Onde encontrar Salvador Dalí, por Chandra Santos



Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí

O Teatro-Museu Salvador Dalí começou a ser construído na cidade de Figueres, na Espanha, na década de 60. Construído sobre as ruínas do antigo Teatro de Figueres, uma construção de 1850 destruída durante a 2ª Guerra Mundial, o local foi projetado pelo próprio Salvador Dalí. Ele queria que as pessoas tivessem uma experiência real, explorando o seu mundo único. No site da fundação há palavras de Dalí sobre o projeto:
“É óbvio que existem outros mundos, isso é certo, mas, como eu disse muitas vezes, esses outros mundos estão em nossas vidas na terra, e precisamente no centro da cúpula do Museu Dali, onde todo o mundo, novas e insuspeitadas alucinatória do Surrealismo “, explicou Salvador Dalí.

Interior do Teatro-Museu Salvador Dalí
Imagem: Jordi Puig

Em 1974 o local foi inaugurado e até hoje conta com o maior acervo sobre o artista. Desde as primeiras obras até as mais recentes. No local funciona ainda o Museu das Joías de Salvador Dali. E na cripta do castelo há o túmulo do artista.

Theatro-Museu Salvador Dalí
Imagem: Jordi Puig

Em Portlligat, em Cadaqués, na Espanha há outro museu do artista. Trata-se da casa onde ele morou até 1982, quando Gala morreu e ele se transferiu para o Castelo de Púbol.

Pátio da casa de Portlligat
Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí

O Castelo de Púbol, que Dalí comprou para Gala, é terceiro museu do artista. Inaugurado em 1996, lá está enterrada a esposa do artista. O local foi construído provavelmente nos séculos XIV ou XV e reformado na década de 70. Foi a última residência de Salvador depois da morte de Gala.



Castelo de Púbol
Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí

Nos Estados Unidos existe um museu sobre Salvador Dalí, o The Dalí Museum. Enquanto que em Paris é possível visitar a exposição permanente sobre o artista, a Espace Dalí Montmartre.

A estudante de Publicidade Thayná Pinheiro é uma fã do trabalho de Dalí:
“Eu acho pintura uma arte muito interessante, onde o pintor expressa o seu “eu” ali naquela tela. Meu primeiro contato com as obras de Salvador Dalí foi em uma matéria que fiz na faculdade, desde então, tenho muita vontade de conhecer algum museu deste artista e analisar de perto as obras dele”, declara Thayná.

Texto de Chandra Santos

O estilo surreal de Salvador Dalí, por chandra santos

Salvador Dalí posa para o fotógrafo francês Jean Dieuzaide em 1953

Quem achou a foto interessante pode conferir mais sobre o fotógrafo aqui.


Se você arrepia os cabelos ao ver a cantora norte-americana Lady Gaga com seu estilo inusitado é porque não conhece a história de Salvador Dalí. A musa loira já apareceu com numerosos trajes esquisitos em diversas ocasiões e parece que a criatividade da norte-americana não tem fim e nem limites. Mas, o que dizer de Salvador Dalí? Bem, só se começarmos pelo principio…

Desde a época que ingressou na Academia de Artes, Dalí já chamava a atenção nas ruas. Era tido como um excêntrico de cabelo comprido, que usava um grande laço preso ao pescoço, calças até ao joelho, meias altas e casacos compridos. O tempo passou e o artista ficou conhecido pela excentricidade e pelo seu exibicionismo. Em vários momentos da carreira demonstrou que não era igual aos demais artistas tanto nas obras quanto nas atitudes.

Existem muitos episódios curiosos na vida de Dalí, dentre os quais se podem destacar a vez em que chegou numa limusine cheia de couves-flores na inauguração de um evento. Ou quando se apresentou sua arte aos críticos usando um escafandro (roupa de mergulho) fazendo com que estes não compreendessem nada do que ele estava dizendo. Isso, sem contar quando apareceu montando em um elefante tingido de cor-de-rosa em um programa de TV.

Sua admiração por tudo que era excessivo, reluzente e luxuoso vinha, segundo ele próprio, da “linhagem árabe” de sua família, descendente dos Mouros – que dominaram o sul da Espanha durante 800 anos.

Salvador e Gala interagindo com uma obra

 Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí

Sua esposa Gala era tão exibicionista e excêntrica quanto ele. O Casal protagonizou junto diversos episódios engraçados, curiosos e algumas vezes de mau gosto. Como a vez em que apareceram fantasiados de bebê Lindbergh e seu sequestrador em uma exposição em Nova York. O fato chocou a todos e enfureceu os surrealistas.

A cantora norte-americana Lady Gaga pode ser considerada um ícone surreal do século XXI. Famosa, rica, colorida, sucesso de vendas e polêmica do modo de se vestir à vida particular. Basta dar uma “googleada” na internet que você vai descobrir muitas fotos da cantora com diversos looks na rua, nas premiações, nos shows, nos videoclipes, etc.

O Artista Plástico Carlos Borges destaca a importância que Dalí teve com suas extravagâncias:
“Acho Dali importante para divulgar a arte e para “quebrar” a resistência quanto à arte moderna. Existe um preconceito (do tipo “isso eu também sei fazer”) quanto à arte que não se baseia na habilidade pelas pessoas menos informadas ou com a mente menos aberta. Dali fazia muito bem desenho de observação e foi um dos artistas modernos que as utilizou. Mas confesso que não chego a ser um grande fã dele. Prefiro Rene Magritte, porque considero que esse artista Belga trata de questões mais profundas. Mas Dalí conquistou espaço na mídia para os artistas plásticos (não são muito atraentes, se comparados a atores e músicos, se não fizeram extravagâncias). Então, embora as questões que ele tratou tenham ficado no passado (a meu ver, de modo diferente de Magritte), continua a ser útil para o ensino e para a difusão da arte moderna, pois seu trabalho é atraente para um público não iniciado”, explica Carlos.


Texto de Chandra Santos

Ah, o amor!!

Texto de Chandra Santos

Imagem: Autoria Deconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí


Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí





Salvador Dalí e Gala Éluard viveram um romance intenso
Demias Imagens: Autoria Desconhecida

O Dia dos Namorados foi no último sábado (12), mas nunca é tarde para falar de amor. Salvador Dalí, bem como outros artistas, teve uma musa: a russa Gala Éluard, que conheceu, em 1929, na casa do então marido dela, Paul Éluard. Uma mulher por quem se apaixonou e por quem morreu.

