questionamentos dos mecanismos estéticos, históricos e culturais que contribuíram para a formação de uma visão do nordeste brasileiro como um espaço idealizado, deslocado do processo histórico e imune ao impacto das grandes transformações sociais.

A partir daí, os dramaturgos Pablo Capistrano e Henrique Fontes escreveram uma autoficção onde um diretor é contratado por uma grande produtora para preparar dois atores norte-rio-grandenses, que disputam o papel de um personagem nordestino. Durante o tempo da preparação, a identidade nordestina entra em cheque. Afinal, existiria apenas uma identidade nordestina?

A peça “A Invenção do Nordeste” propõe desenhar a trajetória hilária e por vezes conflitante da história recente do estabelecimento da região nordeste. Essa unidade sociopolítica e cultural com todas as suas individualidades e também todos os estereótipos alimentados por décadas pela literatura, cinema, música e artes visuais brasileiras.

“A Invenção do Nordeste” estreou em agosto de 2017 e já participou da Mostra Sesc Velho Chico em Petrolina/PE e dos Festivais “O Mundo Inteiro é Um Palco” em Natal e MARTE em João Pessoa. Os atores Mateus Cardoso e Robson Medeiros foram recentemente indicados ao Troféu Cultura RN, na categoria melhor ator pela peça “A Invenção do Nordeste” e o Grupo Carmin, nesse mesmo prêmio, concorre na categoria “Artista do Ano” de 2017.

Sinopse “A Invenção do Nordeste”
Um diretor é contratado por uma grande produtora para realizar a missão de selecionar um ator nordestino que possa interpretar com maestria um personagem nordestino. Depois de vários testes e entrevistas, dois atores vão para a final e o diretor tem sete semanas para deixá-los prontos para o último teste.

Durante as sete semanas de preparação, os atores refletem sobre sua identidade, cultura, história pessoal e descobrem que ser e viver um personagem nordestino não é tarefa simples.

O espetáculo é uma obra de autoficção baseada no livro homônimo do Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr. Dirigida por Quitéria Kelly, com dramaturgia de Henrique Fontes e Pablo Capistrano.

SERVIÇO
A INVENÇÃO DO NORDESTE
De 02 a 26 de novembro de 2017.
Quinta a sábado, às 21h30, e domingos e feriado (02/11), às 18h30.
Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculos I
Tel. (11) 2076-9700
Capacidade: 120 lugares / Recomendação: 12 anos / Duração: 60 min
Ingressos: - R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).



 Fonte: Assessoria de Imprensa

Cantor Robson Almeida participa do programa "Domingo Show" neste domingo (29)

Grande promessa da música sertaneja, o cantor Robson Almeida participa neste domingo (29) do programa “Domingo Show”, a atração que é comandada pelo apresentador Geraldo Luís vai ao ar a partir das 11h pela Rede Record de Televisão.
Durante sua participação ao vivo no programa, além de cantar seus sucessos, o cantor Goiano que já gravou com a dupla João Neto & Frederico e com o cantor Loubet, que está lançando agora seu novo trabalho, um CD com uma roupagem diferente, um projeto inovador para o meio sertanejo, também fará uma surpresa muito especial no palco.
“Fiquei muito feliz com o convite para estar no programa do meu amigo Geraldo Luís, vou agitar o domingo com muita música e também com uma grande surpresa. Vocês não podem perder!”, convida Robson Almeida.
Para conferir a presença do cantor Robson Almeida no “Domingo Show”, assistam neste domingo (29) pela TV Record a partir das 11h.

Acompanhe Robson Almeida nas Redes Sociais:
Fonte: Assessoria de Imprensa

Faces encanta cariocas

Depois de dois meses ocupando o Espaço Furnas Culturalem Botafogo, a exposição Faces, do fotógrafo baiano Alvaro Villela, se despede do Rio de Janeiro com a sensação do dever cumprido: além da resposta positiva do público, que compareceu em grande número, a proposta foi compreendida integralmente, a julgar pelo interesse e entusiasmo das pessoas nas visitas guiadas, algumas das quais com a presença do autor.

Apresentado 15 expressivos e reveladores retratos em preto e branco de habitantes de comunidades quilombolas de Barra e Bananal, na Chapada Diamantina, na Bahia, além de uma carta de alforria do século 19, Faces, segundo Alvaro Villela, dialogou facilmente com o público carioca: “Eles enxergaram e sentiram a exposição, uma vez que, além das imagens, a proposta sinestésica, que reproduzia sons ambientes captados nas noites dos quilombolas, associadas à disposição da luz, garantiu o êxito de um projeto que se apresenta também como uma instalação”.

