Coluna Programação Cultural - 13 a 19/06/2018

Por Chandra Santos

A peça musicada ‘Martinho da Vila 8.0 | Uma Filosofia de Vida’ está em cartaz até 15 de julho, às sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h, no Teatro Clara Nunes. A peça homenageia o cantor, compositor e escritor, Martinho da Vila, que completou 80 anos, em fevereiro. O Teatro Clara Nunes fica na zona sul do Rio de Janeiro: rua Marquês de São Vicente, 52, 3° Piso – Shopping da Gávea, Gávea. Informações: (21) 2274-9696

*****
O Coordenadas Bar funcionará de terça a domingo, a partir do meio-dia, durante os jogos da Copa do Mundo. E nos dias de jogos do Brasil tem roda de samba, com entrada franca, com a participação de  Elisa Addor, Roberta Nistra, Clarice Magalhães e Chico Tâmega. O Coordenadas Bar fica na zona sul do Rio de Janeiro: Rua da Passagem, 19 - Botafogo. Informações: (21) 3593-5003

*****
O Cluster realiza nos dias 23 e 24 de junho, em parceria com o Consulado Geral da Alemanha, na Casa França Brasil, uma edição especial do evento com entrada franca. Haverá expositores de moda, gastronomia, design e artes. E transmissão de jogos e de filmes. O centro cultural fica no Centro do Rio de Janeiro: Rua Visconde de Itaboraí, 78.

*****
A Casa de Cláudio de Souza recebe dia 21 de junho, às 19h30, o encontro NAAP – Núcleo de Astronomia Amadora Petropolitana. O prof. Estevão Scudese vai abordar o tema “Vida na Terra: de moléculas a nós”. O centro cultural fica em Petrópolis, região serrana do Estado do Rio de Janeiro: Praça da Liberdade, 247, Centro. Informações: (24) 2231-5156.

*****
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) publicou edital para contratação de pessoal após quase dez anos do último concurso. O período de inscrições é de 18 de junho a 09 de julho, no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). Fique atento aqui no Sete Artes porque estamos preparando uma reportagem especial sobre o concurso, inclusive com dicas de estudo!

Coluna Programação Cultural - 6 a 12/06/2018

Texto de Chandra Santos


*****
O Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica apresenta a "Exposição coletiva: Junho de 2013: cinco anos depois" apresentando a produção crítica e visual dos últimos cinco anos a partir das manifestações políticas ocorridas em junho de 2013. Fotografias, performances, pinturas, vídeos, móveis, fantasias, instalações, lambe-lambes, objetos, esculturas, cartazes e gravuras compõem a mostra que segue em cartaz até 4 de agosto, de segunda a sábado, das 12h às 18h. A instituição fica no Centro do Rio de Janeiro: Rua Luís de Camões, nº 68.

*****
Está em cartaz no Centro Cultural João Nogueira - Imperator, até dia 16 de junho, o espetáculo “HAMLET”. Realizado pela Armazém Companhia de Teatro às sextas e sábados às 19:30h e  aos domingos às 19h, . Partindo da obra de Shakespeare, a peça apresenta um Hamlet do nosso tempo, cheio de som e fúria. Diversos aspectos da obra dialogam com o coquetel de conflitos contemporâneos que vemos todos os dias nas grandes cidades do mundo. O Imperator fica na zona norte do Rio de Janeiro na rua Dias da Cruz, nº 170, no Méier.

*****
No dia 9 de junho acontece no Américas Music Hall o evento ‘Américas 80 Especial’, sob o comando do cantor Sylvinho Blau Blau. A casa de shows fica localizadas na zona oeste do Rio de Janeiro na Avenida das Américas, nº 1510, na Barra da Tijuca.

*****
Segue em cartaz até 25 de agosto a coletiva de acervo do Instituto PIPA "Achados e Perdidos". A galeria Jacaranda, na Villa Aymoré, recebe 13 obras de Berna Reale, Marco Antonio Portela, Paulo Nazareth, Shima e Virginia de Medeiros. A mostra discute a construção da identidade no mundo contemporâneo onde somos mercadoria e fabulação, sujeito e objeto, produto e processo. A visitação é de quarta a domingo, de 13h às 18h. O instituto fica na zona sul do Rio de Janeiro na Ladeira da Glória, 26, Casa 1, na Glória.

