Grátis | RJ - Artista capixaba apresenta exposição na LAPA até novembro

A artista visual capixaba Teresinha Mazzei apresenta a exposição “Possibilidades” na Galeria da Casa do Paulo Branquinho (Rua Moraes e Vale, 8 térreo, Lapa – RJ), até o dia 03 de novembro, com visitação de terça a sábado, de 15h às 19h, classificação etária livre e entrada franca.

Para sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro, Teresinha apresentará uma série de obras inéditas e algumas que fazem parte do seu percurso artístico na pigmentação orgânica mineral e seus desdobramentos, onde vem atuando desde 1999.

“Possibilidades” reúne obras que mostram um conjunto de referências do universo pictórico orgânico mineral da artista: os guardados das técnicas e objetos garimpados na sua trajetória artística dentro do Ateliê em Vitória, no Espirito Santo.

Teresinha expõe obras que vem desenvolvendo a partir da pesquisa com pinturas orgânicas que dialogam diretamente com a natureza vegetal/mineral e suas particularidades onde a mesma explora a investigação desses elementos, como casca da árvore do mangue, flores e pedúnculos da mangueira mesclando com diversos minerais tais como barros, terras, minérios e carvão somando com folheação, limalha, fios de cobre, entre outros materiais, apresentando assim trabalhos em assemblages e esculturas também com itens da mangueira.

Paralelamente a sua pintura orgânica, Teresinha desenvolve a infoarte (composição fotográfica de imagens) na qual ela cria efeitos, proporcionados pela fotografia, recortando e formando com os detalhes deste resultado final colocados sob a interferência de mídias digitais, tecendo assim uma outra dimensão  no espaço de sua obra.
Serviço:
“Possibilidades”, de Teresinha Mazzei
Visitação: até 03 de novembro, de terça a sábado, de 15h às 19h
Local:  Galeria da Casa do Paulo Branquinho (Rua Moraes e Vale,  8 térreo,  Lapa- RJ)
Classificação indicativa: livre.
Entrada franca.


Crédito das fotos: Teresinha Mazzei

Texto: Chandra Santos/ Assessoria de Imprensa



ESCOLHER É SEGUIR EM FRENTE. NINGUÉM RECOMEÇA VOLTANDO ATRÁS

Por Chandra Santos


Escolher é um processo de constante dúvida. O fantasma do "E se eu tivesse feito" te persegue a todo momento. Pois para cada escolha, existe uma não-escolha. E para cada consequência de escolha, existe uma esperança positiva com relação a não-escolha. Escolher na maioria das vezes é um processo polarizado. Você escolhe, por exemplo, sofrer ou ser feliz. Escolhe ficar ou partir. Até quando você fica "em cima do muro" você escolheu deixar-se levar, omitir-se. Viver pressupõe escolher da hora do nascimento até a hora da morte. Nesse hiato você pode escolher absolutamente tudo: da roupa que vai usar, a profissão que vai desempenhar, e até mesmo por quem vai se apaixonar.

Quantas vezes você já se viu em uma encruzilhada obrigado a optar por um único trajeto, cujo destino final deveria ser positivo, sem nem ao menos ter uma ideia se aquela opção estava realmente correta? E quantas vezes lhe ocorreu de repente: "e se eu tivesse feito outras escolhas? onde eu estaria?" Escolhas. Como são difíceis. Como influenciam em nossas vidas.

Escolher é um processo injusto para quem escolhe. A começar que a maioria delas são baseadas em emoções e no "calor do momento". Outras vezes, nem tanto. Elas são reflexos do conformismo, do "ah, não tem outro jeito mesmo" e do "adianta fazer diferente?". Dessa forma, você recebe o ônus da escolha que se estivesse pensado racionalmente não teria feito. E o pior: dificilmente consegue raciocinar uma forma de corrigir, pois você não lembra mais como aquilo começou. É um efeito dominó. Uma escolha sobrepõe a outra e o único atropelado no final é você.

