Sergio Gonçalves Galeria apresenta a mostra Desenhos – anos 80 até janeiro


Segue até janeiro na a Sergio Gonçalves Galeria, no Centro, a mostra individual Desenhos – anos 80, de Jorge Duarte. A exposição acontece em comemoração aos 30 anos da Geração 80, ocorridos em 2014 e contará com texto do crítico de arte Fernando Cocchiarale.

A mostra reunirá cerca de 35 desenhos do artista, que é um dos expoentes da chamada Geração 80. São desenhos inéditos, realizados durante a década de 80 do século passado e que refletem a produção do artista no período, marcado por sua produção pictórica, sendo alguns deles estudos preparatórios para pinturas de grandes formatos realizadas na época. Em sua maioria, no entanto, são obras independentes, realizadas em diversas técnicas como grafite, lápis de cor, nanquim, etc.



A principal marca das obras é o traço rápido e impulsivo que dialogam com os grafiteiros e com os cartunistas. O foco temático é a figura humana em ação. Uma grande dose de humor percorre boa parte destes desenhos, mas há também os que são marcados por climas trágicos e angustiantes.

“Este conjunto de desenhos de Jorge Duarte, nunca antes exposto, revela a importância fundamental da estruturação gráfica de sua pintura no começo da década de 80. Não é casual que muitos destes desenhos tenham se tornado “estudos” de pinturas que então o consagraram como expoente da nova safra de pintores surgida há três décadas no Brasil”, comenta o crítico de arte Fernando Cocchiarale.

A exposição fica em cartaz até o dia 9 de janeiro de 2015, de terça a sexta, das 11h às 19h e aos sábados das 11h às 18h.


O Sete Artes esteve na inauguração e conversou com o artista. Confira abaixo:

SA: Por que exatamente estes trabalhos estão expostos aqui?
JD: Esses trabalhos foram feitos no fervor da juventude e no auge da chamada geração 80. E era um período em que o desenho para mim tinha duas funções: eles serviam de base para minha pintura (estudo gráfico) e eram desenhos onde eu buscava exercitar o meu traço sem muita intervenção de pensamento regulador. Eram desenhos mais rápidos, mais diretos, mais elétricos. E eu ia dando vazão também a um certo humor. Às vezes eu pegava um tema e fazia variações dele. Todos os desenhos tem uma história e eu me lembro de todos. Na verdade o que está exposto na galeria é só uma parte da minha produção artística do período. É uma seleção do que eu fiz e eu considero expressivo, capazes de dar uma ideia geral, mais ou menos, desse período que vai de 1983 a 1987.



SA: Essa obra me chamou bastante atenção. Conte um pouco sobre ela.
JD: Ele tem um dado importante porque ele foi feito como um estudo para uma pintura que eu teria que realizar para a Bienal de Paris. Nessa época eu trabalhava muito com o recorte da tela a partir de um retângulo, recortado em partes e remontado. Então sempre tem um elo entre o corte, a remontagem e a ação da figura. Essa obra tem o título de "Titã" e apresenta uma brincadeira com a ideia de figura e fundo.  Então é como se a figura arrancasse o fundo. É uma obra com movimento. E também por um lado existe uma oposição entre a figura em preto e branco e o fundo colorido. 

SA: Qual sua formação? 
JD: Sou formado em Pintura pela EBA, fiz algum tempo de gravura e depois fiz mestrado em História que tinha uma parte de produção que eu fiz focada na área de pintura também. 


SERVIÇO:
Exposição: Desenhos – anos 80
Artista: Jorge Duarte
Local: Sergio Gonçalves Galeria
Endereço: Rua do Rosário, 38 - Centro
Telefone: (21) 2263-7353
Encerramento: 9 de janeiro de 2015
Horário: de terça a sexta, das 11h às 19h e sábados das 11h às 18h
Gratuito


Texto: Chandra Santos/ Jornalista

'Enigmas' de Jung em exposição no Parque das Ruínas

O artista plástico Jung, Wladimyr segue, até dia 19 de outubro, no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, com a exposição “Enigmas”. Todos os sábados de tarde (14 às 18 hs) ele estará recebendo os visitantes. Resultante de sua pesquisa pictórica iniciada há 14 anos, a mostra reúne além das obras, vídeo, visitas mediadas e encontros com o artista. Por meio dessas interações o público poderá conhecer mais sobre o processo criativo que resultou na série “Enigmas”.