Ambos viveram um romance digno de filme e repleto de obstáculos. O primeiro, Gala era casada. O segundo, ela era 10 anos mais velha que Dalí. O terceiro, a oposição do pai dele ao relacionamento. Mesmo assim, contra tudo e contra todos, eles se casaram em 1934 e tiveram uma filha.

Gala foi personagem de várias telas do artista, como “Galatéia das Esferas”, “O descobrimento da América por Cristovão Colombo” e “O Grande Masturbador” só para citar algumas.

Sabe aquela história de todo namorado: “Se eu pudesse eu comprava a lua para você!”? Pois é! Dalí não comprou a lua, mas um castelo medieval para Gala. Muitos surrealistas acusavam Gala de ser gananciosa e por isso ter feito Dalí banalizar sua arte em troca de dinheiro. Mas, acusações a parte, Dalí amava Gala ao ponto de nunca recusar nenhum pedido dela.

Algumas biografias citam que no final do relacionamento Dalí e Gala já não se amavam tanto como no ínicio. Que ela tinha numerosos amantes mais jovens e que Dalí tomava remédios para depressão. Mas, ele não deixou de amá-la.
Em 10 de junho de 1982 Gala morreu e Dalí entrou em depressão, perdendo a vontade de viver. Por vezes ficou desidratado e teve de ser alimentado por uma sonda nasal porque se recusava comer. Gala foi enterrada no castelo de Pubol e foi para lá que Dalí se mudou depois da morte dela. Sete anos depois, ele morreria.

Selo raro é vendido em Genebra



Texto de Chandra Santos



Uma versão de um selo de 1855 impresso na cor errada. Em vez de verde, ele saiu amarelo. Hoje é um dos mais caros do planeta. Vendindo ontem por um preço não revelado, mas estimado entre 1,5 e 2 milhões de euros (entre R$ 3,5 milhões e R$ 4,6 milhões), segundo a casa de leilões que o vendeu.
"É um dos cerca de meia dúzia de selos famosos do mundo", afirmou o especialista americano em selos, Robert Odenweller, a BBC.
O Treskilling Amarelo, como é conhecido, foi descoberto por acaso, em 1885, em Estocolmo. 111 anos depois leiloado em Zurique por US$ 2,3 milhões (cerca de R$ 4,2 milhões). Ele já pertenceu a pessoas importantes, inclusive um rei romeno.

Imagem: AP

Textos publicados em trabalhos acadêmicos da Universidade Estácio de Sá

Ao longo dos quatro anos de graduação Chandra Santos produziu diversos textos para disciplinas da Universidade. Abaixo seguem alguns:

Sala Sete Artes - responsável por todos os texto da editoria "Pintura". 

Programação - disponível em https://salaseteartes.wordpress.com/pintura-2/programacao/


Exposição Zona Oculta em cartaz até o próximo dia 16

Por Chandra Santos
A 7ª edição da mostra Zona Oculta acontece no Espaço cultural Cedim Heloneida Studart no Rio entre os dias 12 de maio e 16 de junho. O projeto coordenado pelas artistas plásticas Helena Wassersten, Lúcia Avancini e Marilou Winograd  visa valorizar a arte produzida pelas mulheres apresentando obras de 42 artistas.

Quem quiser prestigiar o evento gratuito pode comparecer ao Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM) de segunda a sexta, das 10 às 18h. A inuaguração acontece na próxima terça (11), às 18h.

Para quem vai de carro, há estacionamento rotativo próximo ao local. Já quem prefere o transporte público pode pegar o metrô e descer na estação Presidente Vargas próxima a saída da Marechal Floriano.

O CEDIM fica no Centro: Rua Camerino, nº 51
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Alice Shintani expõe no Rio

Por Chandra Santos
A exposição “Sinopse” da artista plástica paulistana Alice Shintani está em cartaz até dia 03 de julho na Galeria Marcedes Viegas, na Gávea. A mostra, que é a primeira individual da artista no Rio, é composta por oito pinturas abordando a efemeridade atual como descreve a artista no release: 

“Procuro criar situações que embaralhem de alguma forma esse jeito de olhar dos nossos tempos, de rotular e descartar imediatamente. E convidar a pensar sobre isso, porque isso acontece. A idéia é propor uma experiência que seja um tanto irreprodutível através das imagens, isto é, que que você possa criar as suas próprias conexões com o trabalho ali ao vivo [e com as pessoas, com o mundo] através do seu repertório particular- que isso ainda valha a pena nesses nossos dias tão midiáticos”, pondera Alice Shintani.

Quem quiser conferir a exposição pode ir a Galeria nos seguintes horários: de segunda à sexta, de 12h às 20h e sábados, de 16h às 20h.

 A Galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea fica na Gávea: Rua João Borges, n° 86

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Nivaldo Carneiro expõe na Claraboia


Por Chandra Santos
A exposição “Tão Boa Quanto a que Tem na Lata”, do artista plástico Nivaldo Carneiro inaugura amanhã (24), às 14h, para visitação pública no Clarabóia Arte Contemporânea no Centro. 

A mostra fica em cartaz até o próximo dia 11 de terça à quinta, das 14h às 19h.

O Clarabóia Arte Contemporânea fica na Lapa: Rua do Rezende, nº 52

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Exposição sobre futebol em cartaz até dia 30

Por Chandra Santos

A exposição Futebol/ Arte – Olhares sobre uma paixão, sob curadoria de Bruno Mosqueira, fica em cartaz até o próximo dia 30 no LGC Arte Contemporânea, no Centro do Rio.

Expõem na mostra os seguintes artistas: Alexandre Murucci, André Alvim, Bianca Scliar, Felipe Barbosa, Gisela Milman, Julia Debasse, Leo Ayres, Lula Wanderley, Osvaldo Carvalho, Regina Silveira, Reginaldo Pereira, Rubens Gerchman, Siri + Débora Engel e Walton Hoffman.

 A exposição fica em cartaz de segunda à sexta, de 11h às 19h e sábados de 11h às 17h. 