Se arrependeu do que escolheu? O jeito é tentar sair do labirinto. Mas, o processo de escolha não permite voltar no tempo e muito menos possuir novamente as mesmas opções. Escolher é seguir em frente sempre. E nem adianta tentar voltar, tentar viver as mesmas situações para corrigi-las, pois o tempo, as pessoas e as oportunidades estão em eterno processo de mutação. Quem lembra do filme "Efeito Borboleta"? Nele o personagem de Ashton Kutcher descobre que possui a capacidade de viajar no tempo para habitar sua antiga personalidade e mudar seus comportamentos passados​​. No entanto, cada vez que ele alterava uma situação, alterava o próprio futuro e o de todos que o cercavam.

É como disse Chico Xavier: "Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim.” O processo de escolher acaba tendo uma relação profunda com o oculto. Muitas vezes fala-se em destino para atribuir consequências das escolhas realizadas. De um lado o time do "Maktub - estava escrito" defende que não interessa o caminho escolhido, você vai sempre chegar onde estava pré-determinado. Você pode até lutar contra, mas vai acontecer porque tem que acontecer. Do outro lado estão os céticos que acreditam que você está colhendo aquilo que plantou. O problema é que às vezes você planta rosas e colhe violetas... Recomeçar, nesse caso, parece ridículo. Você vai trilhar novamente o mesmo caminho para obter um resultado que já foi provado que não deu certo. É como "dar murro em ponta de faca". Mas, já refletimos sobre isso, recomeçar é seguir em frente. Ou seja, é continuar escolhendo. Escolhemos o tempo todo. É impossível saber ao certo qual foi a escolha que alterou o resultado perseguido, pois obviamente quando você dá um passo para frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás.

Mas, o que temos de ter sempre em mente é que as consequências das escolhas individuais afetam o coletivo. Tomás de Aquino (1224-1274) e Jean-Paul Sartre(1905-1980) - um teólogo cristão versus um filósofo ateu - afirmam que a escolha de cada indivíduo repercute na sociedade, tornando o homem responsável por suas ações. De acordo com eles as escolhas dependem do conhecimento adquirido pelo homem, assim como, manifestam suas características no momento de seu agir na sociedade.

De acordo com BOVETO, Lais e OLIVEIRA, Terezinha em "A IDEIA DE ESCOLHA NA FORMAÇÃO HUMANA: APROXIMAÇÕES HISTÓRICAS ENTRE TOMÁS DE AQUINO E JEAN-PAUL SARTRE", "escolher é uma ação individual, porém, universal do ser humano. Todos nós elegemos uma forma de agir em relação às circunstâncias da vida e, em qualquer tempo histórico, os homens escolhem entre as possibilidades que se lhes apresentam. Se, por um lado, nem sempre esta ação é racionalizada e ponderada, por outro, nela estão presentes, mesmo que de modo imperceptível à primeira vista, os atributos intelectuais de cada ser humano. Por mais que uma escolha possa ser realizada de modo intempestivo, não nos livramos de nossa bagagem de conhecimentos para, então, escolher. Entende-se, dessa maneira, que se os homens podem eleger uma forma de agir, responsabilizam-se – ou deveriam responsabilizar-se – pelas consequências sociais de suas escolhas."

Por isso escolher é um processo de constante dúvida. O fantasma do "E se eu tivesse feito" te persegue a todo momento. Pois para cada escolha, existe uma não-escolha. E para cada consequência de escolha, existe uma esperança positiva com relação a não-escolha. Escolher na maioria das vezes é um processo polarizado. Você escolhe, por exemplo, sofrer ou ser feliz. Escolhe ficar ou partir. Até quando você fica "em cima do muro" você escolheu deixar-se levar, omitir-se. Viver pressupõe escolher da hora do nascimento até a hora da morte. Nesse hiato você pode escolher absolutamente tudo: da roupa que vai usar, a profissão que vai desempenhar, e até mesmo por quem vai se apaixonar.


PISANDO EM FLORES




Por Chandra Santos

Quem passa por algumas ruas da Vila Madalena, em São Paulo – SP, não corre mais o risco de cair em um buraco. Isso porque ele está bem visível graças ao trabalho da artista Andressa Frugoli. Há anos ela usa as cores do graffiti para dar vida a jardins artificiais em ruas esburacadas.