*****
O ‘Rio in Comedy Festival’, reúne toda quinta-feira, até 26 de julho, às 21h, no Teatro Vannucci, na Gávea, um espetáculo de humor diferente. Stand up, besteirol, esquetes e comédias de tipos e humor "cult" marcam presença no evento que tem curadoria dos atores e diretores teatrais, Israel Linhares e Hellen Suque. O teatro fica na zona sul do Rio de Janeiro na rua: Marquês de São Vicente, nº 52, na Gávea. 

*****
A revista Rolling Stone deixa de ser publicada mensalmente em versão impressa a partir de agosto. A informação é do Portal Comunique-se. Produzida desde 2006 no país a revista passa a ser publicada quatro vezes ao ano, quando a marca produz seus já conhecidos especiais. De acordo com o site da Spring,  a versão brasileira de Rolling Stone é a que tem maior circulação mundial, perdendo apenas para a norte-americana. A marca segue com suas notícias no online.

*****
O Passaporte de Museus 2018 está sendo distribuído nos seguintes centros culturais: Museu Nacional, Museu de Arte  do Rio, Museu Imperial de Petrópolis, Museu Aeroespacial, Museu do Trem, Sítio Burle Marx, Museu da República e Museu Nacional de Belas Artes. Repetindo a ação que é realizada desde 2015 pelo Ibram, este ano quem tiver o passaporte pode visitar gratuitamente 77 museus e centros culturais do Rio e cidades próximas.

*****
Termina no dia 18 de junho o prazo para inscrições no 9º Prêmio Ibermuseus de Educação, que oferece até US$ 15 mil em prêmios. Podem se candidatar museus e instituições culturais de países ibero-americanos vinculados à administração pública ou instituições privadas sem fins lucrativos que atuem na área de interseção entre educação e museus. Informações em: http://www.ibermuseus.org

*****
A Fundação Casa de Rui Barbosa oferece visita guiada ao arquivo-museu de literatura brasileira e ao serviço de arquivo histórico e institucional no dia 7 de junho, às 10h30. Inscrições: semananacionaldearquivos.fcrb@gmail.com. A Fundação fica na zona sul do Rio de Janeiro na rua São Clemente, nº 134, em Botafogo. 

Grátis | RJ - Artista capixaba apresenta exposição na LAPA até novembro

A artista visual capixaba Teresinha Mazzei apresenta a exposição “Possibilidades” na Galeria da Casa do Paulo Branquinho (Rua Moraes e Vale, 8 térreo, Lapa – RJ), até o dia 03 de novembro, com visitação de terça a sábado, de 15h às 19h, classificação etária livre e entrada franca.

Para sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro, Teresinha apresentará uma série de obras inéditas e algumas que fazem parte do seu percurso artístico na pigmentação orgânica mineral e seus desdobramentos, onde vem atuando desde 1999.

“Possibilidades” reúne obras que mostram um conjunto de referências do universo pictórico orgânico mineral da artista: os guardados das técnicas e objetos garimpados na sua trajetória artística dentro do Ateliê em Vitória, no Espirito Santo.

Teresinha expõe obras que vem desenvolvendo a partir da pesquisa com pinturas orgânicas que dialogam diretamente com a natureza vegetal/mineral e suas particularidades onde a mesma explora a investigação desses elementos, como casca da árvore do mangue, flores e pedúnculos da mangueira mesclando com diversos minerais tais como barros, terras, minérios e carvão somando com folheação, limalha, fios de cobre, entre outros materiais, apresentando assim trabalhos em assemblages e esculturas também com itens da mangueira.

