Raimundo Rodriguez



Imagem: Lula Rodrigues

Em cartaz desde a última terça no Sesc Niterói, a mostra “Raimundo Rodriguez” reúne os trabalhos do artista plástico em uma grande instalação nos mesmos moldes de “Sonhos”, que esteve em cartaz em 2007. O Sete Artes entrevistou o artista por telefone nesse domingo (08) para saber um pouco mais sobre ele e suas obras. De sensibilidade apurada e muito atencioso, Raimundo falou sobre suas expectativas em relação à mostra no Sesc. Em suma, ele espera que as pessoas absorvam algo ao visitar a instalação.
“Quero que as pessoas tenham sentimento em relação às coisas. Que possa despertar algum tipo de sentimento nelas. Que tenha algum tipo de retorno a elas”, explica Raimundo, "Lá é uma instalação de 71 m² com obras que se unem formando uma só. É uma ambientação", acrescenta o artista.
"Sonhos": instalação exposta em 2007
Imagem: Sandra Moraes

O artista possui um ateliê no qual guarda objetos, retalhos e todo tipo de material que possa servir para criar suas obras. A marca de seu trabalho é a sensibilidade. É através dela que ele “dá vida” aos objetos que coleciona. Até as ferramentas que utiliza já foram utilizadas pelo pai dele, que era estucador. Ele acredita que a energia contida nesse material - nas ferramentas, no ateliê e nos objetos - é que faz a diferença. Raimundo raramente compra a matéria-prima para seus trabalhos. Ele quer sentir, quer experimentar, quer um material que se adeque dentro da proposta de cada obra.
"Toda vez que eu compro um material para um trabalho, esse material rola muito tempo, às vezes anos, dentro do atêlie. Então, eu prefiro encontrar esse material", explica o artista no vídeo disponível em seu blog, "Cada objeto que eu tenho aqui ele faz parte de uma história, ou fez parte de uma história, e vai fazer parte de uma outra história. Está sempre em movimento."
O trabalho de Raimundo se relaciona a cultura popular e Raimundo pretende com as obras devolver as pessoas aquilo que elas dão.
"Eu sempre estudo muito isso, porque as pessoas são do jeito que são e eu tento colocar isso no meu trabalho, tentando devolver as pessoas aquilo que elas oferecem", define o artista
300 DA GLÓRIA - RAIMUNDO RODRIGUEZ from retina78 on Vimeo



Texto Chandra Santos

Solange Kamenetz expõe na Urca




"Paix": referências Expressionistas estão visíveis nas obras da artista

Florestas, flores, vegetação e cores. Muitas cores. Estes são os componentes das obras que artista plástica Solange Kamenetz expõe, a partir da próxima segunda-feira (09), no X Salão de Artes plásticas da Escola Superior de Guerra, na Urca. Entre elas, dois óleos sobre tela: Paix (“Paz”) e Seuls à Deux (“Sozinhos a dois”).

O crítico Mario Margutti afirma que embora seja realista, a pintora revela traços do Expressionismo em suas obras:
“Sem deixar de ser realista, a pintora Solange Kamenetz revela em seus quadros alguns princípios básicos do Expressionismo. O primeiro deles é o realce da subjetividade da artista, pois ela não deseja apenas re-produzir a paisagem, os elementos do mundo. Sua intenção é a de re-criar o mundo objetivo, através de uma visão lírica, poética – e não apenas representá-lo da mesma forma que é visto. Sem se opor à objetividade da imagem, Solange valoriza as forças subjetivas da expressão pictórica", analisa Mario.

"Seuls à Deux": cores e  temas ligados à natureza
Além dos trabalhos de Solange é possível conferir obras de mais 120 artistas oriundos de diversos estados brasileiros. A coletiva gratuita está em cartaz até o próximo dia 24, de segunda à sexta, das 10h às 16h.

A Escola Superior de Guerra fica Fortaleza de São João: Av. João Luiz Alves s/n, Urca.