“Acredito que desde sempre - como toda criança criativa e ou ativa - eu desenhava em tudo: papel, móveis, paredes... O que aliás, continuo fazendo”, diverte-se Andressa, “Comecei a frequentar ateliês e oficinas de arte aos 11 anos e nunca mais parei.”

Graduada em artes, Andressa possui um currículo vasto: “Me graduei em letras, gestão escolar e licenciatura do ensino superior, dei aulas por dez anos, pois ganhei bolsas de estudo, mas nunca deixei de pintar. A formação acadêmica em artes só veio em 2010”, revela Andressa em entrevista exclusiva ao blog Sete Artes.

Comparando seus trabalhos como se fossem filhos, ela afirma que é difícil escolher um. No entanto reconhece que o que ganhou maior destaque por parte do público foi a intervenção urbana 'Buracos em Flor'.

A série começou após Andressa ter passado em uma cratera na marginal Tietê. Seu protesto pacífico e inovador já rendeu mais de cem flores nas ruas de São Paulo e tem ajudado de forma criativa os demais motoristas a se desviarem dos buracos – um problema presente em quase todas as cidades brasileiras. “Por aqui, o asfalto é pior porque não é cartão-postal. Você vai até a avenida Paulista e não vê buraco. É tudo liso. Essa maneira de mudar a demografia da cidade é reflexo do 'jeitinho brasileiro’ de levar as coisas”, lamenta Andressa em entrevista ao portal R7.

Com o uso de vários tubos de spray coloridos, a artista dá vida a um jardim artificial no piche perfurado. É como se um arco-íris brotasse através dos buracos tomando conta da paisagem cinza. Ele chama a atenção para o descaso e também para o problema. Plasticamente é bem atraente. Imagine só em frente a sua residência várias flores pelo chão. 

As obras de Andressa fazem parte de um estilo de arte até bem pouco tempo marginalizado (no sentido de “estar a margem das outras artes”, por favor). Conhecida como graffiti, essa forma de manifestação artística em espaços públicos, existe desde o Império Romano.

De acordo com informações do Portal Aprendiz, os graffittis da era moderna generalizaram-se pelo mundo a partir de maio de 1968, quando, no contexto de revolução política e cultural, os muros de Paris foram tomados por inscrições de caráter poético-político. Em seguida popularizaram-se nas ruas de Nova York. E na década de 1970 chegaram ao Brasil, mais fortemente em São Paulo. Primeiro com pichações poéticas e depois com a stencil art (com reprodução seriada). Já nos anos 90, o graffiti ampliou sua presença para as periferias no rastro do movimento hip-hop.

(Abro aqui um breve parêntese para que possamos entender um pouco sobre a relação pichação x graffitti. Enquanto a primeira é composta apenas por letras, o segundo é baseado em desenhos cujas figuras utilizadas nas pinturas são pensadas, elaboradas, desenhadas e coloridas cuidadosamente, para que representem aquilo que o artista quer mostrar. Ambas são intervenções na paisagem urbana que estimulam a reflexão da população sobre o que tema apresentado. Apesar de andarem sempre a margem da sociedade, o caminho dessas duas artes se diferenciou nos últimos anos. Enquanto a pichação continua sendo discriminada, o grafite brasileiro ganha cada vez mais espaço. Recentemente até no design de interiores, mas isso é assunto para outro post.)

(Rosane Cantanhede, em sua tese de conclusão de mestrado acadêmico para o programa de pós-graduação em Ciência da Arte na Universidade Federal Fluminense (UFF), afirma que “grafites e pichações são como dois lados da mesma moeda, ora se mostram em formas e pinturas elaboradas, ora sob a forma dos mais variados signos e marcas, construídos segundo uma particular leitura de mundo. Sobrepostos sobre as superfícies da cidade revelam ações em que a pintura e a escrita constituem a base de execução de suas diferentes formas. São imagens revestidas de caráter político, contestatório e social, agenciando e mediando múltiplas referências culturais e que se deixam contaminar pelos meios de comunicação ao mesmo tempo em que fazem uso do repertório visual das culturas de massa e da história da arte. Seu método de criação permite que a cada momento se incorpore ao processo de execução novas técnicas, estilos e superfícies”. Aliás, esse trabalho riquíssimo pode ser lido na integra aqui.)

