Darília Oliveira, de Meu Pedacinho de Chão, atua em várias expressões artísticas

Gesamtkunstwerk, em português, obra de arte total, é um conceito estético oriundo do romantismo alemão do século XIX. Associado ao compositor alemão Richard Wagner, o termo refere-se à conjugação de música, teatro, canto, dança e artes plásticas, em uma única obra de arte. 

A artista Darília Oliveira teve a oportunidade de experimentar esse conceito durante um ano na novela Meu Pedacinho de Chão, exibida pela TV Globo no horário das seis. A trama contou com linguagem teatral, música e artes visuais.
Formada em teatro, Darília enxergou uma oportunidade de colocar em prática mais que a atuação. "Fiz aulas de canto para me preparar para cantar e atuar em algumas cenas musicais. Além disso, participei da criação da cidade, que é uma obra de arte voltada para as artes plásticas. Fui da direção de arte para o elenco", detalha.

O elenco teve aulas de canto com a professora Agnes Moço. No entanto, Darília já possuía experiência musical. "Participei do coral na faculdade e também faço aulas particulares de canto", explica a atriz intérprete da florista Maria, que na trama era casada com o personagem Marimbondo (Fernando Sampaio).

A estreia na TV na novela Meu Pedacinho de Chão deixou uma marca na carreira que Darília Oliveira vem trilhando há 6 anos. Artista dos palcos, ela já atuou em 6 peças de teatro e em algumas performances artísticas - inclusive fora do país.

"Participar de expressões artísticas dentro da mesma obra foi uma das experiências mais lindas da minha vida. O Luiz Fernando Carvalho junto com toda a equipe conseguiu fazer na televisão, ao meu ver, o que Richard Wagner (maestro, compositor, diretor de teatro e ensaísta alemão) fazia nos palcos. Luiz trouxe o conceito de "arte total" (Gesamtkunstwerk) para a televisão e reuniu diversos segmentos artísticos - música, dança, artes plásticas, teatro - em uma única obra", explica Darília.

Ainda de acordo com a artista, graças a novela ela ficou ainda mais próxima das artes. "Esse trabalho em Meu Pedacinho de Chão, me trouxe mais experiência profissional, mais confiança e mais sensibilidade. Quando escolhi trilhar esse caminho, fazia por paixão. Agora tenho certeza que preciso da arte pra sobreviver", finaliza Darília.

Sobre a Darília Oliveira: 

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https://www.facebook.com/dariliaoliveiraatriz?fref=ts  
Vídeos de atuação em Meu Pedacinho de Chão:

http://globotv.globo.com/rede-globo/meu-pedacinho-de-chao/t/cenas/v/vila-de-santa-fe-entoa-uma-mesma-cancao/3283864/

http://gshow.globo.com/novelas/meu-pedacinho-de-chao/videos/t/cenas/v/pedro-falcao-ameaca-demitir-funcionarios-que-exigirem-carteira-de-trabalho/3348666/

Texto: Chandra Santos/Assessoria de Imprensa

Raimundo Rodriguez ministra oficina "Latifúndios em Papel" no MAC

Foto: Luisa Gomes Cardoso
O artista plástico Raimundo Rodriguez vai ministrar, no próximo sábado (30), de 10h às 12h, a oficina
gratuita "Latifúndios de Papel" durante a 4ª edição do "MAC como Obra de Arte". O evento faz parte das comemorações do aniversário de 18 anos do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ) - inaugurado em 2 de setembro de 1996.

O projeto tem a proposta de transformar o museu em um laboratório de experiências de metáforas da criação participativa e aberta, ocupando os espaços do local, que passam a funcionar como laboratório de práticas artísticas, pedagógicas e sociais.

Latifúndios
Foto: Raimundo Rodriguez
No próximo dia 13 de setembro, às 17h, o artista plástico Raimundo Rodriguez inaugura a exposição "Latifúndios" no MAC. Nela serão apresentados seus novos trabalhos dentro da série que se iniciou no ano 2000 e, desde então, está em constante evolução. O artista toma como matéria-prima diversas latas de tinta das mais variadas cores e seus desgastes naturais com nuanças e degradés.
Sobre o artista plástico
Raimundo Rodriguez nasceu no Ceará em 1963 e desde 1969 mora no Rio de Janeiro. Sua fonte de inspiração vem da arte popular brasileira, do neodadaísmo, do dadaísmo, do neorrealismo e pop art. É o responsável artístico e curador da galeria Café Baroni, localizada no edifício Bolsa do Rio (na Praça XV). Representando pela Sergio Gonçalves Galeria de Arte (http://www.sergiogoncalvesgaleria.com) participou das três ultimas edições da SP-Arte e também da Feira Pinta, de Nova York, sempre com grande destaque.