Paralelamente a sua pintura orgânica, Teresinha desenvolve a infoarte (composição fotográfica de imagens) na qual ela cria efeitos, proporcionados pela fotografia, recortando e formando com os detalhes deste resultado final colocados sob a interferência de mídias digitais, tecendo assim uma outra dimensão  no espaço de sua obra.
Serviço:
“Possibilidades”, de Teresinha Mazzei
Visitação: até 03 de novembro, de terça a sábado, de 15h às 19h
Local:  Galeria da Casa do Paulo Branquinho (Rua Moraes e Vale,  8 térreo,  Lapa- RJ)
Classificação indicativa: livre.
Entrada franca.


Crédito das fotos: Teresinha Mazzei

Texto: Chandra Santos/ Assessoria de Imprensa



ESCOLHER É SEGUIR EM FRENTE. NINGUÉM RECOMEÇA VOLTANDO ATRÁS

Por Chandra Santos


Escolher é um processo de constante dúvida. O fantasma do "E se eu tivesse feito" te persegue a todo momento. Pois para cada escolha, existe uma não-escolha. E para cada consequência de escolha, existe uma esperança positiva com relação a não-escolha. Escolher na maioria das vezes é um processo polarizado. Você escolhe, por exemplo, sofrer ou ser feliz. Escolhe ficar ou partir. Até quando você fica "em cima do muro" você escolheu deixar-se levar, omitir-se. Viver pressupõe escolher da hora do nascimento até a hora da morte. Nesse hiato você pode escolher absolutamente tudo: da roupa que vai usar, a profissão que vai desempenhar, e até mesmo por quem vai se apaixonar.

Quantas vezes você já se viu em uma encruzilhada obrigado a optar por um único trajeto, cujo destino final deveria ser positivo, sem nem ao menos ter uma ideia se aquela opção estava realmente correta? E quantas vezes lhe ocorreu de repente: "e se eu tivesse feito outras escolhas? onde eu estaria?" Escolhas. Como são difíceis. Como influenciam em nossas vidas.

Escolher é um processo injusto para quem escolhe. A começar que a maioria delas são baseadas em emoções e no "calor do momento". Outras vezes, nem tanto. Elas são reflexos do conformismo, do "ah, não tem outro jeito mesmo" e do "adianta fazer diferente?". Dessa forma, você recebe o ônus da escolha que se estivesse pensado racionalmente não teria feito. E o pior: dificilmente consegue raciocinar uma forma de corrigir, pois você não lembra mais como aquilo começou. É um efeito dominó. Uma escolha sobrepõe a outra e o único atropelado no final é você.

Se arrependeu do que escolheu? O jeito é tentar sair do labirinto. Mas, o processo de escolha não permite voltar no tempo e muito menos possuir novamente as mesmas opções. Escolher é seguir em frente sempre. E nem adianta tentar voltar, tentar viver as mesmas situações para corrigi-las, pois o tempo, as pessoas e as oportunidades estão em eterno processo de mutação. Quem lembra do filme "Efeito Borboleta"? Nele o personagem de Ashton Kutcher descobre que possui a capacidade de viajar no tempo para habitar sua antiga personalidade e mudar seus comportamentos passados​​. No entanto, cada vez que ele alterava uma situação, alterava o próprio futuro e o de todos que o cercavam.

É como disse Chico Xavier: "Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim.” O processo de escolher acaba tendo uma relação profunda com o oculto. Muitas vezes fala-se em destino para atribuir consequências das escolhas realizadas. De um lado o time do "Maktub - estava escrito" defende que não interessa o caminho escolhido, você vai sempre chegar onde estava pré-determinado. Você pode até lutar contra, mas vai acontecer porque tem que acontecer. Do outro lado estão os céticos que acreditam que você está colhendo aquilo que plantou. O problema é que às vezes você planta rosas e colhe violetas... Recomeçar, nesse caso, parece ridículo. Você vai trilhar novamente o mesmo caminho para obter um resultado que já foi provado que não deu certo. É como "dar murro em ponta de faca". Mas, já refletimos sobre isso, recomeçar é seguir em frente. Ou seja, é continuar escolhendo. Escolhemos o tempo todo. É impossível saber ao certo qual foi a escolha que alterou o resultado perseguido, pois obviamente quando você dá um passo para frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás.