Na série ‘” Enigmas”, Jung trata sua própria obra como um arqueólogo, investigando fragmentos e detalhes que foram impressos ao longo do caminho e assim corpos, órgãos, células, microvilosidades, tecidos e vértebras são ampliados e mapeados como “radiografias pictóricas”. Sentidos e sentimentos são reconstruídos a partir de vestígios, fragmentos, aparas, escorridos, restos, sobras, faltas. Jung, incansável, insaciável, propõe um embate de múltiplas associações fluídicas. Nas palavras de Sonia Garcez, “a fragmentação é uma abstração do sujeito e Jung percorre novas travessias em sua capacidade criadora e inquietações, legitimadas em suas obras. São constelações de elementos que promovem múltiplos sentidos num movimento constituído de espaços semióticos tais como a irregularidade, colocando sua obra no âmago do discurso contemporâneo”.

Sobre o artista
O artista é formado em Direito e possui trajetória artística em ascensão, iniciou suas atividades em atelier livre no ano de 2000. Sua pintura começou na rua e o aprimoramento do desenho veio com os estudos junto ao mestre Bandeira de Melo em 2007. Aluno da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), frequentou os cursos de teoria ministrados nesta instituição por grandes nomes do cenário artístico nacional, como os professores Paulo Sergio Duarte, Franz Manata e João Magalhães.

Obras
Participou este ano pela terceira vez da Feira Artigo 2014 com grande sucesso - sendo que na edição 2013 foi indicado ao Prêmio “Trajetória”. Sua última exposição aconteceu na Sergio Gonçalves Galeria, quando participou da coletiva “Quem viver, Verão!”. Jung tem se destacado em mostras coletivas como “Salve Jorge”edição de 2014 na Sergio Gonçalves Galeria e em 2013 no Espaço EU, VIRA-Rio e nas individuais “Faces do Volume” (Galeria TNT/2011),“Abstração Gestual” e “As Cores de Jung”(Galeria Rodin no Shopping Cassino Atlântico/2011-2009, respectivamente) “ Enigmas “ é sua primeira exposição em espaço público.

Jung possui obras em acervos públicos e privados do país e do exterior, Desde 2010 é representado pela Galeria TNT e tem suas obras em papel disponíveis em Márcia Zoé Ramos | Escritório de Arte que assina o projeto expositivo “ Enigmas”.

Como autêntico carioca Jung mantém seu ateliê no centro boêmio do Rio de Janeiro, no bairro da Lapa. O local é destinado à criação, pesquisa, e reelaboração da arte.

Serviço:
Exposição: “Enigmas”, de Jung, Wladimyr
Local: Parque das Ruínas - Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa, Rio de Janeiro –RJ.
Período de exposição: até 19 de outubro de 2014, de terça a domingo, de 8h às 20h
Produção/ Curadoria: Marcia Zoé Ramos|Escritório de Arte
Texto apresentação: Jorge Salomão


Inauguração da mostra:























Texto: Chandra Santos / Assessoria de Imprensa

Fotos das obras: Ana Tavares

Fotos da abertura da Exposição: Chandra Santos

Projeto Especial Varanda : Raimundo Rodriguez – Latifúndios

Alegria, alquimia e generosidade seriam três palavras que podemos atribuir ao artista Raimundo Rodriguez. Alegria como Espinosa reivindicava para os afetos geradores de potência de agir na vida. Esta alegria imanente do artista se atualiza pelo compromisso com a renovação do sentido do encontro com a matéria e refugo do mundo. A atenção do Raimundo se desloca dos objetos que estão em uso e mergulha no ferro velho, rompendo com o ciclo de decomposição e abandono das latas e materiais usados. Sua prática artística é também da alquimia, pois entende que toda matéria é uma forma de energia em diferentes estados de consciência.
Através destas superfícies diferenciadas de ferrugem expõe-se a transitoriedade da existência, resgatando também questões da arte póvera dos anos 60, com a autenticidade de quem nasce e vive na periferia e margem do Grande Rio.

Porém, Raimundo também atualiza e transborda o construtivismo das superfícies moduladas da Lygia Clark expostas no salão do museu, unindo, através de sua polifonia cromática, a varanda do museu à paisagem e mundo como uma presença musical que reinventa a arte na natureza. Assim, o artista devolve ao mundo a
matéria largada na sombra do consumo transmutada em estado inaugural de matéria lúcida da arte.

É diante da paisagem do MAC que percorremos o Jardim das delícias, os Armários (coisários) – tais quais, gabinetes de curiosidade contemporâneos, e o Mar de Ilusões produzidos por Raimundo. A generosidade do artista se traduz como transbordamento vital, antes de mais nada, de sua prática incansável que reverte o sentido de decomposição – entropia e caos da vida, para uma outra ordem geradora de pulsações e polifonias. Cor e som ressoam pela varanda como renascimento estético e simbólico da matéria através do jogo de policromia da existência ou do construtivismo existencial de ser artista. Podemos reconhecer nessas composições uma espécie de sinfonia visual – um coral de latas – que se re-significam como materialismo espiritual da arte.

Inauguramos com muita alegria esta ocupação especial na varanda do MAC que ativa tão bem os elos e irradiações deste museu com a paisagem e sociedade através dos muros do Macquinho – Plataforma Urbana Digital.

Texto: Luiz Guilherme Vergara, Curador-Diretor - Museu de Arte Contemporânea de Niterói
























FOTOS DE CHANDRA SANTOS




Darília Oliveira, de Meu Pedacinho de Chão, atua em várias expressões artísticas

Gesamtkunstwerk, em português, obra de arte total, é um conceito estético oriundo do romantismo alemão do século XIX. Associado ao compositor alemão Richard Wagner, o termo refere-se à conjugação de música, teatro, canto, dança e artes plásticas, em uma única obra de arte. 

A artista Darília Oliveira teve a oportunidade de experimentar esse conceito durante um ano na novela Meu Pedacinho de Chão, exibida pela TV Globo no horário das seis. A trama contou com linguagem teatral, música e artes visuais.
Formada em teatro, Darília enxergou uma oportunidade de colocar em prática mais que a atuação. "Fiz aulas de canto para me preparar para cantar e atuar em algumas cenas musicais. Além disso, participei da criação da cidade, que é uma obra de arte voltada para as artes plásticas. Fui da direção de arte para o elenco", detalha.

O elenco teve aulas de canto com a professora Agnes Moço. No entanto, Darília já possuía experiência musical. "Participei do coral na faculdade e também faço aulas particulares de canto", explica a atriz intérprete da florista Maria, que na trama era casada com o personagem Marimbondo (Fernando Sampaio).

A estreia na TV na novela Meu Pedacinho de Chão deixou uma marca na carreira que Darília Oliveira vem trilhando há 6 anos. Artista dos palcos, ela já atuou em 6 peças de teatro e em algumas performances artísticas - inclusive fora do país.

"Participar de expressões artísticas dentro da mesma obra foi uma das experiências mais lindas da minha vida. O Luiz Fernando Carvalho junto com toda a equipe conseguiu fazer na televisão, ao meu ver, o que Richard Wagner (maestro, compositor, diretor de teatro e ensaísta alemão) fazia nos palcos. Luiz trouxe o conceito de "arte total" (Gesamtkunstwerk) para a televisão e reuniu diversos segmentos artísticos - música, dança, artes plásticas, teatro - em uma única obra", explica Darília.

Ainda de acordo com a artista, graças a novela ela ficou ainda mais próxima das artes. "Esse trabalho em Meu Pedacinho de Chão, me trouxe mais experiência profissional, mais confiança e mais sensibilidade. Quando escolhi trilhar esse caminho, fazia por paixão. Agora tenho certeza que preciso da arte pra sobreviver", finaliza Darília.

Sobre a Darília Oliveira: 

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Vídeos de atuação em Meu Pedacinho de Chão:

http://globotv.globo.com/rede-globo/meu-pedacinho-de-chao/t/cenas/v/vila-de-santa-fe-entoa-uma-mesma-cancao/3283864/

http://gshow.globo.com/novelas/meu-pedacinho-de-chao/videos/t/cenas/v/pedro-falcao-ameaca-demitir-funcionarios-que-exigirem-carteira-de-trabalho/3348666/

Texto: Chandra Santos/Assessoria de Imprensa

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