Para saber mais sobre o artista e sua obra acesse: http://raimundorodriguez.blogspot.com.br/ e https://www.facebook.com/rraimundorodriguez

>> Serviços:
Oficina Latifúndios em Papel, com Raimundo Rodriguez.
30 de agosto de 2014 -
sábado, das 10h às 12h.
Gratuito. A partir de 14 anos.

Exposição “Latifúndios”, de Raimundo Rodriguez
Curadoria: Luiz Guilherme Vergara
Inauguração: 13 de setembro de 2014, às 17h.
Local: Museu de Arte Contemporânea (MAC), Mirante da Boa Viagem, s/nº. Niterói, RJ
Período de exposição: de 13 de setembro a 5 de outubro de 2014, de terça a domingo das 10h às 18h.

Curta a fã page do artista: https://www.facebook.com/rraimundorodriguez
Saiba mais sobre o artista: http://raimundorodriguez.blogspot.com.br/


Texto: Chandra Santos/Assessoria de Imprensa

Meu Pedacinho de Chão de Raimundo Rodriguez: muito mais que um universo paralelo, uma crítica a sociedade contemporânea

Texto e fotos de Chandra Santos


O artista plástico Raimundo Rodriguez em frente ao ateliê da novela
Depois de fazer a direção de arte das microsséries Hoje é dia de Maria, A Pedra do Reino, Capitu e Alexandre e Outras Heróis (todas da Rede Globo),  o artista plástico Raimundo Rodriguez retoma parceria com  o diretor Luiz Fernando Carvalho que o convidou para ser diretor do arte na novela Meu Pedacinho de Chão, exibida de segunda à sábado, às 18h, na TV Globo. Com apenas 100 capítulos, a trama (um remake da versão original de 1971) é escrita por Benedito Ruy Barbosa. 

É um caso raro ver um artista plástico contratado por uma TV no Brasil para desempenhar essa atividade profissional. Raimundo, que possui a galeria de arte Caza Arte Contemporânea, também edita o jornal especializado Página da Caza (que começou com espaço no caderno Artes do Jornal do Commércio, cresceu, e hoje é independente).




No último dia 3 de maio, ele guiou um grupo de artistas e admiradores pela cidade de Santa Fé onde é gravada a novela Meu Pedacinho de Chão. O passeio iniciou no "TVliê" onde são produzidos os figurinos da novela (assinados por Thanara Schönardie) e todos os detalhes das contruções locais, coordenada por ele e seus assistentes diretos: Luisa Gomes Cardoso (do Canteiro de Alfaces), Deborah Badaue, Sabrina Travençolo, Anderson Dias e Marcos Mariano. Eles, que o acompanham durante anos em diversos trabalhos, dão todo suporte no que é necessário. Outro destaque é César Coelho, criador do anima Mundi, responsável pelos Stops Motions na novela. A implantação da cidade é de responsabilidade de Keller Veiga. Já produção de arte responsabilidade de Marco Cortês. 

Raimundo e a equipe ao longo de quatro meses experimentaram ser "engenheiros da arte" construíndo a cidade cenográfica da novela, em uma área de cerca de 7 mil metros quadrados, unido elementos da cultura popular e referências artísticas de correntes como realismo, surrealismo, impressionismo, concretismo e expressionismo. Já com a novela no ar, eles continuam criando, reiventando e adaptando os cenários dessa sensível fábula atemporal.





Dezenas de sobrados, uma espécie de castelo, um celeireiro com feno, uma ponte, um casebre e até uma igreja no alto de um monte são os elementos principais da cidade fictícia de Santa Fé. Para entrar nesse mundo lúdico de forma física é muito fácil: basta pegar o trem em frente ao ateliê de Raimundo Rodriguez, descer na estação e seguir caminhando pelos trilhos. Acredite, o que você vê na TV não chega perto da sensação de estar lá dentro visitando Santa Fé. É tudo tão real, nos mínimos detalhes, feito com o maior zelo possível. Não é apenas um cenário. Há vida ali. A vontade é não sair mais de lá. Principalmente nos tempos em que estamos vivendo. 






Casa do Coronel Epa
Lembra muito uma cidade no interior, parada no tempo, que preserva tradições e valoriza a cultura e a arte. Um local onde as flores (um milhão segundo o próprio artista), grama, feno e árvores artificiais se misturam com a mata natural formando uma incrível sinfonia de cores e texturas. Olhando a primeira vista, não se distingue o real da fantasia. 







"Não reparem. Aqui nos convivemos com gambás. Outro dia apareceu uma cobra. Eles saem da mata e vem para cá. Tem vezes que voltam sozinhos, outras temos que chamar os bombeiros para retirar os animais e devolve-lôs a mata com segurança", conta Raimundo. 

O chão de terra (barro e areia) é cortando por vários trilhos de ferro e dormentes de madeira com direito à cascalho como toda ferrovia deve ter. Em cada ponto da estrada encontramos a casa de um personagem. 




Grande parte do material utilizado na construção do cenário é reciclado. Plástico e latas. Muitas. Um trabalho artesanal que faz qualquer pessoa chorar quando chega perto. Cada casa tem sua própria identidade visual. Na casa de Mãe Benta Raimundo foi o responsável pelo altar com diversas imagens religiosas e pela cruz na porta de entrada.

Além disso, os Latifundios (obra criada pelo artista e que vem sido aprimorada desde os anos 2000) estão presentes em diversas construções da cidade. Saiba mais aqui.



Casa de Mãe Benta

Cada local guarda uma personalidade própria adequada ao personagem ao qual é relacionado. A casa do Coronel Epa é sem dúvida uma construção imponente. Seus jardins enormes deixam qualquer pessoa boquiaberta. Mas, sem dúvida nenhuma, a Igreja é o local mais emocionante. Primeiro, por estar localizada em cima de uma parte mais elevada do terreno onde é possível ver toda a cidade em 360º. Segundo, porque nela há vitrais coloridos e um altar belíssimo em estilo barroco com imagens. Quando entramos nela sentimos a paz que uma igreja deve ter. Santa Fé tem energia. Uma energia boa. Positiva. Que renova qualquer pessoa que põe os pés lá. 



Sequência de imagens do interior da Igreja

A novela é sem dúvida uma produção cinematográfica para TV. Pela primeira vez temos uma trama com essa estética e apresentação. Foge do padrão, que toda novela costuma ter. Além disso, a história leve conversa diretamente com todas as classes sociais. Aborda de forma sutil problemas e mazelas sociais brasileiras. Sendo a ignorância como principal. A Professora Juliana e sua escola estão mostrando, sem precisar se impor, que a educação é a solução para todos os conflitos. Como se não estivesse de bom tamanho, a novela anda resgata valores que se perderam na sociedade, como família, amor, amizade, lealdade, sinceridade, honestidade, honra. A novela inclusive dialoga através de arquétipos, como mãe, pai, filho.


A Escola da Professora Juliana

Na estreia da novela li na mídia diversas críticas e ouvi comentários de pessoas próximas espantadas com a novela. Foi um choque momentâneo. Elas não entendiam o que estava acontecendo. Estamos, infelizmente, tão acostumados a ver como temas violência, morte, sexo, traição e consumo de drogas lícitas nos produtos culturais que esquecemos que isso não é o padrão ético sobre o qual a sociedade foi construída.

O artista plástico Raimundo Rodriguez segue em direção a Santa Fé
Meu Pedacinho de Chão é um portal para o universo dos sonhos das crianças e - principalmente - dos adultos (cansados de viver nesse modelo social e nesse mundo injusto). Uma vez que adentramos nunca mais Santa Fé e seus ensinamentos saem de nossas mentes e corações. 


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Texto e fotos de Chandra Santos/Assessora de Imprensa do artista Raimundo Rodriguez

Raimundo Rodriguez apresenta #papelariatemtudo no Rio

Foto: Sergio Gonçalves Galeria/Facebook
A exposição “Papelaria Tem Tudo”, do artista plástico Raimundo Rodriguez, aborda um conjunto de obras em papel que são fruto direto de uma compilação de trabalhos que se iniciaram em 2007, e que se encontra em constante andamento (work in progress). A mostra está em cartaz até o próximo sábado – 28 de setembro – na Sergio Gonçalves Galeria (Rua do Rosário, 38, Centro, Rio de Janeiro).
A experiência de manipular a vasta família dos papéis é transmitida de início pelo título da exposição. A ideia de uma papelaria que “tem tudo”, e, tudo inclui toda sorte de material artístico, está para o amante das artes assim como a livraria está para o amante das letras.
Neste caso, um elo fortíssimo une os dois sensíveis amantes: o papel. Colagens de fragmentos vivos encontrados em selos de cartas, fotografias, ingressos usados, folhas secas, páginas rasgadas, panfletos descartados, marcadores de livros, etc. que se assentam harmonicamente sobre uma superfície adesiva constituindo as obras na tensão permanente entre o figurativo, o abstrato e o gesto/conceito é parte do que pode ser visto nesse conjunto surpreendente de obras de dimensões médias e pequenas.
É possível visitar a exposição de terça a sábado, de 11h às 19h.

Texto: Chandra Santos | Assessoria de Imprensa

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