Vale destacar que hoje o graffiti brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo. A dupla OSGEMEOS e o artista Eduardo Kobra são os representantes mais expressivos desse movimento.

Andressa Frugoli, que iniciou a série “Buracos em Flor” por meio de um protesto, já tem opinião formada quando o assunto se refere a arte produzida pelos talentos brasileiros e a repercussão da mesma no exterior: “Considero que estamos em um excelente momento, artistas novos sendo valorizados aqui e lá fora. Mas ainda falta muito, tanto por parte de iniciativas políticas, como por parte das galerias e do público. Porque temos muitos artistas maravilhosos, que estão no anonimato e outros caíram no esquecimento. Costuma-se 'viciar' em determinados artistas, sempre os mesmos nas galerias, leilões e bienais, com raras exceções. É um círculo bem fechado, não abrem os olhos para novos talentos. Espero continuar presenciando mais mudanças”, declarou em entrevista ao blog Sete Artes.

Por enquanto, o site de Andressa está em construção. Mas, é possível encontrá-la nas redes sociais, em especial no Facebook.

BELAS ARTES EM TEMPOS LÍQUIDOS: A EFEMERIDADE DA ARTE CONTEMPORÂNEA

Por Chandra Santos

"Atualmente, fazer arte é um exercício ególatra; as performances, os vídeos, as instalações estão feitas de maneira tão óbvia que subjuga a simplicidade criativa, além de serem peças que, em sua grande maioria, apelam ao mínimo esforço e cuja acessibilidade criativa revela tratar-se de uma realidade que poderia ter sido alcançada por qualquer um“ [Avelina Lésper] [...] "Percorrendo uma exposição de arte contemporânea, o visitante não tem tempo para aprofundar o conhecimento da história nem o processo criativo do artista, bombardeado como é por mensagens estéticas muito mais intensas e diretas. Então, é comum considerar aquela “arte” como um imbróglio" [Claudio Strinati].

Segundo o filósofo Charles S. Peirce, fundador da Semiótica, a principal função da arte é expressar os estados de consciência humana. Partindo dessa definição, por exemplo, terapeutas e psicólogos passaram a usá-las como parte de tratamentos. No entanto, essa é apenas uma definição dentro da árdua tarefa complexa de conceituar arte. Ao longo dos anos acumularam várias definições e houve a criação de uma "escala evolutiva" entre os acadêmicos para contar a história da arte. Hoje estamos submersos pela chamada arte contemporânea, que para muitos pesquisadores seria uma nova re-significação dos processos artísticos que vêm sendo desenvolvidos desde que o homem desenhou o primeiro rabisco na caverna. Já para outros ela simplesmente não existe. 

Em determinado momento histórico as academias começaram a dar uma classificação para os tipos de arte existentes. Surgiram sete categorias nas quais as artes poderiam se enquadrar. O que vemos nesse momento contemporâneo é uma mistura das sete artes existentes aplicada muitas vezes sobre a plataforma digital, com afirmações de que por isso são contemporâneas e não modernas.

Esse artigo toma como base um texto escrito na época em que cursava a faculdade de jornalismo - originalmente publicado no meu blog há seis anos atrás. Na época ele foi o primeiro post do blog com o objetivo de esclarecer qual seria a temática abordada no mesmo - as chamada sete artes. Agora estou reescrevendo-o, pois me deparei-me com uma entrevista do historiador e crítico-especialista na arte dos séculos XVI e XVII, Claudio Strinati a revista Carta Capital e senti a necessidade de ampliá-lo relacionando-o as experiências estéticas atuais.

Belas-artes 

O termo beaux-arts (belas-artes) surge em 1746 aplicado às chamadas "artes superiores", de caráter não-utilitário, opostas às artes aplicadas e às artes decorativas. De acordo com a Enciclopédia Itaú Cultural, essa noção é incorporada ao vocabulário da história e da crítica de arte com o auxílio da obra Les Beaux-Arts Réduits à un Même Principe, de autoria de Charles Batteaux.