A LGC Arte Contemporânea fica no Centro: Rua do Rosário, n° 38 (Atrás do Centro Cultural dos Correios) 

Biografia - Disponível aqui https://salaseteartes.wordpress.com/pintura-2/biografia/

Talento surreal, amor de cinema e marketing pessoal

Estes são os principais elementos da história de uma das maiores personalidades do século XX  

Por Chandra Santos

A editoria de Pintura do Sala de Artes faz uma homenagem ao pintor Salvador Dalí nessa edição

“O termômetro do sucesso é apenas a inveja dos descontentes.”
Salvador Dalí    

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu na Catalunha, na Espanha, em 11 de maio de 1904. Filho de um advogado, Salvador Dalí i Cusí, e de uma dona de casa, Felipa Domenech Ferrés, era o segundo filho da família, mas foi criado como se fosse reencarnação do primeiro. Recebeu o mesmo nome do irmão e desde criança era levado para visitar o túmulo do primogênito, que morreu cerca de um ano antes de seu nascimento.

O comportamento de Salvador Dalí sempre foi diferente. Exótico e excêntrico para alguns; genial e extravagante para outros. Sempre foi assim: na sua arte, no modo de enxergar o mundo e até na sua maneira de amar. Você vai conhecer agora um pouco da história de Salvador Dalí. Um dos pintores mais importantes do século XX e um dos fundadores do Movimento Surrealista. 

“Aos seis anos eu queria ser cozinheiro. Aos sete eu queria ser Napoleão. E minha ambição foi crescendo firmemente desde então.”
Salvador Dalí   

Por estímulo da mãe, desde muito cedo Salvador Dalí teve contato com o mundo das artes. Ainda criança começou a ter noções de pintura na Escola de Desenho Municipal. Aos 12 anos, descobriu a pintura impressionista durante as férias na casa de praia da família. Seus desenhos foram expostos pela primeira vez, em 1917, por intermédio de seu pai, que criou uma mini-exposição com as obras do filho. Aos 15 anos Dalí realizou sua primeira exposição pública no Teatro Municipal de Figueres. Dois anos depois, foi morar em Madri onde estudou na Academia de San Fernando. Lá, teve contato com os movimentos Cubista – nessa época pouco conhecido na Espanha- e Dadaísta. Porém, em 1926, Dalí foi expulso da Academia antes das provas finais por desacato: o pintor disse que ali não havia ninguém com capacidade suficiente para julgar o trabalho dele.      

  “Uma vez em Paris, tomarei o poder!”
Salvador Dalí 

 Após esse episódio, Dalí deu uma guinada na vida artística. Viajou para Paris, onde conheceu o ídolo Pablo Picasso. Influenciado pelo cubista, por Juan Miró e pelos artistas renascentistas, Dalí começa a expressar no papel o que se passava no inconsciente dele: sonhos, medos da época de criança, lembranças, desejos, fantasias, imagens descontextualizadas ou distorcidas. A Sexualidade, a morte, o nojo, as paisagens da Espanha e a religiosidade são temas frequentes em seus quadros. Incompreendido pela maioria das pessoas, ele foi chamado de louco várias vezes. Mas, em um ponto todos se rendiam a Dalí: a excelente qualidade plástica de suas obras. O artista utilizava um pincel bem fino para que as pinceladas ficassem imperceptíveis nas obras, deixando-as com aparência de fotografias. 

A tela “A persistência da Memória” (1931) se tornou o trabalho mais conhecido do artista. A obra aborda a teoria de Einstein sobre a relatividade do tempo. A inspiração do pintor veio de um queijo Camembert derretendo com o calor que faz durante o verão europeu.  

Outro clássico de Dalí, que “vira-e-mexe” aparece em questões de vestibulares, é “Sonho Causado Pelo Voo de uma Abelha ao Redor de uma Romã um Segundo Antes de Acordar” (1944). Esta obra marca a presença de um elemento recorrente nas obras do espanhol: os elefantes.

“Você tem que criar a confusão sistematicamente, isso liberta a criatividade. Tudo o que é contraditório cria vida.”
Salvador Dalí

Dalí ingressou no grupo Surrealista em 1929. Seu talento é indiscutível: produziu mais de 1.500 quadros ao longo da carreira, fez ilustrações para livros (como Dom Quixote e Alice), desenhos para cenários de teatro, litografias, esculturas e fotografias. Redigiu roteiros para cinema e catálogos de exposições. Criou 39 jóias entre 1941 e 1970, sendo a mais famosa o “The Royal Heart” feito em ouro e diamantes (abaixo). O artista também desenhou frascos de perfume e roupas para grifes como Christian Dior. Entre suas criações como estilista estão um sapato em forma de chapéu e uma rosa para um cinto com fivela no formato de lábios.

Dalí também era “queridinho da mídia”. Além de participar de programas de TV, como o que apareceu junto do elefante, Dalí participou de um anúncio de TV para a Lanvin Chocolates, em 1968. No ano seguinte, exerceu sua face publicitária criando o logotipo da empresa Chupa Chups. 

“A diferença entre as lembranças falsas e verdadeiras é a mesma das jóias: as falsas sempre aparentam serem as mais reais, as mais brilhantes.”
Salvador Dalí
  
Em 1942, Dalí mostra seu lado escritor lançando o primeiro livro de vários que viria lançar nos anos seguintes: a sua autobiografia, “A vida Secreta de Salvador Dalí”. Dois anos depois, o romance “Hidden Faces” (rostos ocultos) é publicado pela editora Dial Press. Quando ele já colhia os “louros da fama”, sua irmã Ana Maria escreve uma biografia sobre ele: “Dalí visto por sua irmã”. Na obra, ela contradiz a autobiografia escrita por ele e isso o deixa muito sentido, mas tão sentido que Salvador Dalí nunca perdoou a irmã pelo que ela fez.

“Sem uma audiência, sem a presença de espectadores, essas jóias não iriam cumprir a função para a qual ansiei. O espectador, então, é o melhor artista.”
Salvador Dalí
  
A participação de Salvador Dalí no cinema começa com o curta “Un Chien Andalou” (1929), em parceria com Luis Buñuel e termina, postumamente, com o Curta de animação “Destino” (2003), uma parceria entre Dalí e Walt Disney. O curta “Um Chien Andalou” é amplamente lembrado até hoje por seus gráficos cena simulando a abertura de um globo ocular com uma navalha. Em 2008, foi lançado o filme “Little Ashes” sobre o pintor. Vários documentários também foram feitos abordando a vida e a obra do artista contemporâneo.

“Quando as criações de um gênio colidem com a mente de um leigo, e produzem um som vazio, há uma pequena dúvida sobre de quem é a culpa”
Salvador Dalí

Edward James ajudou Salvador Dalí a emergir no mundo da arte através da compra de muitas obras do artista e apoiando-o financeiramente durante dois anos. Os dois ícones do Surrealismo: o “telefone-lagosta” (1938) e o “Sofá-lábios de Mãe West Durante” (1937) também foram criados por Dalí.
  
“É o bom gosto, e somente o bom gosto, que possui o poder de esterilizar e é sempre o primeiro obstáculo para qualquer funcionamento criativo.”
Salvador Dalí

Foi em agosto de 1929, já então com 25 anos e com a carreira estabilizada, que Dalí conhece o amor de sua vida: a imigrante russa Elena Ivanovna Diakonova, mais conhecida como Gala Éluard. Nem o fato da diferença de idade (ela era dez anos mais velha que ele), nem o ato de adultério (era esposa do poeta surrealista Paul Éluard) impediram a paixão dos dois. Um amor verdadeiramente imensurável e raro de se ver. Gala se tornou a musa dos quadros e o centro das atenções de Dalí. Quando Gala morre em 1982, Dalí sofre um baque tão forte que perde a vontade de viver. Com a saúde já debilitada desde 1980, Dalí entra em depressão e para de se alimentar. Em 1984, desorientado, põe fogo no próprio quarto no Castelo de Pubol (que comprara para Gala e onde ela foi enterrada). Até hoje não se sabe as causas do incêndio: especula-se que tenha sido uma tentativa de suicídio ou de homicídio contra um empregado. Ou ainda que tenha sido negligência de seus funcionários. Dali foi salvo e levado de volta para o teatro-museu onde permaneceu até dezembro de 1989, quando foi levado ao hospital. No dia 23 de janeiro de 1989, aos 84 anos, Salvador Dalí morre de insuficiência cardíaca e é sepultado na cripta do seu teatro-museu.

“Se morro, não morrerei totalmente”
Salvador Dalí

Galeria de Obras do artista - disponível em: https://salaseteartes.wordpress.com/pintura-2/galeria/


O amor na arte - disponível em: https://salaseteartes.wordpress.com/pintura-2/o-amor-na-arte/


Ah, o amor!!
 
O Dia dos Namorados foi no último sábado (12), mas nunca é tarde para falar de amor. Salvador Dalí, bem como outros artistas, teve uma musa: a russa Gala Éluard, que conheceu, em 1929, na casa do então marido dela, Paul Éluard. Uma mulher por quem se apaixonou e por quem morreu. 

Ambos viveram um romance digno de filme e repleto de obstáculos. O primeiro, Gala era casada. O segundo, ela era 10 anos mais velha que Dalí. O terceiro, a oposição do pai dele ao relacionamento. Mesmo assim, contra tudo e contra todos, eles se casaram em 1934 e tiveram uma filha.

Gala foi personagem de várias telas do artista, como “Galatéia das Esferas”, “O descobrimento da América por Cristovão Colombo” e “O Grande Masturbador” só para citar algumas.

 Sabe aquela história de todo namorado: “Se eu pudesse eu comprava a lua para você!”? Pois é! Dalí não comprou a lua, mas um castelo medieval para Gala. Muitos surrealistas acusavam Gala de ser gananciosa e por isso ter feito Dalí banalizar sua arte em troca de dinheiro. Mas, acusações a parte, Dalí amava Gala ao ponto de nunca recusar nenhum pedido dela.

 Algumas biografias citam que no final do relacionamento Dalí  e Gala já não se amavam tanto como no ínicio. Que ela tinha numerosos amantes mais jovens e que Dalí tomava remédios para depressão. Mas, ele não deixou de amá-la.

 Em 10 de junho de 1982 Gala morreu e Dalí entrou em depressão, perdendo a vontade de viver. Por vezes ficou desidratado e teve de ser alimentado por uma sonda nasal porque se recusava comer. Gala foi enterrada no castelo de Pubol e foi para lá que Dalí se mudou depois da morte dela. Sete anos depois, ele morreria.

 

Moda - disponível em: https://salaseteartes.wordpress.com/pintura-2/o-estilo-de-salvador-dali/

O estilo surreal de Salvador Dalí
  
Por Chandra Santos
 
Se você arrepia os cabelos ao ver a cantora norte-americana Lady Gaga com seu estilo inusitado é porque não conhece a história de Salvador Dalí. A musa loira já apareceu com numerosos trajes esquisitos em diversas ocasiões e parece que a criatividade da norte-americana não tem fim e nem limites. Mas, o que dizer de Salvador Dalí? Bem, só se começarmos pelo principio…

Desde a época que ingressou na Academia de Artes, Dalí já chamava a atenção nas ruas. Era tido como um excêntrico de cabelo comprido, que usava um grande laço preso ao pescoço, calças até ao joelho, meias altas e casacos compridos. O tempo passou e o artista ficou conhecido pela excentricidade e pelo seu exibicionismo. Em vários momentos da carreira demonstrou que não era igual aos demais artistas tanto nas obras quanto nas atitudes.

Existem muitos episódios curiosos na vida de Dalí, dentre os quais se podem destacar a vez em que chegou numa limusine cheia de couves-flores na inauguração de um evento. Ou quando se apresentou sua arte aos críticos usando um escafandro (roupa de mergulho) fazendo com que estes não compreendessem nada do que ele estava dizendo. Isso, sem contar quando apareceu montando em um elefante tingido de cor-de-rosa em um programa de TV.

Sua admiração por tudo que era excessivo, reluzente e luxuoso vinha, segundo ele próprio, da “linhagem árabe” de sua família, descendente dos Mouros – que dominaram o sul da Espanha durante 800 anos.

 Sua esposa Gala era tão exibicionista e excêntrica quanto ele. O Casal protagonizou junto diversos episódios engraçados, curiosos e algumas vezes de mau gosto. Como a vez em que apareceram fantasiados de bebê Lindbergh e seu sequestrador em uma exposição em Nova York. O fato chocou a todos e enfureceu os surrealistas.