Texto: Chandra Santos.
Imagens: Divulgação

Raimundo Rodriguez expõe em Niterói





O artista plástico Raimundo Rodriguez inaugura na próxima terça (03) a exposição de nome homônimo no Sesc Niterói. A mostra reúne obras que são fruto da sensibilidade do artista, como explica o trecho abaixo extraído do texto disponível no site do artista:
"É possível perceber que suas obras são fruto da união entre o mortal e o imortal, do visível com o invisível. Um objeto morto [invisível], aos olhos do artista encontra desejos e sonhos [visíveis] acima do que a cultura estabelecida pode permitir, com qualidades estéticas igualmente acima daquelas próprias aos objetos em seus antigos cotidianos. Neste conjunto de gestos estão fortemente presentes as ideias de Travessia e Destino, elementos sagrados com os quais o artista parece deslocar-se, indo e vindo, como quem lida de forma selvagem e ao mesmo tempo reflexiva, evocando cores e texturas através de um gesto religioso", ressalta o texto do diretor Luiz Fernando Carvalho.
A mostra fica em cartaz até o dia 28 de agosto sempre de terça a sábado, das 8h às 17h.

O Sesc Niterói fica na Rua: Padre Anchieta, nº 56.

Texto: Chandra Santos

Julio Ferreira Sekiguchi no Espaço Imaginário




Imagem: Divulgação/ Espaço Imaginário

O artista plástico Julio Ferreira Sekiguchi inaugura a partir do próximo dia 03, às 18h, a exposição "Centro-Livre" na Galeria Espaço Imaginário, na Lapa. A individual se divide em três momentos:
"Modelo para reconstrução de camisa, que nasce da apreciação a um objeto aparentemente banal; como a camisa de listras laranja, as 16 rodas de oração, onde o público é convidado a interagir diretamente com 16 objetos circulares com o objetivo de fazer a ligação do homem com o universo espiritualista através da arte - uma verdadeira celebração ao sincretismo, e os Regeneradores que são compostos por 17 caixas, onde é possível encontrar as pesquisas mais complexas do artista.", como explica o artigo da Doutoranda Renata Gesomino disponível no blog da exposição.
Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Julio Ferreira Sekiguchi assistindo ao vídeo abaixo:



Quem quiser prestigiar a mostra pode comparecer a galeria de segunda à sexta, das 11h10 às 21h. A  exposição termina no dia 18 de agosto.

A Galeria Espaço Imaginário fica na Lapa: Avenida Gomes Freire, nº 457

Texto: Chandra Santos

Sergio Allevato na Artur Fidalgo




 

A Galeria Artur Fidalgo recebe, a partir do próximo dia 04, a primeira exposição individual do artista Sergio Allevato. A mostra reúne trabalhos que a primeira vista parecem apenas arte botânica. Mas, na realidade, vão além disto ao dialogarem com personagens do imaginário infantil, como Mickey, Hanna Barbera e Pinóquio. Dividida em pequenas séries - como “Atlas Botânico” e “Rio de Janeiro” - a exposição tem entrada franca e está em cartaz no espaço até o dia 04 de setembro.

De acordo com informações divulgadas no release da exposição, o trabalho mistura elementos de pesquisa botânica com a criatividade do artista de modo a conduzir o expectador a refletir sobre as obras:
"O jogo proposto pelo artista é assim estendido a uma ampla pesquisa da botânica e da nacionalidade ou afinidade territorial dos personagens de desenhos animados e HQs."
"Há uma parte da planta de que o personagem de gibi freqüentemente se apossa: o órgão reprodutor. Em um dos trabalhos, o Pinóquio “excitado”, é o androceo da Amaryllis. Tanto o desenho que descreve cientificamente a espécie botânica quanto o personagem infantil –, que remetem, respectivamente, ao controle da natureza e à pureza da infância –, são deslocados. (...) A mistura inesperada de campos díspares deixa o observador desconfiado, como quem está diante de um trabalho malicioso, em que as coisas – a infância, a natureza, a cultura –, não são o que parecem."
A mostra está em cartaz de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h e aos sábados, das 10h às 14h.

A Galeria Artur Fidalgo fica em Copacabana: Rua Siqueira Campos, nº 143, loja 147

Texto: Chandra Santos

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