Meu Pedacinho de Chão de Raimundo Rodriguez: muito mais que um universo paralelo, uma crítica a sociedade contemporânea

Texto e fotos de Chandra Santos


O artista plástico Raimundo Rodriguez em frente ao ateliê da novela
Depois de fazer a direção de arte das microsséries Hoje é dia de Maria, A Pedra do Reino, Capitu e Alexandre e Outras Heróis (todas da Rede Globo),  o artista plástico Raimundo Rodriguez retoma parceria com  o diretor Luiz Fernando Carvalho que o convidou para ser diretor do arte na novela Meu Pedacinho de Chão, exibida de segunda à sábado, às 18h, na TV Globo. Com apenas 100 capítulos, a trama (um remake da versão original de 1971) é escrita por Benedito Ruy Barbosa. 

É um caso raro ver um artista plástico contratado por uma TV no Brasil para desempenhar essa atividade profissional. Raimundo, que possui a galeria de arte Caza Arte Contemporânea, também edita o jornal especializado Página da Caza (que começou com espaço no caderno Artes do Jornal do Commércio, cresceu, e hoje é independente).




No último dia 3 de maio, ele guiou um grupo de artistas e admiradores pela cidade de Santa Fé onde é gravada a novela Meu Pedacinho de Chão. O passeio iniciou no "TVliê" onde são produzidos os figurinos da novela (assinados por Thanara Schönardie) e todos os detalhes das contruções locais, coordenada por ele e seus assistentes diretos: Luisa Gomes Cardoso (do Canteiro de Alfaces), Deborah Badaue, Sabrina Travençolo, Anderson Dias e Marcos Mariano. Eles, que o acompanham durante anos em diversos trabalhos, dão todo suporte no que é necessário. Outro destaque é César Coelho, criador do anima Mundi, responsável pelos Stops Motions na novela. A implantação da cidade é de responsabilidade de Keller Veiga. Já produção de arte responsabilidade de Marco Cortês. 

Raimundo e a equipe ao longo de quatro meses experimentaram ser "engenheiros da arte" construíndo a cidade cenográfica da novela, em uma área de cerca de 7 mil metros quadrados, unido elementos da cultura popular e referências artísticas de correntes como realismo, surrealismo, impressionismo, concretismo e expressionismo. Já com a novela no ar, eles continuam criando, reiventando e adaptando os cenários dessa sensível fábula atemporal.





Dezenas de sobrados, uma espécie de castelo, um celeireiro com feno, uma ponte, um casebre e até uma igreja no alto de um monte são os elementos principais da cidade fictícia de Santa Fé. Para entrar nesse mundo lúdico de forma física é muito fácil: basta pegar o trem em frente ao ateliê de Raimundo Rodriguez, descer na estação e seguir caminhando pelos trilhos. Acredite, o que você vê na TV não chega perto da sensação de estar lá dentro visitando Santa Fé. É tudo tão real, nos mínimos detalhes, feito com o maior zelo possível. Não é apenas um cenário. Há vida ali. A vontade é não sair mais de lá. Principalmente nos tempos em que estamos vivendo. 






Casa do Coronel Epa
Lembra muito uma cidade no interior, parada no tempo, que preserva tradições e valoriza a cultura e a arte. Um local onde as flores (um milhão segundo o próprio artista), grama, feno e árvores artificiais se misturam com a mata natural formando uma incrível sinfonia de cores e texturas. Olhando a primeira vista, não se distingue o real da fantasia. 







"Não reparem. Aqui nos convivemos com gambás. Outro dia apareceu uma cobra. Eles saem da mata e vem para cá. Tem vezes que voltam sozinhos, outras temos que chamar os bombeiros para retirar os animais e devolve-lôs a mata com segurança", conta Raimundo. 

O chão de terra (barro e areia) é cortando por vários trilhos de ferro e dormentes de madeira com direito à cascalho como toda ferrovia deve ter. Em cada ponto da estrada encontramos a casa de um personagem. 




Grande parte do material utilizado na construção do cenário é reciclado. Plástico e latas. Muitas. Um trabalho artesanal que faz qualquer pessoa chorar quando chega perto. Cada casa tem sua própria identidade visual. Na casa de Mãe Benta Raimundo foi o responsável pelo altar com diversas imagens religiosas e pela cruz na porta de entrada.

Além disso, os Latifundios (obra criada pelo artista e que vem sido aprimorada desde os anos 2000) estão presentes em diversas construções da cidade. Saiba mais aqui.