A cantora norte-americana Lady Gaga pode ser considerada um ícone surreal do século XXI. Famosa, rica, colorida, sucesso de vendas e polêmica do modo de se vestir à vida particular. Basta dar uma “googleada” na internet que você vai descobrir muitas fotos da cantora com diversos looks na rua, nas premiações, nos shows, nos videoclipes, etc.

O Artista Plástico Carlos Borges destaca a importância que Dalí teve com suas extravagâncias:

“Acho Dali importante para divulgar a arte e para “quebrar” a resistência quanto à arte moderna. Existe um preconceito (do tipo “isso eu também sei fazer”) quanto à arte que não se baseia na habilidade pelas pessoas menos informadas ou com a mente menos aberta. Dali fazia muito bem desenho de observação e foi um dos artistas modernos que as utilizou. Mas confesso que não chego a ser um grande fã dele.  Prefiro Rene Magritte, porque considero que esse artista Belga trata de questões mais profundas. Mas Dalí conquistou espaço na mídia para os artistas plásticos (não são muito atraentes, se comparados a atores e músicos,  se não fizeram extravagâncias). Então, embora as questões que ele tratou tenham ficado no passado (a meu ver, de modo diferente de Magritte), continua a ser útil para o ensino e para a difusão da arte moderna, pois seu trabalho é atraente para um público não iniciado”, explica Carlos.

Onde encontrar Salvador Dalí disponível em: https://salaseteartes.wordpress.com/pintura-2/museus/

Por Chandra Santos
 

O Teatro-Museu Salvador Dalí começou a ser construído na cidade de Figueres, na Espanha, na década de 60. Construído sobre as ruínas do antigo Teatro de Figueres, uma construção de 1850 destruída durante a 2ª Guerra Mundial, o local foi projetado pelo próprio Salvador Dalí. Ele queria que as pessoas tivessem uma experiência real, explorando o seu mundo único.  No site da fundação há palavras de Dalí sobre o projeto:

“É óbvio que existem outros mundos, isso é certo, mas, como eu disse muitas vezes, esses outros mundos estão em nossas vidas na terra, e precisamente no centro da cúpula do Museu Dali, onde todo o mundo, novas e insuspeitadas alucinatória do Surrealismo “, explicou Salvador Dalí.

Em 1974 o local foi inaugurado e até hoje conta com o maior acervo sobre o artista. Desde as primeiras obras até as mais recentes. No local funciona ainda o Museu das Joías de Salvador Dali. E na cripta do castelo há o túmulo do artista.

Em Portlligat, em Cadaqués, na Espanha há outro museu do artista. Trata-se da casa onde ele morou até 1982, quando Gala morreu e ele se transferiu para o Castelo de Púbol.

O Castelo de Púbol, que Dalí comprou para Gala, é terceiro museu do artista. Inaugurado em 1996, lá está enterrada a esposa do artista. O local foi construído  provavelmente nos séculos XIV ou XV e reformado na década de 70. Foi a última residência de Salvador depois da morte de Gala.

Nos Estados Unidos existe um museu sobre Salvador Dalí, o The Dalí Museum.  Enquanto que em Paris é possível visitar a exposição permanente sobre o artista, a Espace Dalí Montmartre.

A estudante de Publicidade Thayná Pinheiro é uma fã do trabalho de Dalí:

“Eu acho pintura uma arte muito interessante, onde o pintor expressa o seu “eu” ali naquela tela. Meu primeiro contato com as obras de Salvador Dalí foi em uma matéria que fiz na faculdade, desde então, tenho muita vontade de conhecer algum museu deste artista e analisar de perto as obras dele”, declara Thayná.




A origem do Modernismo brasileiro

Por Chandra Santos

As ideias surrealistas vieram para o Brasil na década de 1930 e foram absorvidas pelo movimento Modernista. A pintora Tarsila do Amaral e o escritor Ismael Nery foram os mais influenciados. Além deles, a escultora Maria Martins, o pintor pernambucano Cícero Dias, o poeta Murilo Mendes e os escritores Aníbal Machado e Mário Pedrosa também acrescentaram elementos surreais em suas obras.

 A Semana de 22 foi o ápice do movimento Modernista no Brasil. Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos e Tarsila do Amaral são algumas das personalidades que estiveram presentes no evento ocorrido nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro no Teatro Municipal de São Paulo. Considerada um marco na arte brasileira, por propor a ruptura com o passado, a Semana de 22 revolucionou a Literatura, a música, a pintura, a poesia e a escultura. O poema “Os Sapos” rendeu a Manuel Bandeira muitas vaias durante a apresentação. Os concertos musicais de Villa-Lobos foram outra novidade. As maquetes de arquitetura e as telas das artes plásticas também. No momento em que ocorria, a Semana sofreu numerosas críticas. Mas, passados os anos, seus participantes impregnados do ideário modernista fundaram estilos diferentes que culminaram na cultura brasileira contemporânea.

 Tarsila do Amaral pintou, em 1928, uma das obras mais importantes do Modernismo: o “Abaporu” (do Tupi- Guarani: o homem que come).  A tela foi um presente ao então marido Oswald de Andrade. Observando a tela ele criou o Movimento Antropofágico cuja ideia principal era “deglutir” a cultura européia incorporando-a a elementos da nossa cultura. Nesse período, Tarsila também pintou “O Lago” (1928); “O Ovo” ou “Urutu” (1928); “A Lua” (1928); “Cartão Postal” (1929) e “Antropofagia” (1929).  

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 Pingue – Pongue: Tuneu
  

O artista Tuneu na exposição "Puro Espaço"

O artista Antonio Carlos Rodrigues, ou simplesmente Tuneu, teve o privilégio de ser aluno de Tarsila do Amaral entre 1960 e 1966. Confira abaixo a entrevista com o artista feita em maio de 2010 por e-mail.

 1- Qual a importância da arte na vida do povo brasileiro? 

“A importância da arte poderia ser maior se o país acreditasse na qualidade de seus artistas e  fizesse parte da vida das pessoas pela divulgação ou um ensino melhor da história da arte.”

  2- Como foi ser aluno da Tarsila do Amaral?

“Ser aluno de Tarsila é claro que foi um previlégio. Mas o mais importante é o estimulo para você se apaixonar pela arte que um mestre é capaz.”

 3- Qual conselho daria aos jovens que pretendem seguir a carreira artística (como pintores, escultores…)?

  “Trabalhar muito, desenhar muito, muita disciplina e paixão.” 


E1 News - responsável pela editoria trânsito/transporte público


Barra da Tijuca: O transporte público na Barra ainda tem jeito - disponível em: https://e1news.wordpress.com/editorias/transito-transporte-publico-2/barra-da-tijuca/


Por Chandra Santos
 

O transporte público na Barra da Tijuca sempre foi complicado. Da década de 60, quando o bairro ainda era uma vila de pescadores, até hoje, um bairro em expansão, muita coisa mudou. O transporte, que era reduzido, concentra diariamente nas principais avenidas um número muito alto de ônibus, carros, caminhões, vans e motos. Os Jogos Olímpicos de 2016 deixarão um legado para o bairro nos quesitos transporte público e trânsito. Algumas das obras ainda não saíram do papel. Outras, como a Linha 4 do metrô, já começaram. 

A história do transporte público na Barra começa na década de 60 com três linhas de ônibus: 547 (Hotel Leblon X Barra da Tijuca), 647 (Alto da Boa Vista X Barra da Tijuca) e 748 (Cascadura X Barra da Tijuca). Na década seguinte, com a construção da Avenida das Américas e da Via 11 (hoje, Avenida Ayrton Senna), a frota aumentou, mas os horários dos carros continuavam irregulares. Foi por causa da especulação imobiliária, em 1980, que o transporte começou a melhorar na região. As empresas Amigos Unidos, Redentor, Jabour e Pégaso fixaram linhas no local. Algumas delas, como a 854 (Campo Grande x Barra da Tijuca) e a 882 (Santa Cruz X Barra da Tijuca), das empresas Jabour e Pégaso, respectivamente, existem até hoje. 

Na década de 90, a Barra da Tijuca se tornou o Eldorado Carioca e o transporte público começou a se modificar. Além da frota pública, foram incorporados os ônibus dos condomínios (particulares). No início do século XXI, além destes, as linhas do Metrô de superfície, operadas pelas empresas Pégaso, Jabour e Litoral Rio, interligam a Barra a diversos pontos da cidade, como, por exemplo, Del Castilho e General Osório. As linhas Barra X Baixada entraram em circulação no ano de 2008, sendo uma das empresas que as operam, a Vera Cruz, pioneira com a linha Duque de Caxias X Barra da Tijuca. 

Na hora do rush, os engarrafamentos atrasam o transporte na região. Os pontos e os veículos ficam lotados e, como conseqüência, as pessoas tornam-se estressadas. Os passageiros acusam as empresas de reduzir o número de veículos. Estas alegam que não reduziram e não podem aumentar a frota no horário por causa dos prejuízos com os ônibus que circulam durante o dia semivazios. 

No início do ano, a prefeitura divulgou um ranking com as piores empresas de ônibus, segundo as reclamações recebidas na ouvidoria da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). Das cinco piores, três possuem linhas na Barra. Esse ranking foi revisto no final de abril e constataram-se outras empresas entre as cinco piores. E, dentre elas, apenas uma possui linhas na Barra: a Pégaso. A empresa é responsável por oito linhas da região: 1135 (Santa Cruz x Castelo), 1133 (Recreio dos Bandeirantes x Castelo), 460S (Itaguaí – Barra da Tijuca), 387 (Carioca -Marambaia), 882 (Pedra de Guaratiba- Barra da Tijuca), 882 (Pingo d’àgua- Barra da Tijuca), 882 (Sepetiba- Barra da Tijuca) e 882 (Santa Cruz- Barra da Tijuca). 

O Secretario Municipal de Transportes Alexandre Sansão explicou ao jornal O Globo como o resultado desse ranking será utilizado:

 “Vamos aos pontos finais verificar desde a documentação do veículo até o estado de conservação. Conforme o que for verificado, esses coletivos podem ser multados ou até rebocados para depósitos”, disse Alexandre.


Dicas! Como lidar com o estresse provocado pelo trânsito? - Disponível em: https://e1news.wordpress.com/editorias/transito-transporte-publico-2/saude/


Por Chandra Santos

Um dos maiores problemas das grandes cidades são os engarrafamentos. Além de atrasar as pessoas para os compromissos e ser um incômodo a mais para quem usa transporte coletivo, eles são umas das causas do estresse que acomete as pessoas diariamente. Os jornais mostram com frequência casos de violência no trânsito, muitas vezes por motivos fúteis, como o ocorrido com o cozinheiro que foi morto dentro de um ônibus em Botafogo, na zona sul da cidade, porque não quis fechar a janela do veículo.

A psiquiatra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) Alexandrina Meleiro explica por que as pessoas costumam se estressar no trânsito:

“Um dos motivos de estresse no trânsito surge porque a pessoa que está parada no carro está pressionada por outras obrigações, como ir ao médico, buscar o filho na escola e, em geral, ela não planeja a agenda com antecedência”, explica a psiquiatra.

A jornalista Graça Paes não tem problemas constantes com engarrafamentos, embora nas poucas vezes em que aconteça sua saúde seja afetada:

“Eu sou extremamente pontual, então, engarrafamento não me estressa. Mas quando vejo que a hora está passando e que vou me atrasar, fico logo nervosa, agitada, ligo para quem está a minha espera. Começo a suar, a pressão arterial cai, às vezes fico até com náuseas. Dependendo do horário perco a fome. Se for a noite, certamente atrapalha meu sono”, explica Graça.

O Portal Terra divulgou dicas valiosas para combater o estresse no trânsito. Além delas, o E1News sugere que os passageiros do transporte coletivo se distraiam no trajeto. Pode ser ouvindo música em um MP3, lendo uma revista ou um livro. Enfim, o importante é não fixar a atenção no relógio e no congestionamento.


Matéria Especial - A volta dos ônibus executivos - disponível em: https://e1news.wordpress.com/editorias/transito-transporte-publico-2/materia-especial/



Por Chandra Santos

Eles são grandes, espaçosos e confortáveis. Na paisagem carioca, se destacam dos demais. De uns anos para cá quase todas as empresas do município tem uma frota de ônibus executivos. Qualidade e conforto são as exigências dos usuários dessas linhas, que não se importam de pagar um pouco mais pelo serviço. De câmeras de segurança e Ar-Condicionado até Wi-Fi e TV os Tarifas conquistaram o coração dos cariocas.