Ainda segundo Villela, não somente os cariocas, mas acho que qualquer um no Brasil, diante das dificuldades vividas, entende o sentido da proposta, que se pauta na resistência através da busca de uma identidade: “O Rio de Janeiro é formado por muitos quilombos simbólicos, como se percebe nos morros e na vida da sua própria gente, muito cara às suas tradições, o que criou uma interação fácil com a nossa proposta”.

Ainda segundo Villela, independentemente do seu valor artístico, Faces se faz, queira ou não, um grito de alerta diante da grave instabilidade política pela qual passa o Brasil, que dá sinais de retrocesso na aplicação de projetos e ações reparatórias que privilegiavam indígenas e descendentes de escravos, por exemplo. “Há pouco mais de quatro meses, na Chapada Diamantina, foram assassinados seis moradores de comunidades quilombolas, crime que entrou apenas nas estatísticas”, diz.

Assim, em tempos nos quais importantes temáticas envolvendo a questão do povo negro no Brasil ganharam os holofotes, como foi o caso da celebração ao escritor carioca Lima Barreto, homenageado recentemente na Flip, em Faces, questões artísticas à parte, vai estar exposto um lado da tragédia, com toda a complexidade que a cerca.

Fotógrafo etnográfico, como comprova o seu projeto desenvolvido junto aos índios pankararé, do Raso da Catarina, no sertão da Bahia, entre outros, ainda que não goste de se sentir aprisionado por rótulos, Alvaro Villela aproximou-se das comunidades quilombolas da Chapada Diamantina em 2007 no intuito de entender e documentar suas tradições culturais e religiosas e verificar se elas ainda preservavam traços ancestrais.  

No entanto, diante da percepção de que tais heranças foram diluídas no interior de certos maneirismos, inclusive com a presença de religiões que não eram de matriz africana, Villela vislumbrou no retrato uma forma de discutir tal distanciamento da cultura ancestral.

Após anos de interação com as comunidades, ele improvisou um estúdio na casa de uma moradora entusiasta do projeto. Apesar da resistência inicial e utilizando-se de um fundo negro e da iluminação gerada por uma tocha, fotografou residentes de todas as idades, os quais acabaram se rendendo ao se verem retratados.

Passados 10 anos desde a primeira incursão de Alvaro Villela nos territórios quilombolas, a exposição no Rio de Janeiro, não apenas pela força das suas imagens, como também pelas dificuldades e desafios enfrentados por tais comunidades, funcionou como um ato de resistência e de afirmação de certos valores do povo negro, que ainda hoje busca um espaço digno no Brasil.

Apesar de consciente do viés antropológico e sociológico da exposição, Alvaro Villela também destaca em Faces o seu sentido enquanto expressão artística contemporânea, sinestésica, de uma composição que ganha força a partir da percepção de quem elaborou e construiu as imagens juntamente com o desprendimento de quem pousou, de quem invocou através da expressão uma ancestralidade perdida.

FACES: Até dia 29 de outubro. Espaço Furnas Cultural, R. Real Grandeza, 219 - Botafogo. Tel.: (21) 2528-3112. De terça a sexta das 14h às 18h, sábados, domingos e feriados, das 14 as 19h. Entrada grátis. https://www.facebook.com/exposicaofaces/

Fonte: Assessoria de Imprensa

Livro de poesia apresenta o amor em sua essência

Apresentar o amor como a essência do ser, dando movimento e forma à poesia em cada verso. Essa é a imagem que se encontra no livro bilíngue, português e espanhol, “Das raízes do coração”, da poeta Mariza Sorriso.

Para a doutora em literatura comparada e resenhista Alexandra Vieira de Almeida, a obra remete ao âmago do ser. Por meio da poesia, Mariza apresenta toda a sua paixão pelas coisas da vida, pelas pessoas, pelos gestos, como apresentado no poema “Enamorar-se”, que inicia o livro.

- A personagem do poema tem a abertura para a beleza da vida, que é luz, festa, movimento. A autora canta a essência que está nas virtudes belas como o amor. Este é fruto da transformação da dor em festa, em comunhão, em alegria – ressalta Alexandra.

A autora ainda mostra-se antenada com os tempos modernos, pois traz a “tecnologia poética” em forma de versos. No poema “GPS da alma”, ela une o tecnológico-material com o essencial, fazendo uma mistura entre o mais básico e o sublime, lembrando-nos de Drummond que sublimava o cotidiano a partir do lirismo poético.

O livro também apresenta a poesia metalinguística, ao dialogar com o leitor sobre o fazer poético, tentando compartilhar um pouco dos sentimentos que se tem diante dos versos. Por isso, o poema diz "Compor é como tomar café,/Nunca se sabe o gosto que virá”. Assim é a poesia, depende da inspiração, do dia, de como está se sentindo.

Sobre a autora
Mariza Sorriso é poeta e cantora premiada, atriz e bacharel em Ciências Econômicas. Nasceu em Petrópolis e vive no Rio de Janeiro desde 1985.  É a mentora e organizadora do EPLP - Encontro de Poetas da Língua Portuguesa (países CPLP) atualmente na IV Edição. Tem três livros solos de poesia e organizou três antologias internacionais. Apresenta-se em diversos eventos poético-literários no Brasil, América Latina, Europa e África e, em shows musicais temáticos de Samba e MPB.

A obra ainda traz na quarta capa a assinatura do grande poeta, compositor e sambista Nelson Sargento. Para quem não sabe, Mariza é também cantora. E quem a apresentou aos palcos foi Nelson, inclusive os dois cantaram juntos durante uma década. E a tradução foi feita pela própria Mariza e pela chilena Tita M. Calderón, licenciada em Línguas e Letras da Universidade Tecnológica de Chile.

Ficha técnica
Categoria: Poesia
Título: Das Raízes do Coração/ De Las Raíces del Corazón
Autor: Mariza Sorriso
Tradução: Tita Calderón e Mariza Sorriso
Publicação: 2017, editora Dowslley Editora
Tamanho: 21 cm
Páginas: 152 p.
Preço: R$30,00

 Fonte: Assessoria de Imprensa

exposição Sucessões Divergentes

​​“Sucessões Divergentes” é a nova exposição que abre no próximo dia 
​​
28 de Setembro
, quinta-feira, às 19h, no renovado Edifício Caleidoscópio no jardim do Campo Grande em Lisboa.

​O artista luso-brasileiro​ 
​​
Rodrigo Vila
 apresenta pinturas baseadas nos erros e faltas de azulejos nas fachadas de Lisboa.

Rodrigo Vila ​​(Rio de Janeiro, 1980) ​emprega em suas pinturas técnicas similares às ​​utilizadas nas antigas fábricas de azulejos​ do século XIX​: a pintura com estampilhas (moldes vazados, como um ​​​​stencil) recriadas ​uma a uma ​pelo próprio artista ​(é necessário usar-se uma estampilha para cada cor em cada padrão - em uma de suas pinturas, quatro estampilhas para um único padrão), ​bem como a montagem das suas telas​ que se dá​ peça a peça​,​ da mesma forma como se azuleja uma fachada. As composições que podemos ver em suas pinturas partem de fotografias feitas nas ruas de Lisboa.



O seu corpo de trabalho chama a nossa atenção em pequenos enquadramentos que ampliam essas perdas e erros. Num primeiro olhar, os erros que apresenta parecem demasiado irreais para serem verdadeiros. ​​Contudo, os seus ​​últimos trabalhos, ​​​em sua maioria, ainda inéditos, que serão apresentados na exposição ​"Sucessões Divergentes​"​, revelam erros reais, tal como são encontrados nas fachadas dos edifícios Lisboetas. Esses erros reais focados e exacerbados pelo artista, geram padrões irregulares no que poderia ser uma imagem caleidoscópica​.

O espaço da cidade, com sua dinâmica contemporânea, converte-se num reflexo do mundo, onde a perfeição jamais será tão perfeita quanto a imaginamos.

​​
A exposição pode ser visitada 24 horas por dia, assim como as fachadas da cidade não se encontram
​​
 delimitadas por um horário.


Rodrigo Vila ​(1980 - Rio de Janeiro) formou-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), começou o seu trabalho em artes plásticas em 2004, já tendo participado de diversas exposições coletivas e apresentado mostras individuais em Portugal. Muitas das suas peças encontram-se atualmente em coleções particulares.​



​serviço:
Exposição 
​​
"​
Sucessões Divergentes
​"​
Inauguração
​ quinta,​
 dia 28/09/2017 às 19h
até 17/10/2017
segunda-feira a domingo, 
​aberta ​
24 horas
Local: Edifício Caleidoscópio, Jardim do Campo Grande, Lisboa


Links




Fonte: Assessoria de Imprensa
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