Mas, o que temos de ter sempre em mente é que as consequências das escolhas individuais afetam o coletivo. Tomás de Aquino (1224-1274) e Jean-Paul Sartre(1905-1980) - um teólogo cristão versus um filósofo ateu - afirmam que a escolha de cada indivíduo repercute na sociedade, tornando o homem responsável por suas ações. De acordo com eles as escolhas dependem do conhecimento adquirido pelo homem, assim como, manifestam suas características no momento de seu agir na sociedade.

De acordo com BOVETO, Lais e OLIVEIRA, Terezinha em "A IDEIA DE ESCOLHA NA FORMAÇÃO HUMANA: APROXIMAÇÕES HISTÓRICAS ENTRE TOMÁS DE AQUINO E JEAN-PAUL SARTRE", "escolher é uma ação individual, porém, universal do ser humano. Todos nós elegemos uma forma de agir em relação às circunstâncias da vida e, em qualquer tempo histórico, os homens escolhem entre as possibilidades que se lhes apresentam. Se, por um lado, nem sempre esta ação é racionalizada e ponderada, por outro, nela estão presentes, mesmo que de modo imperceptível à primeira vista, os atributos intelectuais de cada ser humano. Por mais que uma escolha possa ser realizada de modo intempestivo, não nos livramos de nossa bagagem de conhecimentos para, então, escolher. Entende-se, dessa maneira, que se os homens podem eleger uma forma de agir, responsabilizam-se – ou deveriam responsabilizar-se – pelas consequências sociais de suas escolhas."

Por isso escolher é um processo de constante dúvida. O fantasma do "E se eu tivesse feito" te persegue a todo momento. Pois para cada escolha, existe uma não-escolha. E para cada consequência de escolha, existe uma esperança positiva com relação a não-escolha. Escolher na maioria das vezes é um processo polarizado. Você escolhe, por exemplo, sofrer ou ser feliz. Escolhe ficar ou partir. Até quando você fica "em cima do muro" você escolheu deixar-se levar, omitir-se. Viver pressupõe escolher da hora do nascimento até a hora da morte. Nesse hiato você pode escolher absolutamente tudo: da roupa que vai usar, a profissão que vai desempenhar, e até mesmo por quem vai se apaixonar.


PISANDO EM FLORES




Por Chandra Santos

Quem passa por algumas ruas da Vila Madalena, em São Paulo – SP, não corre mais o risco de cair em um buraco. Isso porque ele está bem visível graças ao trabalho da artista Andressa Frugoli. Há anos ela usa as cores do graffiti para dar vida a jardins artificiais em ruas esburacadas.

“Acredito que desde sempre - como toda criança criativa e ou ativa - eu desenhava em tudo: papel, móveis, paredes... O que aliás, continuo fazendo”, diverte-se Andressa, “Comecei a frequentar ateliês e oficinas de arte aos 11 anos e nunca mais parei.”

Graduada em artes, Andressa possui um currículo vasto: “Me graduei em letras, gestão escolar e licenciatura do ensino superior, dei aulas por dez anos, pois ganhei bolsas de estudo, mas nunca deixei de pintar. A formação acadêmica em artes só veio em 2010”, revela Andressa em entrevista exclusiva ao blog Sete Artes.

Comparando seus trabalhos como se fossem filhos, ela afirma que é difícil escolher um. No entanto reconhece que o que ganhou maior destaque por parte do público foi a intervenção urbana 'Buracos em Flor'.

A série começou após Andressa ter passado em uma cratera na marginal Tietê. Seu protesto pacífico e inovador já rendeu mais de cem flores nas ruas de São Paulo e tem ajudado de forma criativa os demais motoristas a se desviarem dos buracos – um problema presente em quase todas as cidades brasileiras. “Por aqui, o asfalto é pior porque não é cartão-postal. Você vai até a avenida Paulista e não vê buraco. É tudo liso. Essa maneira de mudar a demografia da cidade é reflexo do 'jeitinho brasileiro’ de levar as coisas”, lamenta Andressa em entrevista ao portal R7.