A história dos Frescões na cidade do Rio de Janeiro está ligada a crise do petróleo.  As linhas foram criadas para as classes médias e altas deixarem o carro em casa e usar o transporte público. As empresas vendiam pacotes mensais ou semanais para os passageiros que eram fidelizados na empresa. Foi em 1973, com a linha 2113 Castelo X Taquara (via Zona Sul) da empresa Redentor, que eles começaram a circular. Outras empresas da época são as extintas Caprichosa e Três Amigos e as atuais Matias e Viação Acari. A decadência começou em 1981, quando a crise econômica reduziu o poder aquisitivo dos usuários.  Após 1984, só restaram três empresas operando esses ônibus: Redentor, Real e Expresso Pégaso.

Do final dos anos 90 até hoje, as crises econômicas foram controladas, as pessoas estão ganhando mais e voltando a ter conforto. Da baixada fluminense até a Zona Sul a maioria das empresas hoje roda com ônibus executivos.

Empresas como a Auto Viação Jabour prezam pela qualidade dos serviços prestado com os Tarifas mantendo-os limpos e aumentando a frota. Já a Real preza pela tradição. Atualmente a empresa é a única a ter a linha interligando o Aeroporto Internacional ao Terminal Alvorada. Além dessas, empresas como a 1001 (que liga o Rio a São Paulo); Nossa Senhora do Amparo (liga a Região dos Lagos) e Cidade do Aço (liga ao sul do estado); modernizaram suas frotas incluindo até ônibus de dois andares.

De olho na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016 as empresas vêm treinando seus funcionários. Na Real, os motoristas que fazem a linha 2018 (Aeroporto X Alvorada) estão aprendendo inglês para se comunicar com os turistas que utilizam a linha.

“É interessante ver o que estamos fazendo. Da minha sala consigo ouvir os motoristas falando em inglês. A gente percebe que eles estão mesmo animados”, contou o presidente da Real Auto Ônibus, Cláudio Callak em entrevista ao Jornal Extra.

Wagner Montes faz um comentário no fim dessa matéria sobre a necessidade de operar ônibus executivos na zona oeste da cidade. As empresas Jabour e Pégaso já operam linhas para o Castelo com saída de Campo Grande, Pedra e Santa Cruz utilizando esse tipo de ônibus. Os Tarifas de ambas as empresas passam pela Barra, Zona Sul, Bangu e Avenida Brasil.

 

Preparando para os jogos - Projetos preveem melhorias no trânsito da cidade para receber os Jogos - disponível em: https://e1news.wordpress.com/editorias/transito-transporte-publico-2/rio/ 

Por Chandra Santos

O trânsito na cidade do Rio habitualmente é complicado. Acidentes, blitz, carros enguiçados, excesso de veículos, falta de respeito às leis de trânsito por parte dos pedestres (e, principalmente, dos motoristas). Tudo isso contribui para que a cidade viva em colapso todos os dias entre 7h e 10h e entre 16h e 19h, o chamado horário do rush. Quando chove é pior ainda. As pistas escorregadias contribuem para os acidentes e os bolsões de água impedem veículos pequenos de circular em determinadas áreas.

Os engarrafamentos são constantes, principalmente na Avenida Brasil, Linhas Vermelha e Amarela, Avenida Perimetral, Avenida Presidente Vargas, Avenida das Américas, Borges de Medeiros, Epitácio Pessoa, Autoestrada Lagoa-Barra.

A Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 vão deixar um legado para a cidade em relação a trânsito.  Durante debate no Clube de Engenharia em março desse ano, o secretário estadual de Transportes Julio Lopes destacou três projetos que são fundamentais para as melhorias no trânsito da cidade. São eles, a construção da Linha 4 do Metrô (ligando Botafogo a Barra), aquisição de novos trens e o  BRT da Avenida Brasil.

Ainda de acordo com o secretário, a Linha 4, que beneficiará 240 mil pessoas por dia, conta com um investimento de R$ 4 bilhões. E que o governo do Estado, a pouco mais de dois mil dias do evento olímpico dispõe de R$ 300 milhões para obras este ano.

Já nos trens, 38 composições foram reformadas e equipadas com ar-condicionado. A previsão é que em até os jogos olímpicos, em agosto de 2016, 90 composições sejam adquiridas e 94 trens sejam reformados. Além disso, as estações que atenderão aos jogos serão reformadas.

Na Avenida Brasil, onde 440 mil passageiros são transportados por hora em mais de 420 ônibus e 9,2 milhões de viagens são feitas por dia, o Corredor Expresso Metropolitano (BRT) vai reestruturar o trânsito saturado e revitalizar a via. O BRT terá 20 quilômetros expressos ligando a Baixada ao Centro.

Convergência XYZ - desempenhou a função de Editor Assistente, Webmaster e Repórter.



O território livre da internet propicia o surgimento de novos negócios e a inteligência coletiva. Isso não é só uma afirmação de estudiosos no assunto, como Pierre Lévy. É realidade e tendência cada vez mais forte no mercado de trabalho atual.

O site Rio&Cultura, por exemplo, possui uma média de 45 mil acessos/mês. O veículo de comunicação, que nasceu de forma empreendedora em outubro de 2008, é um sucesso dentro do segmento cultura.

O sócio-diretor da empresa Simetria Arte Comunicação e administrador do Rio&Cultura, Gustavo Nardelli, 40 anos, relembra: “O site foi criado depois de uma pesquisa que constatou a inexistência, na internet, de um portal que divulgasse não apenas a programação considerada de “grande circuito” (cinema, teatro e shows), mas um conteúdo que desse maior ênfase às artes plásticas e visuais conjugadas à arquitetura, ao patrimônio e à história. Após um ano de atividades, em outubro de 2009, o site conquistou um número recorde de mais de 15.460 acessos em apenas um mês”, conta o publicitário e designer gráfico.