Casa de Mãe Benta

Cada local guarda uma personalidade própria adequada ao personagem ao qual é relacionado. A casa do Coronel Epa é sem dúvida uma construção imponente. Seus jardins enormes deixam qualquer pessoa boquiaberta. Mas, sem dúvida nenhuma, a Igreja é o local mais emocionante. Primeiro, por estar localizada em cima de uma parte mais elevada do terreno onde é possível ver toda a cidade em 360º. Segundo, porque nela há vitrais coloridos e um altar belíssimo em estilo barroco com imagens. Quando entramos nela sentimos a paz que uma igreja deve ter. Santa Fé tem energia. Uma energia boa. Positiva. Que renova qualquer pessoa que põe os pés lá. 



Sequência de imagens do interior da Igreja

A novela é sem dúvida uma produção cinematográfica para TV. Pela primeira vez temos uma trama com essa estética e apresentação. Foge do padrão, que toda novela costuma ter. Além disso, a história leve conversa diretamente com todas as classes sociais. Aborda de forma sutil problemas e mazelas sociais brasileiras. Sendo a ignorância como principal. A Professora Juliana e sua escola estão mostrando, sem precisar se impor, que a educação é a solução para todos os conflitos. Como se não estivesse de bom tamanho, a novela anda resgata valores que se perderam na sociedade, como família, amor, amizade, lealdade, sinceridade, honestidade, honra. A novela inclusive dialoga através de arquétipos, como mãe, pai, filho.


A Escola da Professora Juliana

Na estreia da novela li na mídia diversas críticas e ouvi comentários de pessoas próximas espantadas com a novela. Foi um choque momentâneo. Elas não entendiam o que estava acontecendo. Estamos, infelizmente, tão acostumados a ver como temas violência, morte, sexo, traição e consumo de drogas lícitas nos produtos culturais que esquecemos que isso não é o padrão ético sobre o qual a sociedade foi construída.

O artista plástico Raimundo Rodriguez segue em direção a Santa Fé
Meu Pedacinho de Chão é um portal para o universo dos sonhos das crianças e - principalmente - dos adultos (cansados de viver nesse modelo social e nesse mundo injusto). Uma vez que adentramos nunca mais Santa Fé e seus ensinamentos saem de nossas mentes e corações. 


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Texto e fotos de Chandra Santos/Assessora de Imprensa do artista Raimundo Rodriguez

Raimundo Rodriguez apresenta #papelariatemtudo no Rio

Foto: Sergio Gonçalves Galeria/Facebook
A exposição “Papelaria Tem Tudo”, do artista plástico Raimundo Rodriguez, aborda um conjunto de obras em papel que são fruto direto de uma compilação de trabalhos que se iniciaram em 2007, e que se encontra em constante andamento (work in progress). A mostra está em cartaz até o próximo sábado – 28 de setembro – na Sergio Gonçalves Galeria (Rua do Rosário, 38, Centro, Rio de Janeiro).
A experiência de manipular a vasta família dos papéis é transmitida de início pelo título da exposição. A ideia de uma papelaria que “tem tudo”, e, tudo inclui toda sorte de material artístico, está para o amante das artes assim como a livraria está para o amante das letras.
Neste caso, um elo fortíssimo une os dois sensíveis amantes: o papel. Colagens de fragmentos vivos encontrados em selos de cartas, fotografias, ingressos usados, folhas secas, páginas rasgadas, panfletos descartados, marcadores de livros, etc. que se assentam harmonicamente sobre uma superfície adesiva constituindo as obras na tensão permanente entre o figurativo, o abstrato e o gesto/conceito é parte do que pode ser visto nesse conjunto surpreendente de obras de dimensões médias e pequenas.
É possível visitar a exposição de terça a sábado, de 11h às 19h.

Texto: Chandra Santos | Assessoria de Imprensa

CONHEÇA A PROGRAMAÇÃO DO ARTE GARAGEM 2012


Os artistas participantes da 8ª edição do projeto. Foto: Chandra Santos

Performance do poeta Jorge Salomão na abertura do evento. Foto Chandra Santos.

Os porões do Palácio Rio Negro (Museu da República/IBRAM/minC), em Petrópolis (RJ), estão a todo vapor, até o dia 29 de julho, com a 8ª edição do Projeto Arte Garagem, criado pelos artistas visuais petropolitanos Rosa Paranhos e Claudio Partes. A programação contempla exibição de vídeos, visitas guiadas, visitas guiadas com artistas, oficinas de arte e a mesa-redonda Arte Educação.

O Arte Garagem é um projeto pioneiro que tem por objetivo encorajar a produção de artes visuais na região serrana do estado, buscando um maior intercâmbio de ideias, criando via de acesso para o diálogo aberto com o público, contribuindo para a reflexão acerca da arte contemporânea e/ou do mundo por meio desta, integrando e promovendo o desenvolvimento da tríade arte-cultura-educação.

Esta edição foi realizada com patrocínio do Governo do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura - Edital Artes Visuais 2011 - e conta com a presença de 26 artistas: Aline Castella, Ana Luísa Flores, Ana Sigaud, Bia Penna, Claudio Partes, Claudio Copello, Cris Borzino, Cristiane Geraldelli, Evaldo Macedo, Gian Shimada, Grupo GOMO, Isabela Frade, Ivo Cipriano, Katarina Welper, Luz de Lucena, Marcio Zardo, Nelson Ricardo, Piccoli (Sidnei), Raimundo Rodriguez, Rosa Damasceno Paranhos, Sandra Vissotto, Sara Malenchini e Saulo Marzochi.

Serviço:
Arte Garagem 2012
Até 29 de julho.
Local: Palácio Rio Negro (Museu da República/IBRAM/minC) (Avenida Koeler, 255, Centro, Petrópolis – RJ)

VÍDEOS: julho (público em geral).

VISITAS GUIADAS:
Público em geral (07 e 28 de julho, às 15h).

VISITAS GUIADAS COM ARTISTAS:
07/07, às 15h, com Nelson Ricardo e Sandra Vissotto.
26/07, às 15h, com Saulo Marzochi
27/07, às 15h, com Cristiane Geraldelli.

OFICINAS DE ARTE (gratuitas com material incluso. Máximo de 15 alunos por oficina. Inscrições pelo telefone (24) 99481549, pelo e-mail (artegaragem@gmail.com) ou na página do Arte Garagem no Facebook: (www.facebook.com/pages/Arte-Garagem/144476665621289).

21/07, entre 15h e 17h, Oficina de Papel com Jarbas Paullos. Objetivo: fazer com que os participantes observem plasticamente o papel e elaborem trabalhos artísticos utilizando o recurso das cores.

14/07, entre 10h e 12h, Oficina de Colagem com Bia Penna. Objetivo: as atividades sugeridas proporcionarão aos participantes meios de extravasar sua criatividade com feituras de trabalhos bidimensionais individuais e coletivos. Ao término o participante deverá ser capaz de discutir as propostas e de justificar a visualidade das obras em questão. 

14/07, entre 15h e 17h, Oficina Antropometria: Narrativa e Performatividade com Isabela Frade. Objetivo: a partir de configurações materiais como textura, luz e cor, volume, consistência e peso, entre outras, serão desenvolvidos exercícios de configurações narrativas, explorando significações de proximidade com a forma humana. Linguagens: fotografia, desenho e poesia.

MESA REDONDA: ARTE EDUCAÇÃO: 28/07, às 15h.

Texto: Chandra Santos / Assessoria de Imprensa

Experiência profissional: Oficina de Criação de Blogues no WordPress - Semana de Comunicação 2010 - Universidade Estácio de Sá

Em 2010, ainda estudante do 6º período de Comunicação Social/ Jornalismo na Universidade Estácio de Sá, Chandra Santos foi convidada pela Jornalista e Professora Gisele Barreto para ministrar oficina de criação de blogues no WordPress durante a Semana de Comunicação 2010, no campus Petrópolis II da Universidade Estácio de Sá.

Acesse aqui o blog criado exclusivamente para essa oficina. 

Foto: Marco Oddone

Raimundo Rodriguez no Arte de Portas Abertas



Raimundo Rodriguez. 'Carrossel'

A 20ª edição do festival 'Arte de Portas Abertas' termina nesse domingo (12), em Santa Teresa. Essa é a última chance para conferir os trabalhos dos artistas plásticos da região e de convidados. Os ateliês estão abertos à visitação, das 11h às 18h. E se bater aquela fome ainda dá para conhecer o roteiro gastronômico do bairro.


Raimundo Rodriguez. 'Carrossel'

O artista plástico Raimundo Rodriguez expõe a obra 'Carrossel' no quintal do Museu Casa de Benjamin Constant. A instalação tem 2,5m de altura por 4m de diâmetro e é composta por oito cavalinhos de papelão, envelhecidos com verniz e betume. Rodriguez nos remete ao passado ao contemplarmos sua obra. Das bolas de gude nos olhos dos cavalos aos mesmos temos reminicências da infância antiga. Bem diferente dos dias de hoje:
"Há um movimento giratório concêntrico que de maneira vertiginosa nos captura para dentro de um universo já extinto. Aprisionados nessa camada intermediária entre devaneio e realidade, somos levados a caminhar por um chão batido onde a poeira fina se levanta rapidamente envelhecendo ainda mais os banquinhos de praça e o caramanchão verde ao fundo. Nesse cenário bucólico, onde árvores de várias espécies juntam-se ao hermetismo da casa branca do século XIX, encontramos a imagem materializada de uma estrutura deslocada do espaço e do tempo", destaca o release recebido pelo Sete Artes.
"Nos olhos dos oito cavalos vemos um reflexo negro-azulado próprio das bolas-de-gude, um outro elemento que remete a brincadeiras infantis quase que inexistentes nos dias de hoje, ao mesmo tempo em que, nas celas dos cavalos, materiais como os discos compactos – cd´s são incorporados nos trazendo momentaneamente de volta ao espaço-tempo real, num ir e virconstante, moroso", finalisa o texto escrito pela Doutoranda na linha de Pesquisa de História e Crítica da Arte pelo PPGAV-UFRJ Renata Gesomino.

O evento ocorre em Santa Teresa: Rua Felício dos Santos, nº 9,  casa 1
A obra de Raimundo Rodriguez está exposta no Museu Casa de Benjamin Constant: rua Monte Alegre, 255

Texto de Chandra Santos

Raimundo Rodriguez



Imagem: Lula Rodrigues

Em cartaz desde a última terça no Sesc Niterói, a mostra “Raimundo Rodriguez” reúne os trabalhos do artista plástico em uma grande instalação nos mesmos moldes de “Sonhos”, que esteve em cartaz em 2007. O Sete Artes entrevistou o artista por telefone nesse domingo (08) para saber um pouco mais sobre ele e suas obras. De sensibilidade apurada e muito atencioso, Raimundo falou sobre suas expectativas em relação à mostra no Sesc. Em suma, ele espera que as pessoas absorvam algo ao visitar a instalação.
“Quero que as pessoas tenham sentimento em relação às coisas. Que possa despertar algum tipo de sentimento nelas. Que tenha algum tipo de retorno a elas”, explica Raimundo, "Lá é uma instalação de 71 m² com obras que se unem formando uma só. É uma ambientação", acrescenta o artista.
"Sonhos": instalação exposta em 2007
Imagem: Sandra Moraes

O artista possui um ateliê no qual guarda objetos, retalhos e todo tipo de material que possa servir para criar suas obras. A marca de seu trabalho é a sensibilidade. É através dela que ele “dá vida” aos objetos que coleciona. Até as ferramentas que utiliza já foram utilizadas pelo pai dele, que era estucador. Ele acredita que a energia contida nesse material - nas ferramentas, no ateliê e nos objetos - é que faz a diferença. Raimundo raramente compra a matéria-prima para seus trabalhos. Ele quer sentir, quer experimentar, quer um material que se adeque dentro da proposta de cada obra.
"Toda vez que eu compro um material para um trabalho, esse material rola muito tempo, às vezes anos, dentro do atêlie. Então, eu prefiro encontrar esse material", explica o artista no vídeo disponível em seu blog, "Cada objeto que eu tenho aqui ele faz parte de uma história, ou fez parte de uma história, e vai fazer parte de uma outra história. Está sempre em movimento."
O trabalho de Raimundo se relaciona a cultura popular e Raimundo pretende com as obras devolver as pessoas aquilo que elas dão.
"Eu sempre estudo muito isso, porque as pessoas são do jeito que são e eu tento colocar isso no meu trabalho, tentando devolver as pessoas aquilo que elas oferecem", define o artista
300 DA GLÓRIA - RAIMUNDO RODRIGUEZ from retina78 on Vimeo



Texto Chandra Santos

Solange Kamenetz expõe na Urca




"Paix": referências Expressionistas estão visíveis nas obras da artista

Florestas, flores, vegetação e cores. Muitas cores. Estes são os componentes das obras que artista plástica Solange Kamenetz expõe, a partir da próxima segunda-feira (09), no X Salão de Artes plásticas da Escola Superior de Guerra, na Urca. Entre elas, dois óleos sobre tela: Paix (“Paz”) e Seuls à Deux (“Sozinhos a dois”).

O crítico Mario Margutti afirma que embora seja realista, a pintora revela traços do Expressionismo em suas obras:
“Sem deixar de ser realista, a pintora Solange Kamenetz revela em seus quadros alguns princípios básicos do Expressionismo. O primeiro deles é o realce da subjetividade da artista, pois ela não deseja apenas re-produzir a paisagem, os elementos do mundo. Sua intenção é a de re-criar o mundo objetivo, através de uma visão lírica, poética – e não apenas representá-lo da mesma forma que é visto. Sem se opor à objetividade da imagem, Solange valoriza as forças subjetivas da expressão pictórica", analisa Mario.

"Seuls à Deux": cores e  temas ligados à natureza
Além dos trabalhos de Solange é possível conferir obras de mais 120 artistas oriundos de diversos estados brasileiros. A coletiva gratuita está em cartaz até o próximo dia 24, de segunda à sexta, das 10h às 16h.

A Escola Superior de Guerra fica Fortaleza de São João: Av. João Luiz Alves s/n, Urca.

Texto: Chandra Santos.
Imagens: Divulgação

Raimundo Rodriguez expõe em Niterói





O artista plástico Raimundo Rodriguez inaugura na próxima terça (03) a exposição de nome homônimo no Sesc Niterói. A mostra reúne obras que são fruto da sensibilidade do artista, como explica o trecho abaixo extraído do texto disponível no site do artista:
"É possível perceber que suas obras são fruto da união entre o mortal e o imortal, do visível com o invisível. Um objeto morto [invisível], aos olhos do artista encontra desejos e sonhos [visíveis] acima do que a cultura estabelecida pode permitir, com qualidades estéticas igualmente acima daquelas próprias aos objetos em seus antigos cotidianos. Neste conjunto de gestos estão fortemente presentes as ideias de Travessia e Destino, elementos sagrados com os quais o artista parece deslocar-se, indo e vindo, como quem lida de forma selvagem e ao mesmo tempo reflexiva, evocando cores e texturas através de um gesto religioso", ressalta o texto do diretor Luiz Fernando Carvalho.
A mostra fica em cartaz até o dia 28 de agosto sempre de terça a sábado, das 8h às 17h.

O Sesc Niterói fica na Rua: Padre Anchieta, nº 56.

Texto: Chandra Santos

Julio Ferreira Sekiguchi no Espaço Imaginário




Imagem: Divulgação/ Espaço Imaginário

O artista plástico Julio Ferreira Sekiguchi inaugura a partir do próximo dia 03, às 18h, a exposição "Centro-Livre" na Galeria Espaço Imaginário, na Lapa. A individual se divide em três momentos:
"Modelo para reconstrução de camisa, que nasce da apreciação a um objeto aparentemente banal; como a camisa de listras laranja, as 16 rodas de oração, onde o público é convidado a interagir diretamente com 16 objetos circulares com o objetivo de fazer a ligação do homem com o universo espiritualista através da arte - uma verdadeira celebração ao sincretismo, e os Regeneradores que são compostos por 17 caixas, onde é possível encontrar as pesquisas mais complexas do artista.", como explica o artigo da Doutoranda Renata Gesomino disponível no blog da exposição.
Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Julio Ferreira Sekiguchi assistindo ao vídeo abaixo:



Quem quiser prestigiar a mostra pode comparecer a galeria de segunda à sexta, das 11h10 às 21h. A  exposição termina no dia 18 de agosto.

A Galeria Espaço Imaginário fica na Lapa: Avenida Gomes Freire, nº 457

Texto: Chandra Santos

Sergio Allevato na Artur Fidalgo




 

A Galeria Artur Fidalgo recebe, a partir do próximo dia 04, a primeira exposição individual do artista Sergio Allevato. A mostra reúne trabalhos que a primeira vista parecem apenas arte botânica. Mas, na realidade, vão além disto ao dialogarem com personagens do imaginário infantil, como Mickey, Hanna Barbera e Pinóquio. Dividida em pequenas séries - como “Atlas Botânico” e “Rio de Janeiro” - a exposição tem entrada franca e está em cartaz no espaço até o dia 04 de setembro.

De acordo com informações divulgadas no release da exposição, o trabalho mistura elementos de pesquisa botânica com a criatividade do artista de modo a conduzir o expectador a refletir sobre as obras:
"O jogo proposto pelo artista é assim estendido a uma ampla pesquisa da botânica e da nacionalidade ou afinidade territorial dos personagens de desenhos animados e HQs."
"Há uma parte da planta de que o personagem de gibi freqüentemente se apossa: o órgão reprodutor. Em um dos trabalhos, o Pinóquio “excitado”, é o androceo da Amaryllis. Tanto o desenho que descreve cientificamente a espécie botânica quanto o personagem infantil –, que remetem, respectivamente, ao controle da natureza e à pureza da infância –, são deslocados. (...) A mistura inesperada de campos díspares deixa o observador desconfiado, como quem está diante de um trabalho malicioso, em que as coisas – a infância, a natureza, a cultura –, não são o que parecem."
A mostra está em cartaz de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h e aos sábados, das 10h às 14h.

A Galeria Artur Fidalgo fica em Copacabana: Rua Siqueira Campos, nº 143, loja 147

Texto: Chandra Santos

Museu Nacional de Belas Artes recebe exposições de Sergio Telles e Paiva Brasil




Obra de Paiva Brasil

As mostras “Jogos da Arte” e "Caminhos da Cor" continuam em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes, na Cinelândia, até o dia 30 de agosto.  A primeira, que comemora os 80 anos de vida do artista Paiva Brasil, reúne 33 obras do pintor - sendo 18 delas recentes. Já a de Sergio Telles, traz, entre outras, 53 óleos sobre tela, 37 aquarelas sobre papel e 14 desenhos. As exposições mostram as visões diferentes dos artistas: enquanto Paiva utiliza o rigor construtivista e o geometrismo abstrato nas obras, Sergio se preocupa com as possibilidades sensoriais, as cores e os traços.


Quem quiser prestigiar as exposições, deve ficar atento aos horários. O MNBA funciona de 3ª a 6ª feira, das 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Entradas inteiras custam R$ 5. 

O Museu Nacional de Belas Artes  fica no Centro: Av. Rio Branco, nº 199

Texto: Chandra Santos

Imagens: Reprodução de Internet

Frida Kahlo: a arte da superação


por chandra santos

''Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.''
Frida Kahlo

Imagem: Autoria Desconhecida

Quem acessou a página principal do Google - que está com um doodle especial - ou acessou o Twitter - cuja Tag #FridaKahlo está no topo dos TT's mundiais - já sabe que hoje é uma data especial. Há 103 anos nascia a pintora mexicana Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón. Para comemorar a data, o Sete Artes presta uma homenagem a artista publicando sua biografia.


Doodle na página inicial do Google homenageia a artista
Imagem: Reprodução de Internet

Vida Pessoal

Frida nasceu na cidade de Coyoacán, no México, em 06 de julho de 1907. Filha de um alemão e de uma indígena espanhola, a artista foi criada em uma família de muitos irmãos, teve a vida marcada por tragédias e encontrou na arte uma forma de sobreviver.

Em 1913, com apenas seis anos de idade, contraiu Poliomielite. A doença deixou sequelas e por isso Frida  começou a usar saias longas - o que mais tarde se tornaria sua marca pessoal. Anos mais tarde, já com 18 anos, o bonde em que viajava chocou-se com um trem. Frida ficou gravemente ferida. De acordo com dados presentes na Wikipedia
"O pára-choque de um dos veículos perfurou as costas de Frida, atravessou sua pélvis e saiu por sua vagina. Tal acidente fez a artista ter de usar vários coletes ortopédicos de materiais diferentes, chegando inclusive a pintar alguns deles (por exemplo o colete de gesso na tela intitulada "A Coluna Partida"). Por causa desta tragédia, fez várias cirurgias e ficou muito tempo acamada." 

Obra "A coluna partida": tela foi pintada durante o período em que Frida ficou no hospital

Imagem: Reprodução de Internet/ Frida Kahlo

Foi nesse período que ela começou a pintar com um cavalete adaptado à cama. Suas obras retratam seu sofrimento e sua dor em diferentes momentos. Por causa do acidente ficou impossibilitada de ter filhos de parto normal e os médicos recomendaram que evitasse engravidar. Mesmo assim, a mexicana tentou por duas vezes e sofreu abortos naturais. Como seu isso tudo já não fosse traumatizante demais, teve um casamento conturbado com o pintor muralista Diego Riviera.

No dia 13 de julho de 1954 Frida foi encontrada morta. No atestado de óbito consta embolia pulmonar como causa. A artista havia contraído pneumonia na época. Mas, há outras hipóteses para sua morte. Frida, de acordo com dados da Wikipedia, tentou suicídio diversas vezes com facas e martelos e acredita-se, por causa da última frase que escreveu em seu diário, que ela tenha se matado. Já os pesquisadores, com base no laudo da biópsia, suspeitam que ela tenha sido envenenada por uma das amantes de Diego.

Obras

Obra "As duas Fridas": retrata a amizade imaginária da artista com uma menina da mesma idade

Imagem: Reprodução de Internet/ Frida Kahlo

Mesmo com o pai pintando quadros nas horas vagas, Frida não descobriu seu talento cedo. Um dos sonho dela era ser médica. Mas, por causa do acidente isso não aconteceu. Em contrapartida, tornou-se uma das pintoras mais famosas do mundo. Em suas obras há dor e sofrimento, mas também há a afirmação da identidade nacional mexicana por meio de elementos do folclore e da arte popular.

"Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade." ", cita um parágrafo da Wikipedia.

Em 1958, a residência da artista, conhecida como "Casa Azul", transformou-se no Museu Frida Kahlo.

Se você ficou curioso para saber mais sobre a artista, pode seguir o perfil do Museu dedicado a ela no Twitter e assisitir ao filme "Frida" (2002), que traz Salma Hayek interpretando a artista.
  • Veja mais obras de Frida aqui.



Onde encontrar Salvador Dalí, por Chandra Santos



Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí

O Teatro-Museu Salvador Dalí começou a ser construído na cidade de Figueres, na Espanha, na década de 60. Construído sobre as ruínas do antigo Teatro de Figueres, uma construção de 1850 destruída durante a 2ª Guerra Mundial, o local foi projetado pelo próprio Salvador Dalí. Ele queria que as pessoas tivessem uma experiência real, explorando o seu mundo único. No site da fundação há palavras de Dalí sobre o projeto:
“É óbvio que existem outros mundos, isso é certo, mas, como eu disse muitas vezes, esses outros mundos estão em nossas vidas na terra, e precisamente no centro da cúpula do Museu Dali, onde todo o mundo, novas e insuspeitadas alucinatória do Surrealismo “, explicou Salvador Dalí.

Interior do Teatro-Museu Salvador Dalí
Imagem: Jordi Puig

Em 1974 o local foi inaugurado e até hoje conta com o maior acervo sobre o artista. Desde as primeiras obras até as mais recentes. No local funciona ainda o Museu das Joías de Salvador Dali. E na cripta do castelo há o túmulo do artista.

Theatro-Museu Salvador Dalí
Imagem: Jordi Puig

Em Portlligat, em Cadaqués, na Espanha há outro museu do artista. Trata-se da casa onde ele morou até 1982, quando Gala morreu e ele se transferiu para o Castelo de Púbol.

Pátio da casa de Portlligat
Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí

O Castelo de Púbol, que Dalí comprou para Gala, é terceiro museu do artista. Inaugurado em 1996, lá está enterrada a esposa do artista. O local foi construído provavelmente nos séculos XIV ou XV e reformado na década de 70. Foi a última residência de Salvador depois da morte de Gala.



Castelo de Púbol
Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí

Nos Estados Unidos existe um museu sobre Salvador Dalí, o The Dalí Museum. Enquanto que em Paris é possível visitar a exposição permanente sobre o artista, a Espace Dalí Montmartre.

A estudante de Publicidade Thayná Pinheiro é uma fã do trabalho de Dalí:
“Eu acho pintura uma arte muito interessante, onde o pintor expressa o seu “eu” ali naquela tela. Meu primeiro contato com as obras de Salvador Dalí foi em uma matéria que fiz na faculdade, desde então, tenho muita vontade de conhecer algum museu deste artista e analisar de perto as obras dele”, declara Thayná.

Texto de Chandra Santos

O estilo surreal de Salvador Dalí, por chandra santos

Salvador Dalí posa para o fotógrafo francês Jean Dieuzaide em 1953

Quem achou a foto interessante pode conferir mais sobre o fotógrafo aqui.


Se você arrepia os cabelos ao ver a cantora norte-americana Lady Gaga com seu estilo inusitado é porque não conhece a história de Salvador Dalí. A musa loira já apareceu com numerosos trajes esquisitos em diversas ocasiões e parece que a criatividade da norte-americana não tem fim e nem limites. Mas, o que dizer de Salvador Dalí? Bem, só se começarmos pelo principio…

Desde a época que ingressou na Academia de Artes, Dalí já chamava a atenção nas ruas. Era tido como um excêntrico de cabelo comprido, que usava um grande laço preso ao pescoço, calças até ao joelho, meias altas e casacos compridos. O tempo passou e o artista ficou conhecido pela excentricidade e pelo seu exibicionismo. Em vários momentos da carreira demonstrou que não era igual aos demais artistas tanto nas obras quanto nas atitudes.

Existem muitos episódios curiosos na vida de Dalí, dentre os quais se podem destacar a vez em que chegou numa limusine cheia de couves-flores na inauguração de um evento. Ou quando se apresentou sua arte aos críticos usando um escafandro (roupa de mergulho) fazendo com que estes não compreendessem nada do que ele estava dizendo. Isso, sem contar quando apareceu montando em um elefante tingido de cor-de-rosa em um programa de TV.

Sua admiração por tudo que era excessivo, reluzente e luxuoso vinha, segundo ele próprio, da “linhagem árabe” de sua família, descendente dos Mouros – que dominaram o sul da Espanha durante 800 anos.