Com o uso de vários tubos de spray coloridos, a artista dá vida a um jardim artificial no piche perfurado. É como se um arco-íris brotasse através dos buracos tomando conta da paisagem cinza. Ele chama a atenção para o descaso e também para o problema. Plasticamente é bem atraente. Imagine só em frente a sua residência várias flores pelo chão. 

As obras de Andressa fazem parte de um estilo de arte até bem pouco tempo marginalizado (no sentido de “estar a margem das outras artes”, por favor). Conhecida como graffiti, essa forma de manifestação artística em espaços públicos, existe desde o Império Romano.

De acordo com informações do Portal Aprendiz, os graffittis da era moderna generalizaram-se pelo mundo a partir de maio de 1968, quando, no contexto de revolução política e cultural, os muros de Paris foram tomados por inscrições de caráter poético-político. Em seguida popularizaram-se nas ruas de Nova York. E na década de 1970 chegaram ao Brasil, mais fortemente em São Paulo. Primeiro com pichações poéticas e depois com a stencil art (com reprodução seriada). Já nos anos 90, o graffiti ampliou sua presença para as periferias no rastro do movimento hip-hop.

(Abro aqui um breve parêntese para que possamos entender um pouco sobre a relação pichação x graffitti. Enquanto a primeira é composta apenas por letras, o segundo é baseado em desenhos cujas figuras utilizadas nas pinturas são pensadas, elaboradas, desenhadas e coloridas cuidadosamente, para que representem aquilo que o artista quer mostrar. Ambas são intervenções na paisagem urbana que estimulam a reflexão da população sobre o que tema apresentado. Apesar de andarem sempre a margem da sociedade, o caminho dessas duas artes se diferenciou nos últimos anos. Enquanto a pichação continua sendo discriminada, o grafite brasileiro ganha cada vez mais espaço. Recentemente até no design de interiores, mas isso é assunto para outro post.)

(Rosane Cantanhede, em sua tese de conclusão de mestrado acadêmico para o programa de pós-graduação em Ciência da Arte na Universidade Federal Fluminense (UFF), afirma que “grafites e pichações são como dois lados da mesma moeda, ora se mostram em formas e pinturas elaboradas, ora sob a forma dos mais variados signos e marcas, construídos segundo uma particular leitura de mundo. Sobrepostos sobre as superfícies da cidade revelam ações em que a pintura e a escrita constituem a base de execução de suas diferentes formas. São imagens revestidas de caráter político, contestatório e social, agenciando e mediando múltiplas referências culturais e que se deixam contaminar pelos meios de comunicação ao mesmo tempo em que fazem uso do repertório visual das culturas de massa e da história da arte. Seu método de criação permite que a cada momento se incorpore ao processo de execução novas técnicas, estilos e superfícies”. Aliás, esse trabalho riquíssimo pode ser lido na integra aqui.)

Vale destacar que hoje o graffiti brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo. A dupla OSGEMEOS e o artista Eduardo Kobra são os representantes mais expressivos desse movimento.

Andressa Frugoli, que iniciou a série “Buracos em Flor” por meio de um protesto, já tem opinião formada quando o assunto se refere a arte produzida pelos talentos brasileiros e a repercussão da mesma no exterior: “Considero que estamos em um excelente momento, artistas novos sendo valorizados aqui e lá fora. Mas ainda falta muito, tanto por parte de iniciativas políticas, como por parte das galerias e do público. Porque temos muitos artistas maravilhosos, que estão no anonimato e outros caíram no esquecimento. Costuma-se 'viciar' em determinados artistas, sempre os mesmos nas galerias, leilões e bienais, com raras exceções. É um círculo bem fechado, não abrem os olhos para novos talentos. Espero continuar presenciando mais mudanças”, declarou em entrevista ao blog Sete Artes.

Por enquanto, o site de Andressa está em construção. Mas, é possível encontrá-la nas redes sociais, em especial no Facebook.

Estudando para concurso? Compre sua apostila aqui!

Veja também: