Raimundo Rodriguez expõe em Niterói





O artista plástico Raimundo Rodriguez inaugura na próxima terça (03) a exposição de nome homônimo no Sesc Niterói. A mostra reúne obras que são fruto da sensibilidade do artista, como explica o trecho abaixo extraído do texto disponível no site do artista:
"É possível perceber que suas obras são fruto da união entre o mortal e o imortal, do visível com o invisível. Um objeto morto [invisível], aos olhos do artista encontra desejos e sonhos [visíveis] acima do que a cultura estabelecida pode permitir, com qualidades estéticas igualmente acima daquelas próprias aos objetos em seus antigos cotidianos. Neste conjunto de gestos estão fortemente presentes as ideias de Travessia e Destino, elementos sagrados com os quais o artista parece deslocar-se, indo e vindo, como quem lida de forma selvagem e ao mesmo tempo reflexiva, evocando cores e texturas através de um gesto religioso", ressalta o texto do diretor Luiz Fernando Carvalho.
A mostra fica em cartaz até o dia 28 de agosto sempre de terça a sábado, das 8h às 17h.

O Sesc Niterói fica na Rua: Padre Anchieta, nº 56.

Texto: Chandra Santos

Julio Ferreira Sekiguchi no Espaço Imaginário




Imagem: Divulgação/ Espaço Imaginário

O artista plástico Julio Ferreira Sekiguchi inaugura a partir do próximo dia 03, às 18h, a exposição "Centro-Livre" na Galeria Espaço Imaginário, na Lapa. A individual se divide em três momentos:
"Modelo para reconstrução de camisa, que nasce da apreciação a um objeto aparentemente banal; como a camisa de listras laranja, as 16 rodas de oração, onde o público é convidado a interagir diretamente com 16 objetos circulares com o objetivo de fazer a ligação do homem com o universo espiritualista através da arte - uma verdadeira celebração ao sincretismo, e os Regeneradores que são compostos por 17 caixas, onde é possível encontrar as pesquisas mais complexas do artista.", como explica o artigo da Doutoranda Renata Gesomino disponível no blog da exposição.
Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Julio Ferreira Sekiguchi assistindo ao vídeo abaixo:



Quem quiser prestigiar a mostra pode comparecer a galeria de segunda à sexta, das 11h10 às 21h. A  exposição termina no dia 18 de agosto.

A Galeria Espaço Imaginário fica na Lapa: Avenida Gomes Freire, nº 457

Texto: Chandra Santos

Sergio Allevato na Artur Fidalgo




 

A Galeria Artur Fidalgo recebe, a partir do próximo dia 04, a primeira exposição individual do artista Sergio Allevato. A mostra reúne trabalhos que a primeira vista parecem apenas arte botânica. Mas, na realidade, vão além disto ao dialogarem com personagens do imaginário infantil, como Mickey, Hanna Barbera e Pinóquio. Dividida em pequenas séries - como “Atlas Botânico” e “Rio de Janeiro” - a exposição tem entrada franca e está em cartaz no espaço até o dia 04 de setembro.

De acordo com informações divulgadas no release da exposição, o trabalho mistura elementos de pesquisa botânica com a criatividade do artista de modo a conduzir o expectador a refletir sobre as obras:
"O jogo proposto pelo artista é assim estendido a uma ampla pesquisa da botânica e da nacionalidade ou afinidade territorial dos personagens de desenhos animados e HQs."
"Há uma parte da planta de que o personagem de gibi freqüentemente se apossa: o órgão reprodutor. Em um dos trabalhos, o Pinóquio “excitado”, é o androceo da Amaryllis. Tanto o desenho que descreve cientificamente a espécie botânica quanto o personagem infantil –, que remetem, respectivamente, ao controle da natureza e à pureza da infância –, são deslocados. (...) A mistura inesperada de campos díspares deixa o observador desconfiado, como quem está diante de um trabalho malicioso, em que as coisas – a infância, a natureza, a cultura –, não são o que parecem."
A mostra está em cartaz de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h e aos sábados, das 10h às 14h.

A Galeria Artur Fidalgo fica em Copacabana: Rua Siqueira Campos, nº 143, loja 147

Texto: Chandra Santos

Museu Nacional de Belas Artes recebe exposições de Sergio Telles e Paiva Brasil




Obra de Paiva Brasil

As mostras “Jogos da Arte” e "Caminhos da Cor" continuam em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes, na Cinelândia, até o dia 30 de agosto.  A primeira, que comemora os 80 anos de vida do artista Paiva Brasil, reúne 33 obras do pintor - sendo 18 delas recentes. Já a de Sergio Telles, traz, entre outras, 53 óleos sobre tela, 37 aquarelas sobre papel e 14 desenhos. As exposições mostram as visões diferentes dos artistas: enquanto Paiva utiliza o rigor construtivista e o geometrismo abstrato nas obras, Sergio se preocupa com as possibilidades sensoriais, as cores e os traços.


Quem quiser prestigiar as exposições, deve ficar atento aos horários. O MNBA funciona de 3ª a 6ª feira, das 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Entradas inteiras custam R$ 5. 

O Museu Nacional de Belas Artes  fica no Centro: Av. Rio Branco, nº 199

Texto: Chandra Santos

Imagens: Reprodução de Internet

Frida Kahlo: a arte da superação


por chandra santos

''Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.''
Frida Kahlo

Imagem: Autoria Desconhecida

Quem acessou a página principal do Google - que está com um doodle especial - ou acessou o Twitter - cuja Tag #FridaKahlo está no topo dos TT's mundiais - já sabe que hoje é uma data especial. Há 103 anos nascia a pintora mexicana Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón. Para comemorar a data, o Sete Artes presta uma homenagem a artista publicando sua biografia.


Doodle na página inicial do Google homenageia a artista
Imagem: Reprodução de Internet

Vida Pessoal

Frida nasceu na cidade de Coyoacán, no México, em 06 de julho de 1907. Filha de um alemão e de uma indígena espanhola, a artista foi criada em uma família de muitos irmãos, teve a vida marcada por tragédias e encontrou na arte uma forma de sobreviver.

Em 1913, com apenas seis anos de idade, contraiu Poliomielite. A doença deixou sequelas e por isso Frida  começou a usar saias longas - o que mais tarde se tornaria sua marca pessoal. Anos mais tarde, já com 18 anos, o bonde em que viajava chocou-se com um trem. Frida ficou gravemente ferida. De acordo com dados presentes na Wikipedia
"O pára-choque de um dos veículos perfurou as costas de Frida, atravessou sua pélvis e saiu por sua vagina. Tal acidente fez a artista ter de usar vários coletes ortopédicos de materiais diferentes, chegando inclusive a pintar alguns deles (por exemplo o colete de gesso na tela intitulada "A Coluna Partida"). Por causa desta tragédia, fez várias cirurgias e ficou muito tempo acamada." 

Obra "A coluna partida": tela foi pintada durante o período em que Frida ficou no hospital

Imagem: Reprodução de Internet/ Frida Kahlo

Foi nesse período que ela começou a pintar com um cavalete adaptado à cama. Suas obras retratam seu sofrimento e sua dor em diferentes momentos. Por causa do acidente ficou impossibilitada de ter filhos de parto normal e os médicos recomendaram que evitasse engravidar. Mesmo assim, a mexicana tentou por duas vezes e sofreu abortos naturais. Como seu isso tudo já não fosse traumatizante demais, teve um casamento conturbado com o pintor muralista Diego Riviera.

No dia 13 de julho de 1954 Frida foi encontrada morta. No atestado de óbito consta embolia pulmonar como causa. A artista havia contraído pneumonia na época. Mas, há outras hipóteses para sua morte. Frida, de acordo com dados da Wikipedia, tentou suicídio diversas vezes com facas e martelos e acredita-se, por causa da última frase que escreveu em seu diário, que ela tenha se matado. Já os pesquisadores, com base no laudo da biópsia, suspeitam que ela tenha sido envenenada por uma das amantes de Diego.

Obras

Obra "As duas Fridas": retrata a amizade imaginária da artista com uma menina da mesma idade

Imagem: Reprodução de Internet/ Frida Kahlo

Mesmo com o pai pintando quadros nas horas vagas, Frida não descobriu seu talento cedo. Um dos sonho dela era ser médica. Mas, por causa do acidente isso não aconteceu. Em contrapartida, tornou-se uma das pintoras mais famosas do mundo. Em suas obras há dor e sofrimento, mas também há a afirmação da identidade nacional mexicana por meio de elementos do folclore e da arte popular.

"Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade." ", cita um parágrafo da Wikipedia.

Em 1958, a residência da artista, conhecida como "Casa Azul", transformou-se no Museu Frida Kahlo.

Se você ficou curioso para saber mais sobre a artista, pode seguir o perfil do Museu dedicado a ela no Twitter e assisitir ao filme "Frida" (2002), que traz Salma Hayek interpretando a artista.
  • Veja mais obras de Frida aqui.



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