Salvador e Gala interagindo com uma obra

 Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí

Sua esposa Gala era tão exibicionista e excêntrica quanto ele. O Casal protagonizou junto diversos episódios engraçados, curiosos e algumas vezes de mau gosto. Como a vez em que apareceram fantasiados de bebê Lindbergh e seu sequestrador em uma exposição em Nova York. O fato chocou a todos e enfureceu os surrealistas.

A cantora norte-americana Lady Gaga pode ser considerada um ícone surreal do século XXI. Famosa, rica, colorida, sucesso de vendas e polêmica do modo de se vestir à vida particular. Basta dar uma “googleada” na internet que você vai descobrir muitas fotos da cantora com diversos looks na rua, nas premiações, nos shows, nos videoclipes, etc.

O Artista Plástico Carlos Borges destaca a importância que Dalí teve com suas extravagâncias:
“Acho Dali importante para divulgar a arte e para “quebrar” a resistência quanto à arte moderna. Existe um preconceito (do tipo “isso eu também sei fazer”) quanto à arte que não se baseia na habilidade pelas pessoas menos informadas ou com a mente menos aberta. Dali fazia muito bem desenho de observação e foi um dos artistas modernos que as utilizou. Mas confesso que não chego a ser um grande fã dele. Prefiro Rene Magritte, porque considero que esse artista Belga trata de questões mais profundas. Mas Dalí conquistou espaço na mídia para os artistas plásticos (não são muito atraentes, se comparados a atores e músicos, se não fizeram extravagâncias). Então, embora as questões que ele tratou tenham ficado no passado (a meu ver, de modo diferente de Magritte), continua a ser útil para o ensino e para a difusão da arte moderna, pois seu trabalho é atraente para um público não iniciado”, explica Carlos.


Texto de Chandra Santos

Ah, o amor!!

Texto de Chandra Santos

Imagem: Autoria Deconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí


Imagem: Autoria Desconhecida/ Flickr Fundacíon Dalí





Salvador Dalí e Gala Éluard viveram um romance intenso
Demias Imagens: Autoria Desconhecida

O Dia dos Namorados foi no último sábado (12), mas nunca é tarde para falar de amor. Salvador Dalí, bem como outros artistas, teve uma musa: a russa Gala Éluard, que conheceu, em 1929, na casa do então marido dela, Paul Éluard. Uma mulher por quem se apaixonou e por quem morreu.

Ambos viveram um romance digno de filme e repleto de obstáculos. O primeiro, Gala era casada. O segundo, ela era 10 anos mais velha que Dalí. O terceiro, a oposição do pai dele ao relacionamento. Mesmo assim, contra tudo e contra todos, eles se casaram em 1934 e tiveram uma filha.

Gala foi personagem de várias telas do artista, como “Galatéia das Esferas”, “O descobrimento da América por Cristovão Colombo” e “O Grande Masturbador” só para citar algumas.

Sabe aquela história de todo namorado: “Se eu pudesse eu comprava a lua para você!”? Pois é! Dalí não comprou a lua, mas um castelo medieval para Gala. Muitos surrealistas acusavam Gala de ser gananciosa e por isso ter feito Dalí banalizar sua arte em troca de dinheiro. Mas, acusações a parte, Dalí amava Gala ao ponto de nunca recusar nenhum pedido dela.

Algumas biografias citam que no final do relacionamento Dalí e Gala já não se amavam tanto como no ínicio. Que ela tinha numerosos amantes mais jovens e que Dalí tomava remédios para depressão. Mas, ele não deixou de amá-la.
Em 10 de junho de 1982 Gala morreu e Dalí entrou em depressão, perdendo a vontade de viver. Por vezes ficou desidratado e teve de ser alimentado por uma sonda nasal porque se recusava comer. Gala foi enterrada no castelo de Pubol e foi para lá que Dalí se mudou depois da morte dela. Sete anos depois, ele morreria.

Selo raro é vendido em Genebra



Texto de Chandra Santos



Uma versão de um selo de 1855 impresso na cor errada. Em vez de verde, ele saiu amarelo. Hoje é um dos mais caros do planeta. Vendindo ontem por um preço não revelado, mas estimado entre 1,5 e 2 milhões de euros (entre R$ 3,5 milhões e R$ 4,6 milhões), segundo a casa de leilões que o vendeu.
"É um dos cerca de meia dúzia de selos famosos do mundo", afirmou o especialista americano em selos, Robert Odenweller, a BBC.
O Treskilling Amarelo, como é conhecido, foi descoberto por acaso, em 1885, em Estocolmo. 111 anos depois leiloado em Zurique por US$ 2,3 milhões (cerca de R$ 4,2 milhões). Ele já pertenceu a pessoas importantes, inclusive um rei romeno.

Imagem: AP

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