"As belas artes eram aquelas que, segundo o ponto de vista do período, possuíam a dignidade da nobreza. Já as artes aplicadas, devido ao fato de serem praticadas por trabalhadores, eram desvalorizadas.Se as academias separam artistas e mestres de ofícios, fazendo das belas-artes sinônimos de arte acadêmica, é possível notar ao longo da história da arte ocidental - e, sobretudo, no interior da arte moderna - aproximações entre as conhecidas como belas-artes e as chamadas artes aplicadas. Lembrando, entre outros, o exemplo do Arts and Crafts inglês, quando teóricos e artistas reafirmam a importância do trabalho artesanal diante da mecanização industrial e da produção em massa; o art nouveau europeu e norte-americano que esmaece as fronteiras entre arte e artesanato pela valorização dos ofícios e trabalhos manuais; a experiência da Bauhaus, ancorada na associação entre arte, artesanato e indústria; ou ainda o art déco, ou "estilo anos 20", que aproxima arte e design", diz um trecho do artigo publicado na enciclopédia virtual.


São consideradas Belas Artes: Arquitetura; Pintura; Escultura; Música; Literatura; Teatro e Dança; e Cinema. Abaixo uma breve descrição de cada, publicadas originalmente em meu blog.

Pintura 
O artista passa suas impressões sobre a realidade e expressa seus sentimentos em uma tela, através de linhas e cores. Entre os pintores mais conhecidos destacam-se: Frida Kahlo, Salvador Dalí, Tarsila do Amaral e Pablo Picasso.

Arquitetura 
Arte de projetar e construir prédios de acordo com os contextos históricos, sociais e políticos vigentes no período. Sendo influenciada, também, pelas mudanças estéticas e tecnológicas. O carioca Oscar Niemeyer é considerado um dos maiores arquitetos do século XX. A característica principal de suas obras é a presença de curvas, como na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Música 
Aristóteles, na Grécia, definiu música como "a arte de expressar sentimentos mediante o som". A lógica da construção musical é a combinação de sons em sucessão temporal formando melodias. Há diversos representantes dentro das numerosas categorias desta arte. Os mais conhecidos são: Mozart, Bethoveen, Beatles, Rolling Stones, Madonna e Frank Sinatra.

Escultura 
Consiste em esculpir, talhar ou modelar diferentes tipos de materiais representando figuras reais ou imaginárias. São escultores conhecidos: Aleijadinho, Rodin e Victor Brecheret.

Literatura 
"É a arte da palavra". Consiste em usar exclusivamente a linguagem para se expressar contando histórias reais ou fictícias. O livro mais antigo do mundo é a Bíblia. Assim como a música, a literatura possui numerosas divisões e representantes, mas os mais conhecidos são Paulo Coelho, Umberto Eco e José Saramago.

Teatro/Dança 
São representados juntos, pois estabelecem até hoje uma relação de interação. A Dança, que consiste na representação de movimentos corporais sucessivos dentro de um ritmo musical, foi muito usada em rituais religiosos. São exemplos: o samba e o tango. O teatro, também, surgiu nos cultos religiosos. Por meio dele deuses eram representados através de gestos sem a utilização de sons. Entre os representantes dessa arte estão Soflóces, Nelson Rodrigues e Shakespeare.

Cinema 
Considerada como sétima arte, o cinema trabalha a expressão por meio da imagem e do som constituindo um todo através de frames. O ponto de referência das produções cinematográficas é Hollywood, nos Estados Unidos, embora quem tenha inventado o cinema tenha sido os irmãos Lumière, franceses. Entre filmes premiados e conhecidos estão: "E.T.", "Titanic", "Tempos Modernos" e "Central do Brasil".

A negação, o vazio e a rotatividade da arte contemporânea

Na arte contemporânea encontramos elementos das belas-artes mesclados em uma única obra. Cada artista é múltiplo. Por exemplo, ao mesmo tempo em que pinta ou esculpe (ou ambos), encena um monólogo interagindo com suas obras para uma plateia em uma galeria. E/ou ainda escreve sobre sua exposição para enviar aos meios de comunicação para publicação.

Leia entrevista a Carta Capital na qual Claudio Strinati reflete sobre a arte e a cultura contemporânea e afirma que a arte contemporânea não existe [aqui.]

"Arte plástica é visão, e o homem vive de experiências estéticas, mas hoje vivemos em um mundo onde essas experiências são contínuas e frenéticas, através de imagens de alta qualidade transmitidas por tevê, cinema, fotos, vídeos e até vitrines de loja. Antigamente, ao contrário, a experiência de visão da humanidade era só a arte figurativa: quadros e esculturas nas igrejas e nos palácios ou nos raros museus. Essas obras continuam sendo produzidas, mas são relativizadas pelas experiências estéticas do outro tipo. Nos dias de hoje, o artista oferece a “tradicional” obra plástica que chega ao usufruidor no final de um processo que lhe é estranho. Pensamos no desenfreado interesse pelo futebol: a visão de uma partida tem valor estético maravilhoso, e o espectador de tevê vive uma experiência envolvente e fascinante. Por outro lado, percorrendo uma exposição de arte contemporânea, o visitante não tem tempo para aprofundar o conhecimento da história nem o processo criativo do artista, bombardeado como é por mensagens estéticas muito mais intensas e diretas. Então, é comum considerar aquela “arte” como um imbróglio", enumera Claudio Strinati em um dos trechos da entrevista.

A crítica de arte mexicana Avelina Lésper também afirma que a arte contemporânea não existe. Em seus argumentos sobre os porquês da arte contemporânea ser uma “arte falsa“, ela apresentou a conferência “El Arte Contemporáneo- El dogma incuestionable” na Escuela Nacional de Artes Plásticas (ENAP).

Segundo ela, a carência de rigor nas obras permitiu que o vazio de criação, o acaso e a falta de inteligência passassem a ser os valores desta arte falsa, entrando qualquer coisa para ser exposta nos museus. Além disso, o Ready Made, expressando perante esta corrente “artística” uma regressão ao mais elementar e irracional do pensamento humano, um retorno ao pensamento mágico que nega a realidade, fez com que a arte fosse reduzida a uma crença fantasiosa e sua presença em um mero significado. Da mesma maneira, a figura do “génio”, artista com obras insubstituíveis, já não tem possibilidade de manifestar-se na atualidade. Consequentemente a substituição constante de artistas dá-se pela fraca qualidade de seus trabalhos.

"Tudo aquilo que o artista realiza está predestinado a ser arte, excremento, objetos e fotografias pessoais, imitações, mensagens de internet, brinquedos, etc. Atualmente, fazer arte é um exercício ególatra; as performances, os vídeos, as instalações estão feitas de maneira tão óbvia que subjuga a simplicidade criativa, além de serem peças que, em sua grande maioria, apelam ao mínimo esforço e cuja acessibilidade criativa revela tratar-se de uma realidade que poderia ter sido alcançada por qualquer um“.

Assim Lésper afirma que, ao conceder o status de artista a qualquer um, todo o mérito é-lhe dissolvido e ocorre uma banalização. Ela cita, por exemplo, as obras de arte contemporâneas produzidas para serem executadas sobre plataformas digitais: “O artista do ready made atinge a todas as dimensões, mas as atinge com pouco profissionalismo; se faz vídeo, não alcança os padrões requeridos pelo cinema ou pela publicidade; se faz obras eletrónicas, manda-as fazer, sem ser capaz de alcançar os padrões de um técnico mediano; se envolve-se com sons, não chega à experiência proporcionada por um DJ; assume que, por tratar-se de uma obra de arte contemporânea, não tem porquê alcançar um mínimo rigor de qualidade em sua realização", explica para em seguida completar, "nos dias que correm, a arte deixou de ser inclusiva, pelo que voltou-se contra seus próprios princípios dogmáticos e, caso não agrade ao espectador, acusa-o de “ignorante, estúpido e diz-lhe com grande arrogância que, se não agrada é por que não a percebe".

Contemporaneidades: Bauman aplicado as artes 

Mas seria esse um problema que atinge apenas as artes? Esse vazio, essa arrogância, essas falhas no que se propõe a fazer? Não faço parte do time dos que creem que a arte contemporânea não existe, mas daqueles que a consideram uma arte efêmera, intimamente relacionada com o mundo, o tempo e as relações em que estamos inseridos. Como afirma Zygmunt Bauman: "os tempos são “líquidos” porque tudo muda tão rapidamente. Nada é feito para durar, para ser “sólido”. Disso resultam, entre outras questões, a obsessão pelo corpo ideal, o culto às celebridades, o endividamento geral, a paranóia com segurança e até a instabilidade dos relacionamentos amorosos. É um mundo de incertezas. E cada um por si”, conclui.

Assessoria de Imprensa na Era Digital - Versão 1

Por Chandra Santos

Assessoria de imprensa é uma forma de se conquistar cobertura editorial (reportagens, notas em colunas, entrevistas, etc.) em mídias eletrônicas e impressas com apelo noticioso. Ou seja, em vez de pagar por um anúncio, o cliente paga um profissional durante determinado período de tempo (mensal, semestral, anual, por trabalho) para que este cuide de sua imagem (ou de sua empresa/produto) perante a opinião pública. Em geral quem trabalha com assessoria de imprensa são os profissionais formados na área de comunicação, especialmente relações públicas e jornalistas.

Mas, qual a necessidade de se ter um assessor de imprensa em uma época na qual o próprio cliente tem a seu dispor as ferramentas necessárias para se comunicar com o público? É fundamental ter um profissional para executar esse trabalho. O cliente não tem tempo para fazer e, muitas vezes sem experiência no assunto, acaba tentando e arranha a própria imagem. O assessor tem o conhecimento necessário para lidar com o jornalista dos veículos contornando (e evitando que se inicie) crises. Ele é o responsável por decodificar, estruturar e entregar a informação para a imprensa sem ruídos.

Comparações analógicas e digitais

Ao longo dos anos 1990 os assessores dependiam do telefone e dos correios e era comum datilografar o release na máquina de escrever, fazer cópias e entregar pessoalmente o texto nas redações. A primeira grande revolução digital foi a entrega de releases por email com a popularização deste no início dos anos 2000. Passados quase vinte anos, com um simples smartphone o assessor consegue enviar releases por email, publicá-los no site do cliente compartilhando o link nas mais diversas redes sociais. Assim como pode entrar em contato com os colegas da imprensa, principalmente, pelo Facebook e WhatsApp. No Facebook, por exemplo, encontramos vários grupos formados por jornalistas em busca de pautas e fontes.

Pensando nesse novo formato de comunicação foi criada a plataforma 'Ajude Um Repórter' para que por meio dela jornalistas e assessores se comunicassem com mais rapidez e em um local certo. Paralelamente foram desenvolvidos centenas de publicadores de releases, nos quais basta criar uma conta para disseminar textos, links, fotos e vídeos sobre seu cliente. E sem dúvida nenhuma a melhor forma de pautar um cliente na web é por meio de materias e entrevistas em blogs especializados. Além da influência em determinada área, os blogueiros não carregam consigo o estigma popular que a imprensa possui no que tange a distorção dos fatos e o uso do sensacionalismo em busca de audiência.

Em termos de formato, percebemos que a informação - matéria-prima do trabalho de assessores e jornalistas - ganha novos contornos e formas de apresentação. Ela está disposta em hipertextos linkados a temas semelhantes. As pessoas navegam literalmente pela rede por meio dos hiperlinks até que se esgote sua curiosidade sobre determinado tema ou outro desperte seu interesse. Pensando nisso, os assessores também mudaram o formado dos releases. Hoje eles são vídeos, apresentações com fotos, parágrafos únicos.

Esclarecendo os termos técnicos

Para quem não sabe, releases são textos informativos produzidos e divulgados por assessorias de imprensa para informar, anunciar, contestar, esclarecer ou responder à mídia sobre algum fato (positivo ou negativo) que envolva o assessorado. Uma vez distribuído aos jornalistas ele pode ser utilizado como pauta ou ser veiculado completa ou parcialmente. Existe também o press release direcionado, que é enviado com exclusividade para um único veículo. As outras atividades principais de um assessor são a elaboração de press-kits e manutenção de mailing lists. O primeiro diz respeito a montagem de kits com brindes promocionais, amostras de produtos, fotos de divulgação, credenciais de imprensa e outros itens que facilitem a cobertura jornalística sobre o que se quer divulgar e estimulem os jornalistas a publicar a intenção do assessorado. Já o mailing list é uma lista personalizada de contatos a serem trabalhados com determinado cliente.


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