Além do site, o Rio&Cultura também está nas redes sociais (Orkut, Facebook, Myspace, Multiply, Twitter e Goggle+).  Gustavo explicou que a atuação varia de acordo com o perfil de cada rede: “Entramos na mídia social com o intuito de divulgar o conteúdo do site e fazer com que ele seja mais conhecido e divulgado pelos leitores. A mídia social é um conglomerado de pessoas que possibilitam a interatividade e a divulgação de conteúdo interessante. Encontramos um nicho de pessoas que gostam de informação e arte, sobre o Rio de Janeiro, e, dessa forma, conseguimos aumentar nossos acessos”, afirma frisando que o maior percentual de acessos ao site pelas redes sociais vem do Facebook.

Outros casos

E não é só o Rio&Cultura que faz sucesso. O administrador Leandro Vieira, de 34 anos, é outro caso de sucesso na rede. Ele criou junto com amigos, ainda na época da faculdade, o site administradores.com.br para divulgar notícias referentes à profissão. Hoje, a página conta com mais de três milhões de acessos por mês e tornou-se referência na área de Administração.

VIVENDO BEM - disponível em http://blogvivendobem.blogspot.com/2009/11/as-dificuldades-de-manter-uma-vida.html

As dificuldades de manter uma vida saudável hoje em dia
POSTADO POR VIVENDO BEM DOMINGO, 22 DE NOVEMBRO DE 2009 - Por Chandra Santos
“Antigamente as pessoas eram mais saudáveis”, “o tempo acompanhava a natureza”, “as cidades eram menos poluídas”. Pelo menos uma destas frases você já ouviu no seu dia-a-dia atribulado e veloz. Hoje, há pouco tempo para as pessoas cuidarem de si. Seja na alimentação, nos exercícios físicos ou no tempo destinado ao sono, temos deixado de cuidar daquilo que nos é fundamental: nossa saúde.
O excesso de trabalho combinado com a escassez do tempo e as novas tecnologias têm resultado num problema de saúde global porque as pessoas perderam o controle sobre suas vidas: não há hora para alimentação, o que as leva aos fast-foods; não há controle sobre o tempo que passam em frente aos monitores, o que pode causar problemas de visão, sedentarismo e LER (Lesão por Esforço Repetitivo). A depressão e o Estresse, causados por essa desregulação na vida, são consideradas as doenças do século XXI. 
A Jornalista Graça Paes, de 32 anos, destaca porque é difícil largar o computador para fazer atividades físicas: “O computador nos faz perder a noção do tempo. Se começarmos a vasculhá-lo e procurar informações, nem vemos a hora passar e aí é realmente complicado, pois ficamos estagnados e sedentários. Perdemos na frente do computador, na maior parte das vezes, um tempo precioso no qual poderíamos estar realizando atividades físicas.”
O maior desafio para as pessoas que querem fazer exercícios para se manter saudáveis é encontrar tempo para fazê-los. Graça confirma: “Há mais de um ano eu não pratico regularmente exercícios físicos. Devido ao trabalho e ao término da minha monografia, o tempo está muito curto, mas para equilibrar eu caminho todos os dias, pelo menos 20 minutos, além de realizar as tarefas rotineiras de um lar”, conta Graça.
O Web Designer Marcos Cavalcante, também com 32 anos, tem o hábito de correr na praia, pela manhã, seis vezes por semana e faz aulas de dança a noite.
A Designer de Moda Ceres Nogueira, da mesma idade, também gosta de correr na praia, mas é outra que não tem tido tempo para praticar exercícios: “Não tenho feito muitas atividades físicas nesse semestre, mas amo correr na praia e nadar na piscina, além, claro, de uma boa Yoga e musculação. Semestre que vem vou voltar a fazer isso”, prevê Ceres.
Já a estudante Thayná Pinheiro, de 18 anos, reserva o tempo da noite para fazer diversas atividades físicas durante a semana na academia: “De segunda à sexta faço corrida, spinning e musculação”, conta Thayná. 
O exemplo de Thayná confirma que não são as tecnologias que nos fazem mal, e sim a má administração do tempo que passamos junto a elas. Hoje, já existem tecnologias que nos favorecem quando o assunto é saúde, sem contar que as evoluções tecnológicas têm ajudado em muitos campos do saber, inclusive  na medicina.
Preocupação com a alimentação 
Ter uma alimentação saudável com uma dieta equilibrada ajuda a manter o corpo saudável. É importante prestar atenção ao que se come em casa e fora dela. Os alimentos oferecidos pelos fast-foods são conhecidos como vilões da saúde. O Blog Vivendo Bem foi ouvir o que as pessoas pensam sobre o assunto, e constatou que as opiniões divergem: enquanto a estudante Thayná Pinheiro, de 18 anos, destaca o papel nocivo deles, a, também estudante Louise Duarte, de 30 anos, destaca as mudanças que ocorreram nas lanchonetes para oferecer mais saúde aos clientes e a praticidade desses restaurantes em meio a correria diária.
“Como em fast-foods uma vez a cada 2 meses, em média. Acho que fazem muito mal à saúde”, declara Thayná.
“Eu sou adepta do fast-food, especialmente quando estou com pressa, o que acaba sendo ótimo, mas não costumo ir sempre. Acho que os fast-foods melhoraram bastante de uns anos para cá. Hoje em dia, vendem até saladas e maçã. Acho que eles estão tentando se adaptar com os diversos tipos de público”, defende Louise.
Muitos dos entrevistados comentaram como fazem para manter a alimentação da família. A designer de moda Ceres Nogueira, de 32 anos, comentou sobre sua alimentação: “eu sempre compro coisas boas no mercado, muitas frutas e verduras sempre”, conta.  
A jornalista Graça Paes, da mesma idade, expõe a preocupação com o que o filho come: “É difícil controlar a alimentação dos filhos, ainda mais quando eles entram na fase da adolescência. Como o meu filho não tem tendência a engordar, pelo contrário, ele é magrinho e joga futebol todos os dias, ele tem uma alimentação balanceada, mas, como todo adolescente abusa do fast-food, doces, sorvetes. Eu, até por ele fazer parte de um time de futebol, procuro orientar, mostrar o que é bom e o que é ruim, mas não o controlo”, descreve Graça.
Ceres ainda não tem filhos, mas já sabe como vai cuidar da nutrição deles: “Não tenho filhos, mas quando os tiver com toda certeza eles farão dieta sim. Comerão sempre alimentos escolhidos por mim”, antecipa.

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